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Lançamento industrial do Citroën C4 Cactus - Anatomia da ousadia

03/08/2018 15:35  - Fotos: Divulgação
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Citroën prepara o lançamento do arrojado SUV compacto C4 Cactus e inicia a produção em Porto Real

por Eduardo Rocha
Auto Press


Até por uma questão de lógica, o segmento de SUVs compactos se tornou a parte mais suculenta do mercado automotivo nacional. Para os consumidores, são modelos pequenos por fora, mas com bom espaço interno e adequados às péssimas ruas e estradas brasileiras. Para as fabricantes, são produtos construídos em plataformas pequenas, de menor custo, mas que assumem no mercado valor de modelos médios. Não por acaso, a Citroën ensaia sua segunda investida no segmento com um modelo de muita personalidade. A marca, integrante do Grupo PSA, passou a produzir em série, nesta última semana de julho, o C4 Cactus. O modelo passa a sair da mesma linha de montagem do outro SUV da marca, o Aircross, com quem partilha a plataforma PF1 – a mesma usada também nos outros três modelos fabricados em Porto Real, no Sul Fluminense: os Peugeot 208 e 2008 e o Citroën C3. A previsão é que o novo SUV compacto da Citroën chegue ao mercado em setembro para brigar diretamente com os modelos mais tradicionais no segmento, como Jeep Renegade e Honda HR-V.

Por três anos, o modelo foi desenvolvido pelo Grupo PSA, em um projeto encabeçado pelo Centro de Tecnologia da América Latina, a partir do modelo já produzido na Espanha desde 2014. Nessa nova fase do produto, ele derivou para duas vertentes. Na versão europeia, o modelo migrou para o segmento de médios, onde substituiu o C4 hatch para brigar com modelos como Ford Focus ou Volkswagen Golf. Na versão latino-americana, o Cactus assumiu uma configuração de SUV compacto. Visualmente, as diferenças externas relevantes do modelo nacional se resumem ao desenho das rodas, a altura livre para o solo elevada em 4,6 cm e o rack no teto – ausente na versão europeia. Já internamente, o painel é completamente diferente e vai trazer a mesma tela de instrumentos usada no sedã C4 Lounge. Os trens de força usados aqui serão 1.6 VTi, com 115/118 cv, e 1.6 THP, com 165/173 cv. Ambos os propulsores poderão trabalhar com câmbio automático, inclusive o THP, que não recebia esta transmissão por questão de incompatibilidade com a plataforma PF1. Para o Cactus nacional, houve uma modificação no berço do trem de força para que ela pudesse ser usada, De acordo com a Citroën, na versão mais forte, o Cactus será capaz de acelerar de zero a 100 km/h em menos de 8 segundos. “O Novo SUV C4 Cactus ilustra perfeitamente a nova assinatura “Inspired By You” da Citroën. Ofereceremos aos nossos clientes um veículo muito moderno e seguro, desenvolvido em torno de três pilares: o design, a tecnologia e o conforto”, ressalta Pablo Averame, Vice-Presidente de Produto e Marketing para a América Latina.

Para brigar na parte mais alta do segmento de SUVs compactos, o C4 Cactus apresenta recursos que costumam figurar apenas em modelos maiores ou de luxo. Casos da frenagem de emergência e monitoramento de faixa. Além de trazer, dependendo da versão, outros recursos de segurança já mais disseminados, como seis airbags, controle de estabilidade e tração e assistente de partida em rampa. Ainda como atrativo, o modelo vai poder ter duas cores de fábrica. Para oferecer o opcional, a PSA teve de introduzir novas tecnologias no processo de pintura. Antes mesmo da chegada do Cactus ao mercado, a Citroën passou a usufruir do recurso ao lançar a versão Urban Trail do C3.

Esses e outros processos consumiram parte do investimento de R$ 580 milhões entre 2016 e 2018 feita pela PSA e buscou alinhar a planta de Porto Real com o conceito de Fábrica Excelente, a mais alta categorização do Grupo. Algumas dessas evoluções foram demandadas pelo padrão de construção exigido pelo novo modelo. Caso do sistema de medição a laser, que gabarita a carroceria, assim que sai da área de solda e antes de seguir para a pintura. “Com uma medição robotizada, a geometria de cada veículo é avaliada, e qualquer problema pode ser localizado e corrigido imediatamente. Além disso, se aplica para 100% dos veículos produzidos na planta”, afirma Jean Mouro, Vice-Presidente Sênior de Processos Monozukuri América Latina. Depois da pintura, as portas são retiradas e o modelo passa pelo processo de montagem, que leva cinco horas. Depois disso, segue para o chamado “casamento”, quando a carroceria é unida em um só processo aos conjuntos suspensivos e ao trem de força.

No total, os três anos de desenvolvimento envolveu 400 profissionais, 10 mil horas em formação de mão-de-obra e 620 mil horas trabalhadas. Foram construídos 165 protótipos e que foram submetidos a 1 milhão de quilômetros em testes.  “O Novo SUV C4 Cactus é um dos mais importantes lançamentos que temos em nosso plano de crescimento rentável “Push to Pass” para a região e para a marca Citroën”, declarou Patrice Lucas, Presidente Brasil e América Latina e membro do Comitê Executivo do Groupe PSA. Mas a marca garante que a primeira preocupação nem é aumentar a participação que a marca tem atualmente no mercado brasileiro – foi de 0,83% no primeiro semestre de 2018, segundo a Fenabrave. Embora fique difícil imaginar que a trajetória da Citroën no Brasil não seja bastante alterada após o lançamento de um carro como o C4 Cactus, que vai atuar em um segmento de alta demanda e une ousadia de design e rigor de construção.





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