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Teste: Tiger Explorer XCx - Aventureira tecnológica

06/02/2018 13:15  - Fotos: Eduardo Rocha/Carta Z Notícias e divulgação (em movimento)
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Teste: Tiger Explorer XCx - Aventureira tecnológica

 

Triumph Tiger Explorer tem potência sobre e muita eletrônica


por Eduardo Rocha
Auto Press

 

A linha da Triumph trabalha basicamente com três conceitos de motocicleta: esportivos, clássicos e aventureiros. No caso das esportivas, a Triumph resolveu apostar no Brasil apenas na pequena e ágil Street Triple. Já nas clássicas, a oferta e variedade de modelos mostram a intenção da marca em se destacar no segmento. Mas é entre as aventureiras que a marca britânica consegue se sustentar no mercado brasileiro. E é do topo desse segmento que fabricante coloca a Tiger Explorer para brigar de frente com a famigerada R 1200 GS, da BMW. Com uma rival com um status tão alto, resta à Triumph caprichar ao máximo. Não por acaso, a Explorer é mais potente, mais tecnológica e tem melhor custo/benefício que a big trail germânica.

 

 

 

No preço, a BMW até igualou a versão XCx da Explorer com a versão Sport+, justamente para brigar na faixa de preço até R$ 65 mil, onde o modelo da Triumph está. Tanto que itens tecnológicos como sistema de suspensão semiativo, computador de bordo, controle de tração e ABS mais sofisticado só aparecem na BMW nas demais versões, que custam cerca de R$ 10 mil a mais. Ou seja: preço da versão de topo da Explorer, a XCa, que traz ainda mais tecnologia.

 

 

Encaixado no chassi em aço tubular em treliça está o motor tricilíndrico de exatos 1.215 cc, que rende respeitáveis 137 cv de potência – a GS tem 125 cv – e 12,55 kgfm de torque. Tecnicamente, a Explorer tem soluções clássicas. O propulsor é gerenciado por uma caixa de câmbio com seis velocidades, tem acelerador eletrônico, injeção eletrônica, embreagem hidráulica com auxiliar de torque e transmissão final por eixo cardã. A suspensão dianteira é WP invertida ajustável na compressão e no retorno, enquanto a traseira é monochoque WP, também com ajuste nos dois sentidos. Os freios são com disco duplo na frente, simples na traseira.

 

 

Mas é o pacote eletrônico da Explorer que impressiona. Controle de tração, ABS que reconhece que a moto está em uma curva, ajustes eletrônicos das suspensões, para se adequar aos terrenos, cinco modos de pilotagem: chuva, normal, esportiva, off-road e personalizada. Cada uma delas ajusta suspensão, injeção, controle de tração e potência do motor. No caso da opção off-road, o ABS pode ser desligado para facilitar o controle nos pisos de terra. Todos estes sistemas são configuráveis através do computador de bordo, acessado por um comando na manopla. Como a briga no segmento é bem dura, todos estes sistemas foram atualizados recentemente, antes mesmo de chegar a nova geração da Explorer, já mostrada no Salão Duas Rodas de São Paulo e que desembarca no Brasil ainda este ano.

 

 

Impressões ao pilotar


 

Ação e reação

 

Em um primeiro contato, é preciso um certo tempo até que todas as configurações de uma Explorer possam ser assimiladas. Além da variedade, o minimalismo dos comandos obriga ao piloto memorizar diversos atalhos para chegar à configuração deseja. Afinal, os comandos permitem tanto que a Explorer abuse dos auxílios eletrônicos quanto uma condução analógica. Uma vez resolvido isso, todo resto é fácil. O porte agigantado e os 253 kg da big trail só são capazes de atrapalhar quando ela está parada ou enfrenta trânsito pesado. Mas uma vez que tenha liberdade de movimento, é uma moto dócil.

 

 

Isso significa que ela obedece prontamente aos comandos. Ou seja: se o acelerador for torcido de uma forma brusca, a Explorer vai reagir no mesmo tom. Mas o que realmente impressiona é a consistência que mostra em diversas situações. Contorna as curvas com suavidade e tem muito equilíbrio nas mudanças de direção, que faz com grande precisão. A suspensão minimiza bastante as irregularidades do piso, mas não a ponto de anestesiar as reações. O torque nas acelerações e retomadas é extremamente vigoroso e o sistema de freios transmite enorme segurança a quem está no comando. A Explorer mostra destreza tanto para encarar tanto trechos rins quanto longa viagens, com um nível de conforto comparável ao de uma boa cruiser.

 


Ficha Técnica


Triumph Tiger Explorer XCx

 

Motor: Gasolina, quatro tempos, 1.215cm³, três cilindros em linha, quatro válvulas por cilindro, comando duplo no cabeçote e injeção eletrônica e acelerador drive-by-wire.

Câmbio: Manual de seis marchas com transmissão por cardã e embreagem otimizadora de torque. Controle de tração.

Potência máxima: 137 cv a 9.300 rpm.

Torque máximo: 12,55 kgm a 6.200 rpm.

Diâmetro e curso: 85 mm X 71,4 mm.

Taxa de compressão: 11:1.

Suspensão: Garfo telescópico invertido WP com 190 mm de curso. Traseira do tipo monochoque WP com 193 mm de curso. Ajuste eletrônico de compressão e retorno nos dois eixos.

Pneus: 120/70 R19 na frente e 170/60 R17 atrás.

Freios: Disco duplo de 305 mm e pinças radiais Brembo com quatro pistões na frente e disco simples de 240 mm e pinça deslizante com pistão duplo da Nissin na traseira. ABS comutável de série.

Chassi: Treliça em aço tubular.

Dimensões: 2,20 metros de comprimento total, 0,93 m de largura, 1,40 m de altura, 1,52 m de distância entre-eixos e 78,5 cm a 85,7 cm de altura do assento.

Peso: 253 kg.

Tanque do combustível: 20 litros.

Produção: Manaus, Brasil.

Preço: R$ 65.990.

 

 

 

 

TRÂNSITO LIVRE

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