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Teste: Honda SH 150i - Sedução lógica

11/07/2018 18:09  - Fotos: Jorge Rodrigues Jorge / Carta Z Notícias
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Teste: Honda SH 150i - Sedução lógica

 Honda SH 150i tem recursos modernos e boa relação custo/benefício

POR EDUARDO ROCHA
AUTO PRESS
 
Em um ano de mercado, a Honda SH 150i cumpriu seu ideal de lançamento. Quando a nova scooter foi apresentada, em abril de 2017, a previsão é que emplacasse cerca de 500 unidades a cada mês. Dito e feito: em 15 meses, o modelo vendeu pouco mais de 7.700 unidades. Mesmo assim, a Honda decidiu reposicioná-la dentro de seu line up. Quando foi lançada, a SH 150i custava cerca de 20% mais que a outra scooter de baixa cilindrada da marca, a PCX 150i. Hoje, as versões das duas trafegam dentro da mesma faixa de preço, com uma diferença de R$ 500. A PCX começa em R$ 11.990 e vai a R$ 12.490 na versão DLX enquanto a SH 150i inicia em R$ 12.450 e chega em R$ 12.950, nas versões Sport e DLX. A diferença entre as versões se resume a acabamento, grafismo e cores.
 
A aproximação na tabela ocorreu em função do aumento de preços da PCX, mas ainda não se reverteu a favor da SH. A PCX mantém vendas cinco vezes maior, com 2.600 unidades mensais. Apesar de a SH apresentar algumas vantagens bastante palpáveis. A primeira é a dirigibilidade proporcionada pelas rodas aro 16, que permite enfrentar com mais desenvoltura os pisos irregulares das cidades brasileiras. Outra é o piso plano, que protege melhor, inclusive da chuva, e oferece uma posição mais confortável para a pilotagem. A terceira vantagem é a chave presencial para travas e ignição. Por fim, a SH tem freios com ABS, bem mais eficientes que os freios combinados da PCX.
 
Já o chassi também é completamente diferente. O da SH tem uma arquitetura underbone, em “U”, que rebaixa o centro de gravidade e possibilita o piso plano à frente do piloto e tem entre-eixos é 2 cm mais longo na SH, o que aumenta o conforto. No mais, os dois modelos trazem os mesmos recursos, como sistema Start/Stop, conjunto de iluminação totalmente em led e câmbio do tipo CVT, continuamente variável. Até o propulsor dos dois modelos é o mesmo, mas não são idênticos. Na SH, ele gerar 14,7 cv de potência e 1,40 kgfm de torque, contra 13,1 cv e 1,37 kgfm na PCX. Com a aproximação de preço e as vantagens objetivas que a SH oferece, há boas chances da proporção de vendas entre as duas se modifique daqui para a frente.
 
Impressões ao pilotar
Animal urbano
 
As rodas grandes, os amortecedores de curso longo para uma scooter e o centro de gravidade rebaixado, por conta do quadro underbone, dão uma incrível agilidade para a Honda SH 150i, mesmo em terrenos irregulares – como costuma ser o pavimento das cidades brasileiras. O conjunto suspensivo ligeiramente rígido harmoniza bem com as qualidades ciclísticas da SH, mas tira um pouco do conforto. Em compensação, o banco com duas alturas bem definidas é bastante acolhedor. 
 
Outros aspectos da scooter dão enorme praticidade e reforçam sua vocação urbana. Como a chave presencial e o guarda-volumes sob o banco, com capacidade de acomodar um capacete fechado ou uma mochila média. Caso também as tomadas de 12 V dentro do pequeno compartimento no escudo, o que permite guarda e carregar um celular. Já o piso plano à frente do piloto não é uma unanimidade. A posição “sentada”, em vez da “montada”, costuma ser mais atraente para o público feminino, que ainda ocupa uma parcela proporcionalmente pequena entre os consumidores de veículos de duas rodas.
 
Além da boa estabilidade, a SH se mostra também bem-disposta. O motor de 14,7 cv proporciona a boa relação peso/potência de 8,8 kg/cv – o modelo tem apenas 129 kg. Isso se traduz em arrancadas rápidas. Já as retomadas são menos vigorosas, por conta do câmbio CVT, que demora um pouco a achar a relação de marchas correta. Este, porém, é um comportamento esperado e não chega a chatear ninguém. Ainda mais porque nos outros aspectos, a SH 150i supera as expectativas que se costuma ter em relação a uma scooter. 
 
Ficha Técnica
Honda SH 150i
 
Motor: A gasolina, quatro tempos, 149,3 cm³, monocilíndrico, duas válvulas, comando simples no cabeçote e refrigeração líquida. Injeção eletrônica multiponto sequencial. Sistema Start/Stop.
Câmbio: Automático do tipo CVT – transmissão continuamente variável – através de correia.
Potência máxima: 14,7 cv a 7.750 rpm.
Torque máximo: 1,40 kgfm a 6.250 rpm.
Diâmetro e curso: 57,3 mm X 57,9 mm. Taxa de compressão: 10,6:1.
Suspensão: Dianteira com garfo telescópico com 100 mm de curso. Traseira dupla amortecida com 95 mm de curso.
Pneus: 100/80 R16 na frente e 120/80 R16 atrás.
Freios: Discos de 240 mm na dianteira e na traseira controlados por ABS de dois canais.
Dimensões: 2,03 metros de comprimento total, 74 cm de largura, 1,34 m de distância entre-eixos, 80 cm de altura do assento e 14,6 cm de altura para o solo.
Peso: 129 kg.
Tanque do combustível: 7,5 litros.
Produção: Manaus, Amazonas.
Preço: R$ 12.450 na versão de entrada e R$ 12.950 nas versões DLX e Sport, sem frete.
Garantia: Três anos sem limite de quilometragem.

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