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Teste: Jeep Compass Limited Diesel 4X4 - Trilha calculada

09/08/2018 21:18  - FOTOS: JORGE RODRIGUES JORGE/CARTA Z NOTÍCIAS
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Versatilidade de motor diesel impulsionam o Jeep Compass Limited 4X4 na briga dos SUVs médios


POR MÁRCIO MAIO
AUTO PRESS

Poucas marcas que atuam no cenário automotivo brasileiro conseguiram ir tanto na contramão da crise automotiva quanto a Jeep. E a fabricante norte-americana nem inovou tanto, ao contrário: apostou no óbvio e investiu suas fichas nos utilitários esportivos, que estão em alta no mercado global. Além de oferecer no Brasil o compacto Renegade, passou a construir aqui também a nova geração do médio Compass. Aliás, fez ainda mais: promoveu seu lançamento global no Brasil. Não teve jeito, o carro caiu nas graças do consumidor e se tornou o SUV mais vendido do país e já é, de janeiro a julho de 2018, o oitavo automóvel de passeio mais emplacado por aqui. E uma de suas principais vantagens entre os crossovers médios é o fato de aliar o visual elegante e tecnologias modernas ao motor diesel. E a variante intermediária Limited é a que oferece o melhor custo/benefício nesse sentido, já que equilibra uma boa lista de itens de série ao espírito aventureiro que a Jeep carrega, com sua tração integral. 

No visual, aparece a característica grade de sete fendas e o típico para-lamas de contornos trapezoidais da fabricante. Por outro lado, o apelo esportivo é aguçado pela linha de teto descendente na traseira. O conjunto ótico também deixa de lado a imagem robusta que a Jeep carrega e traz um desenho mais elegante, com assinaturas de leds na frente e atrás. Visto de perfil, há um friso bem destacado que sai da base da coluna dianteira, acompanha toda a linha superior dos vidros laterais e contorna o vidro traseiro pela lateral e por baixo.

De série, a versão Limited 4X4 traz chave presencial e tela configurável de TFT no quadro de instrumentos. Há central multimídia com navegação GPS, Bluetooth e tela sensível ao toque com 8,4 polegadas, que transmite imagens da câmara de ré e traz funções acionadas por comando de voz. Na segurança, aparecem controle eletrônico de estabilidade, sistema anticapotamento, sistema de monitoramento de pressão de pneus, controle de velocidade de cruzeiro, assistente de partida em rampa, freios a disco nas quatro rodas, três pontos de fixação de cadeiras infantis Isofix e direção de torque dinâmico, que induz o condutor a virar o volante corretamente em uma situação de perda de aderência. Em pacotes opcionais, é possível ampliar o número de airbags de dois para sete – incluindo os de cortina, laterais e de joelhos para motorista aos frontais obrigatórios por lei –, sensores crepuscular e de chuva, monitoramento de faixa de rolagem, estacionamento automático e controle de cruzeiro adaptativo com sistema de frenagem de emergência.

O motor é o mesmo 2.0 turbodiesel que movimenta versões mais caras do Jeep Renegade e da Fiat Toro, assim como a transmissão automática de nove marchas – com aletas atrás do volante – e tração 4X4 Jeep Active Drive Low. São 170 cv e 35,7 kgfm, sendo que o torque máximo fica disponível já em 1.750 rpm. A tração é definida pelo sistema Selec-Terrain, com um seletor giratório no console central com opções de neve, areia e lama. A capacidade off-road também é acentuada por questões estruturais: há 5 mil pontos de solda no carro e cerca de 70% do chassi é feito de aço de alta resistência, para aumentar a rigidez, refinar o comportamento dinâmico e melhorar a absorção de impactos.

 

Ponto a ponto

Desempenho – O motor 2.0 litros diesel que equipa o Jeep Compass Limited 4X4 move com facilidade o SUV médio. São 170 cv de potëncia e robustos 35,7 kgfm de torque máximo, sendo que 80% dele torque já aparece em 1.500 giros. Isso garante vigor em toda a faixa útil de rotações do carro, de arrancadas até retomadas e ultrapassagens. O câmbio automático de nove velocidades tem trocas suaves e no tempo certo. Nota 9.

