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Avaliação da nova Triumph Tiger 800 XCx - Lama tecno

20/09/2018 21:30  - Fotos: Eduardo Rocha/Carta Z Notícias
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Triumph Tiger 800 XCx ganha roupa nova e controle eletrônicos mais sofisticados para enfrentar qualquer terreno


POR EDUARDO ROCHA
AUTO PRESS


Tem todo o sentido as motocicletas aventureiras ganharem mercado no Brasil. Além da enormidade de estradas sem pavimentação, mesmo nas ruas asfaltadas há sempre obstáculos que maltratam as suspensões, como valões, bueiros desnivelados, remendos e buracos. Não por acaso, a vocação da Triumph por aqui é diferente do resto do mundo. Lá fora, a Triumph é uma fabricante de motocicletas clássicas, com referências visuais aos modelos dos anos 1960 e 1970. A linha Bonneville responde por mais de 50% das vendas da marca. No Brasil, tudo é diferente. A linha de bigtrails toma a dianteira, com uma larga vantagem para a Tiger 800. Das 2.976 unidades vendidas pela Triumph este ano, 2.194, ou 73,7% do total, foram de motos trail. E somente a Tiger 800 respondeu por 57,7%, ou 1.717 unidades. Entre as seis versões do modelo oferecidas no Brasil, somente a configuração XCx emplacou 496 unidades, o que representa um sexto das Triumph vendidas no Brasil. Nada mal para um modelo que custa R$ 51.390 – valor atualmente bastante pressionado pelo dólar. 

As qualidades da Tiger 800 para justificar este valor são bem numerosas. Painel de instrumentos digital colorido com ângulo ajustável, luz diurna em led, freio dianteiro da Brembo, piloto automático, suspensão ajustável, punhos com botões iluminados para o computador de bordo e ajustes, cinco modos de condução, piscas com cancelamento automático, suspensões dianteira e traseira WP ajustáveis, manoplas aquecidas, protetores de mãos, roda raiada com 21 polegadas na dianteira, protetor de cárter em alumínio e barras de proteção do motor. Esses equipamentos são adicionais ao modelo básico, XR, que já traz de série controle de tração e ABS comutáveis. 

Na parte mecânica, a Tiger 800 traz o tradicional motor de três cilindros em linha com injeção e acelerador eletrônicos, arrefecimento líquido e 800,8 cc. Ele rende 95 cv a 9.250 rpm e 8,06 kfgm de torque a 7.850 giros e é gerenciado por uma caixa de seis velocidades, com transmissão final por corrente. O chassi é em treliça tubular tipo diamont e a suspensão tem 220 mm de curso na frente e 215 mm atrás. A melhor aptidão da Tiger XCx às trilhas dá alguma vantagem em relação às rivais diretas, já que nas outras características ela fica no meio-termo. Ela é menos potente que a Yamaha MT-09 Tracer, de 115 cv, mas supera os 85 cv da BMW F 800 GS, que já foi substituída pela F 850 GS na Europa, com previsão de chegar ao Brasil no final deste ano.


Impressões ao pilotar

Estradeira de porte

A Tiger 800 XCx impressiona pelo porte e pelos diversos protetores, que encorpam ainda mais o modelo. A sensação é de que se trata de uma motocicleta de difícil trato. E isso é verdade, nas situações em que está parada ou é preciso estacionar ou manobrá-la entre os carros. A altura mínima de 84 cm para assento e o banco bastante largo tornam os seus 205 quilos mais perceptíveis para estas tarefas. Ainda mais se o piloto não for realmente grande, com mais de 1,80 metro. Em movimento, no entanto, esta altura ajuda a tornar a XCx bastante agradável e a faz capaz de ultrapassar obstáculos respeitáveis, graças a uma altura livre para o solo de 21,5 cm.

Os diversos recursos tecnológicos também facilitam a vida de quem está no controle da Tiger. O acelerador é suave e a ergonomia é das melhores e permite uma postura bem relaxada. Em percursos longos, isso faz uma enorme diferença. E essa é a verdadeira vocação do modelo. A curva de potência do motor privilegia os regimes de rotação mais altos, o que a torna mais adequada mesmo para o uso em estradas ou em situações mais esportivas. Por outro lado, o porte e o centro de gravidade elevado tiram agilidade no trânsito urbano.

A Tiger é extremamente equilibrada. Tem agilidade nas curvas e é tão neutra nas retas que pode facilitar eventuais distrações do piloto. Os diferentes modos de pilotagem e configurações de suspensão alteram a personalidade do modelo, mas o ambiente ideal é mesmo a estrada, com pista livre à frente. O acelerador é dócil e fácil de dosar e o câmbio de seis marchas é macio e bem escalonado. Na verdade, o motor com 95 cv de potëncia e 8,06 kgfm de torque sobra no modelo.


Ficha Técnica

Triumph Tiger 800 XCx

 

Motor: A gasolina, 800,8 cm³, tricilíndrico, quatro válvulas por cilindro, comando duplo no cabeçote e refrigeração líquida. Injeção eletrônica multiponto sequencial e acelerador eletrônico.

Câmbio: Manual de seis marchas com transmissão por corrente.

Potência: 95 cv a 9.250 rpm.

Torque: 8,06 kgfm a 7.850 rpm.

Diâmetro e curso: 74 X 61,9 mm.

Suspensão: Dianteira com garfos telescópicos invertidos WP com 43 mm de diâmetro e 220 mm de curso com retorno ajustável e amortecimento hidráulico. Traseira com monoamortecedor WP de 215 mm de curso, pré-carga ajustável hidraulicamente e ajuste de amortecimento com retorno.

Pneus: 90/90 R21 na frente e 150/70 R17 atrás.

Freios: Discos duplos flutuantes Brembo na frente e disco simples de 255 mm atrás. Oferece ABS comutável.

Dimensões: 2,21 metros de comprimento, 1,39 m de altura, 0,85 m de largura, 1,54 m de entre-eixos e 0,84 m de altura do assento.

Peso: 196 kg.

Tanque do combustível: 19 litros.

Produção: Manaus, Brasil.

Preço: R$ 51.390.

TRÂNSITO LIVRE

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