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Teste: Volkswagen e-Golf - Esportividade sem culpa

11/05/2018 19:53  - Fotos: Divulgação
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Teste: Volkswagen e-Golf - Esportividade sem culpa

 Volkswagen e-Golf é esportivo sustentável e espaçoso, mas custa caro

por Carlo Valente, do Infomotori.com/Itália
exclusivo no Brasil para Auto Press
colaborou Márcio Maio/Auto Press
 
Em suas mais de quatro décadas de história, o Volkswagen Golf já foi oferecido em diversas opções de motores e combustíveis. Um dos modelos mais icônicos do universo automotivo, já foi apresentado movido a gasolina, a diesel, como o lendário GTI, em variante flex no Brasil, a gás metano, com conjunto híbrido e até completamente elétrico. Não se trata do único modelo elétrico vendido pela marca alemã atualmente, mas é certamente o mais instigante deles. Não apenas pelo desempenho, mas principalmente pelo sucesso que já dura 44 anos de existência do Golf. 
 
O novo e-Golf não sofreu alterações estéticas importantes, exceto por alguns detalhes. Caso, por exemplo, das capas nas rodas de liga leve e apliques em azul – cor que normalmente é adotada em emblemas de veículos com emissão zero. Ele já leva o visual adotado pelo Golf em sua última atualização, apresentada em 2016, quatro anos após o lançamento da sétima geração do modelo. Esse visual será adotado no Brasil ainda este ano, mas está atrasado em função da alta procura pelo hatch Polo com painel de instrumentos digital. Como este equipamento estará também no Golf, a montadora espera a antes equacionar a relação entre produção e demanda, cujo desequilíbrio hoje provoca filas de espera de até dois meses para o compacto.
 
Com uma bateria de 35,8 kW/h, a promessa da Volkswagen é uma autonomia de cerca de 300 quilômetros. Porém, como se trata de um automóvel que instiga o motorista a pisar no acelerador, é normal esse resultado ser um pouco inferior – pelo menos quando não se há um cuidado maior focado na eficiência e prioriza-se o desempenho. A carga rápida de 80% da bateria se dá em aproximadamente 45 minutos. Em uma tomada residencial, dependendo da voltagem e amperagem, uma carga completa pode levar de cinco a 17 horas. Indica-se aos compradores do modelo que se instale uma caixa de proteção nos locais particulares de recarga – casa ou escritório, por exemplo –, para evitar perdas ou vazamentos de eletricidade. Com elas, uma recarga de 17 horas pode ser reduzida para 12 horas.
 
O propulsor rende potência de 100 kW, o equivalente a 134 cv, e o torque máximo fica em 29,6 kgfm, mas com uma vantagem – é instantâneo e constante, como acontece em qualquer modelo elétrico. A velocidade máxima é mais modesta na comparação com outras configurações do hatch médio esportivo: 150 km/h, sendo que o zero a 100 km/h se cumpre em 9,6 segundos. Quanto ao preço, o e-Golf é influenciado pela considerável demanda do carro e seu apelo. Começa em 39.600 euros na Itália, onde a avaliação foi realizada. Isso é mais ou menos R$ 162 mil, na conversão direta. Mas a marca vem ampliando as estratégias de marketing em relação ao modelo e já oferece planos de financiamento na Europa com parcelas de 299 euros – cerca de R$ 1.230 – e extensão de garantia grátis durante o período do financiamento. Aos poucos, o e-Golf pode se tornar cada vez mais atraente para os interessados em uma direção sustentável. Pelo menos na Europa.
 
Primeiras impressões
Alta voltagem
Vicenza/Itália – A onda de sustentabilidade que ganha espaço no atual mercado automotivo vem afetando a produção de diversas marcas. Na Volkswagen, a ideia de criar uma versão elétrica do Golf pode até ter surpreendido alguns aficionados pela vocação esportiva do hatch. Mas é na estrada que se percebe que o e-Golf não deixou de lado essa característica. A maneabilidade é a típica de qualquer Golf e a agilidade que o modelo mostra quando se exige um pouco mais de seu trem de força até faz parecer que os 9,6 segundos para o zero a 100 km/h estão errados. Isso porque o carro tem uma arrancada capaz de deixar para trás todos os carros tradicionais e só dá para perceber que se trata de um modelo verde pelo absoluto silêncio na cabine – quebrado apenas por um leve zumbido de pneus em atrito com a estrada e dos espelhos com o vento.
 
As dimensões são as mesmas do Golf convencional, ou seja, há cinco lugares e é possível levar com conforto pelo menos quatro passageiros, sem apertos. Mas vale destacar a principal vantagem do e-Golf em relação às outras configurações do hatch: a economia no custo para rodar. E não só do combustível, mas também pela possibilidade de aproveitar postos de recarga em supermercados e até estacionamento gratuito em algumas cidades.
 
 

TRÂNSITO LIVRE

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