Estabilidade – O carro é bem firme e a suspensão, independente nas quatro rodas e de curso longo, equilibra os movimentos da carroceria nos trechos mais esburacados. Além disso, há bons aparatos tecnológicos, como controle eletrônico de estabilidade, sistema anticapotamento, sistema de monitoramento de pressão de pneus, freios a disco nas quatro rodas e direção de torque dinâmico – que induz o condutor a virar o volante corretamente ao perder aderência. Ou seja, segurança não é problema para o Compass Limited 4X4. Nota 9.

Interatividade – O interior é bastante funcional e tudo é bem localizado. O seletor de tração fica abaixo dos comandos de climatização e tem utilização muito simples. Sensores traseiros ajudam a estacionar e a central multimídia acompanha câmara de ré e navegador GPS. A transmissão automática traz aletas no volante para trocas manuais e as informações de temperatura do habitáculo também aparecem na tela do sistema de entretenimento, que tem boas 8,4 polegadas. Nota 9.

Consumo – O InMetro não faz aferições de motores diesel. Durante a avaliação por mais de 1.500 km, o modelo obteve médias em torno de 11 km/l no ambiente urbano e 14 km/l em rodovia. Nota 8.

Conforto – O isolamento acústico impressiona, ainda mais por se tratar de um motor diesel. Nada daquele barulho típico, semelhante ao de vans e caminhões movidos pelo mesmo combustível. Cinco ocupantes viajam bem, mas o ideal é que quatro pessoas estejam ali. A suspensão absorve as pancadas provocadas pelos desníveis do asfalto com eficiência e todos os revestimentos interiores são bem agradáveis. Nota 9.

Tecnologia – A Jeep oferece no Compass uma boa lista de tecnologias já de série. O câmbio automático de nove velocidades é extremamente moderno e o sistema multimídia é completo e com tela grande. De maneira geral, a versão Limited 4X4 traz bons sistemas voltados para a segurança e o carro é bem novo. Como opcionais, monitoramento de faixa de rolagem, estacionamento automático e controle de cruzeiro adaptativo com sistema de frenagem de emergência, entre outros. Nota 9.

Habitabilidade – Uma das vantagens dos SUVs médios é a boa altura. Ela facilita a entrada e saída do carro e garante que os ocupantes se acomodem bem no interior. Os ajustes do banco e da coluna de direção são eficientes na hora de buscar a posição ideal para dirigir. O aproveitamento dos espaços é bem inteligente, com porta-trecos generosos. O porta-malas leva 410 litros, um valor que nem é tão alto. Porém, no dia a dia, parece maior. Nota 9.

Acabamento – Há plásticos pelo habitáculo, mas de toque agradável e qualidade boa. Não chega a ser uma cabine luxuosa, mas também não fica muito atrás dos rivais diretos. De forma geral, o Compass Limited a diesel traz materiais até refinados, como couro, mas mantém um aspecto um pouco mais robusto, que caracterizou a categoria dos utilitários esportivos logo que surgiram. Nota 8.

Design – Por fora, o Compass aposta poucas fichas na imagem robusta. A dianteira traz a típica grade dos automóveis Jeep, com as sete fendas marcantes, adornada pelos faróis, que contam com assinaturas de leds de série, assim como na traseira. O capô exibe vincos que passam certa agressividade. A traseira tem lanternas horizontais, que invadem a tampa do porta-malas. É uma boa mistura de elegância e traços de esportividade. Nota 8.

Custo/benefício – O Compass Limited 4X4 começa em R$ 168.990, mas a unidade testada traz opcionais que elevam essa conta a R$ 185.880 – cinco airbags extras, acendimento automático dos faróis, bancos em couro, sensor de chuva, retrovisor interno eletrocrômico e sistema de som premium Beats de 506 W, monitoramento de faixa de rolagem, estacionamento semi-autônomo, banco do motorista elétrico, abertura da tampa traseira elétrica, farol alto automático e controle de cruzeiro adaptativo com sistema de frenagem de emergência. O Compass é a única opção diesel neste porte e esta versão oferece um pacote tecnológico capaz de impressionar. Assim como o preço. Nota 6.

