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Teste: Mini Countryman - No tamanho certo

14/04/2018 22:29
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Teste: Mini Countryman - No tamanho certo

Maior e mais espaçoso, novo Mini Countryman ganha a funcionalidade de SUV compacto

por Jorge Beher

Autocosmos.com

exclusivo no Brasil para Auto Press

 

Em resumo, a definição de crossover compacto poderia ser, em essência, um carro ligeiramente elevado e um pouco mais volumoso que um hatchback. Além disso, deve ser um carro multifacetado e, se possível, ter tração nas quatro rodas, entregar alguma esportividade e muita conectividade, além de ostentar um design estiloso, original e com certos elementos práticos. Como esse é um segmento para lá de disputado, há diversos modelos para todos os preços possíveis. E essas características vão se acumular provavelmente de acordo com as cifras do carro. O Mini Countryman, apesar de não ser uma novidade no mercado, foi renovado recentemente – a nova geração chegou ao Brasil em maio do ano passado – e consegue aliar tudo o que foi listado.

O Mini Countryman é, na verdade, uma espécie de anti-Mini. Isso porque suas dimensões não condizem muito com a proposta inicial da marca. Por outro lado, essa foi a única maneira que a marca alemã encontrou para diversificar seu portfólio. Baseado na plataforma do X1, o SUV é maior que seu antecessor, o que o tornou mais funcional – a geração passada era mais uma tentativa de se encaixar no segmento dos crossovers menores, mas sem se comprometer tanto com as verdadeiras expectativas que essa categoria impõe.

Ele ganhou 3 centímetros na largura, 1 cm na altura e 7,5 cm no entre-eixos, totalizando 1,82 metro de largura, 1,56 m de altura e 2,67 m de entre-eixos, com 4,30 m de comprimento – o aumento aí foi de 19 cm, o que possibilitou também a ampliação do espaço para o porta-malas, que foi de 350 para até 450 litros. Com os assentos traseiros rebatidos, é possível chegar aos 1390 litros. Além disso, o banco traseiro desliza até 13 cm, para privilegiar o conforto dos passageiros ou o espaço para carga.

A distância em relação ao solo não é grande: são 16,5 cm, ou seja, não se trata de um modelo muito indicado para qualquer tipo de terreno, apesar da versão 4All contar com tração integral. No visual do Countryman, sobressaem os faróis em leds de tamanho grande, a grade hexagonal do radiador e as luzes traseiras dispostas verticalmente. Também se destacam as barras de teto feitas em alumínio acetinado e combinadas com esmaltados de cor prata.

Debaixo do capô do novo Mini Countryman, há duas possibilidades de motores. A versão básica tem propulsor 1.5 turbo de três cilindros e 136 cv, com câmbio automático de seis marchas. A S e S All4 recebem um 2.0 a gasolina de quatro cilindros. Com cilindrada de 1.998 cm³, ele é capaz de desenvolver 192 cv de força e torque de 19,63 kgfm. Esse propulsor é associado a uma caixa automática de oito velocidades, com possibilidade de trocas pela alavanca ou pelas palhetas localizadas atrás do volante. No Brasil, os preços começam em R$ 148.990, mas podem chegar aos R$ 196.990 na versão S 4All.

 

Primeiras impressões

Porte esportivo

Santiago/Chile – Apesar de ser catalogado como SUV, o Mini Countryman transmite uma sensação similar à de um esportivo ao seu condutor. Isso graças à combinação de elementos como controle eletrônico dos amortecedores, direção eletromecânica com função Servotronic, freios potentes e sistema de condução dinâmica. No interior, há vários materiais e texturas que agregam valor ao carro. Botões cromados no estilo retrô, detalhes em black piano, iluminação diferenciada, bancos com revestimentos mistos entre couro liso e alcântara, costura pespontada, superfícies macias, assentos com diversos ajustes, volante espesso... Enfim, tudo remete a uma proposta premium, mas não clássica. Ao contrário: o Countryman é muito mais jovial e original.

O antigo velocímetro central foi substituído pela tela do sistema de multimídia, mas a grande circunferência que o circunda foi mantida. O mesmo pequeno cluster mistura instrumentos analógicos, indicadores luminosos e computador de bordo. A tela central usa o mesmo sistema operacional da BMW, mas com uma interface própria para a Mini.

Uma novidade é a incorporação de um console central mais volumoso entre os assentos dianteiros. Ali, além de um confortável apoio de braço e alavanca de câmbio, há dois porta-copos, freio elétrico e o controle do sistema de entretenimento, chamado de Mini Connect. O Countryman Cooper S é movido pelo motor 2.0 turbo de 192 cv, associado a uma caixa de oito velocidades automática. Ao exigir uma resposta imediata de aceleração do carro, percebe-se uma força sutil do motor. Porém, se for o caso de querer uma sensação mais “bruta” na direção, é possível ativar a função Sport que torna o comportamento do veículo muito mais enérgico.

TRÂNSITO LIVRE

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