Total – O Jeep Compass Limited 4X4 somou 84 pontos em 100 possíveis.

 

Impressões ao dirigir

Aventura estética

Em qualquer que seja a versão, o Jeep Compass impressiona por seu aspecto contemporâneo e elegante. Mas isso sem deixar de lado a robustez aventureira típica da Jeep. E é justamente nas variantes com tração integral, como a Limited avaliada, que essa identidade se expressa. O desenho é bem-equilibrado e capaz de atrair quem procura um modelo familiar que passe menos pelo posto de gasolina – graças ao motor turbodiesel – e quem quer alguma dose de aventura no fora de estrada.

A ergonomia é excelente e o volante tem boa pegada. Em relação à visibilidade, agrada à frente e atrás. A chave presencial faz com que a entrada no veículo e a partida do motor sejam extremamente práticas, apenas pelo toque de um dedo. Além disso, é fácil lidar com o interior, que traz comandos intuitivos e uma central multimídia com tela grande, cheia de boas funções e alinhada com as novas tecnologias de conectividade.

O rodar é suave na estrada e na cidade, mas o modelo também se mostra bem sólido nos trechos de terra ou esburacados. A direção é direta e precisa e, apesar dos diversos recursos eletrônicos que favorecem a segurança, é muito difícil vê-los em ação. Por outro lado, monitoramento de faixa e o controle de cruzeiro adaptivo permitem uma condução mais relaxada no ambiente rodoviário, O motor 2.0 Multijet turbodiesel bem-disposto para mover o utilitário médio. A transmissão é digna de elogios: suas trocas são quase imperceptíveis e o fato de ter nove velocidades ajuda bastante na economia em longas viagens.

Basta pisar com um pouco mais de vontade para o Compass Limited se mostrar enérgico. Ultrapassagens e retomadas são competentes e chegam até a impressionar, mesmo sendo o mesmo motor que equipa as configurações de topo do SUV compacto da Jeep, o Renegade. Isso porque 80% dos 35,7 kgfm de torque, ou seja, cerca de 28 kgfm, aparecem já aos 1.500 giros. Não sobra espaço para vacilos.

 

Ficha técnica

Jeep Compass Limited 4X4

Motor: A diesel, dianteiro, transversal, 1.956 cm³, com quatro cilindros em linha, quatro válvulas por cilindro e turbocompressor. Acelerador eletrônico e injeção direta de combustível.

Transmissão: Câmbio automático com nove marchas à frente e uma a ré. Tração nas quatro rodas e possui controle eletrônico de tração.

Potência máxima: 170 cv a 3.750 rpm com diesel.

Aceleração de zero a 100 km/h: 10 segundos.

Velocidade máxima: 194 km/h.

Torque máximo: 35,7 kgfm a partir de 1.750 rpm.

Diâmetro e curso: 83 mm x 90,4 mm. Taxa de compressão: 16,5:1.

Suspensão: Dianteira McPherson com rodas independentes, braços oscilantes inferiores com geometria triangular e barra estabilizadora. Traseira McPherson com rodas independentes, links transversais/laterais e barra estabilizadora. Oferece controle eletrônico de estabilidade.

Freios: Discos nas quatro rodas.

Pneus: 225/55 R18.

Carroceria: Crossover em monobloco com quatro portas e cinco lugares. Com 4,42 metros de comprimento, 1,82 m de largura, 1,65 m de altura e 2,64 m de distância entre-eixos. Oferece airbags frontais de série e laterais, de cortina e de joelhos para motorista como opcionais.

Peso: 1.717 kg em ordem de marcha.

Capacidade do porta-malas: 410 litros.

Tanque de combustível: 60 litros.

Produção: Goiana, em Pernambuco.

Preço base da versão: R$ 168.990.


 

TRÂNSITO LIVRE

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