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A nova fase da Yamaha Fazer

01/12/2017 23:45  - Foto: Divulgação
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Yamaha Fazer 250 de quarta geração fica melhor equipada e ganha visual mais encorpado

por Eduardo Rocha
Auto Press

Todo produto tem três valores diferentes. Dois deles podem ser determinados objetivamente: o da etiqueta de preço e o da qualidade. Já o último, bem subjetivo, é o quanto o comprador acha que o produto vale. É o chamado “valor atribuído”, capaz de determinar sozinho o sucesso – ou o fracasso. Nos últimos tempos, a Yamaha tem conseguido equalizar estes três valores no Brasil. A marca japonesa sempre ofereceu por aqui boas motocicletas a preços razoáveis, mas faltava fazer o mercado enxergar e valorizar estas características. De uns tempos para cá, no entanto, a marca vem conseguindo consolidar uma imagem mais coerente com sua história. Exatamente por isso, está indo na contramão do mercado de duas rodas. Segundo os dados do setor, enquanto o mercado este ano encolheu 11,8%, a Yamaha cresceu 18%. Em setembro, conseguiu a maior participação da história de 46 anos de Brasil, com 15,2%. Mas a Yamaha quer mais. E aposta que a nova Fazer 250 vai ser fundamental para que a marca se mantenha em alta.

Nesta, que é considerada a quarta geração do modelo, as mudanças foram bem aprofundadas. O modelo passa a vir de série com ABS nos freios, ganhou um novo chassi, novo design e passou por mudanças no mapeamento do motor de exatos 249,5 cc. O propulsor agora respira melhor, com tomadas maiores, filtro de ar de maior capacidade e fluxo de saída de gases mais liberada – a nova ponteira de escapamento, inclusive, é bem mais curta. Com isso, a potência passou de 20,7/20,9 cv, para 21,3/21,5 cv, com gasolina/etanol, sempre a 8 mil rpm. O torque agora se mantém o mesmo com os dois combustíveis em 2,1 kgfm a 6.500 giros – antes, com gasolina, ficava em 2,09 kgfm. Segundo a Yamaha, mais que o ganho numérico, a Fazer passou a apresentar respostas mais homogêneas em regimes de baixas e médias rotações, principalmente pela curva de torque mais plana.

O novo visual teve o objetivo de deixar a Fazer com um aspecto de moto maior e mais encorpada. O conjunto ótico dianteiro, além de ser totalmente em led, passou a ser mais horizontalizado. A lanterna traseira, também em led, perdeu o formado triangular e ficou mais afilada. As tomadas de ar nas abas laterais ficaram maiores, o tanque de combustível ficou com um desenho mais robusto e os assentos em dois níveis remetem aos usados da XJ6. O pneu traseiro ganhou 10 mm na largura e agora tem 140/70-17 e as rodas de liga leve com 10 raios ganharam um aspecto mais esportivo.

O chassi foi a parte que recebeu a maior mudança. Sai de cena o quadro de berço duplo, substituído por um tipo Diamond, em que o motor passa a fazer parte da estrutura da moto. Segundo a fabricante, ele é mais rígido e mais leve que o anterior e deixou a Fazer mais ágil. Ainda mais porque as suspensões também foram reforçadas. Na frente, as bengalas ficaram mais 8% largas e o curso foi aumentado de 120 para 130 mm. Na traseira, o amortecedor único ficou mais robusto e o número de regulagens na pré-carga da mola passou de cinco para sete posições.

A expectativa da Yamaha é que as vendas da Fazer 250 cresçam substancialmente. A marca quer pular da atual média de 900 para cerca de 1.200 unidades por mês. A ideia, claro, é roubar um pedacinho do mercado da líder do segmento, a Honda CB 250 Twister, que mantém uma média de 2 mil emplacamentos mensais.  Para isso, será estratégico o preço de R$ 14.990, sem frete. Fica R$ 1 mil acima do praticado na geração anterior, que não tinha ABS, e R$ 750, ou 5%, abaixo do preço da rival, com o mesmo equipamento. Para melhorar ainda mais seu poder de fogo, a Yamaha está oferecendo para a Fazer quatro anos de garantia

Impressões ao pilotar

Equilíbrio natural

Campos do Jordão/SP – A Fazer 250 não é mais a mesma. Mudou o visual, mudou a posição de pilotagem e mudou o comportamento dinâmico. O aspecto geral da naked média cilindrada da Yamaha ficou mais robusto, com detalhes que remetem a modelos maiores, como o banco em dois níveis, o tanque mais rotundo e as abas laterais mais projetadas. O novo desenho do tanque e aletas proporcionou também um melhor encaixe para os joelhos do piloto. O ganho neste aspecto vem também da redução em 1 cm na altura do assento, para 79,5 cm. Além disso, o guidão ficou mais elevado e as pedaleiras foram recuadas. Apesar da menor altura do banco, ficou melhor para pessoas de maior estatura e a posição ficou ligeiramente mais esportiva, embora não tão forçada a ponto de sobrecarregar o antebraço do piloto.

O motor teve o fôlego ampliado e apresenta respostas mais imediatas em baixas e médias rotações – em altas, ele já era bem reativo. O mesmo acontece com o câmbio, que ficou com encaixes mais dinâmicos e suaves. Mas por ter apenas cinco marchas, ele não consegue explorar todo o potencial do propulsor de 21,5 cv. Por outro lado, a introdução de informações sobre consumo médio e instantâneo no computador de bordo melhora a interação entre piloto e máquina e facilita a condução mais econômica.

Em movimento, dois aspectos chamam a atenção. O primeiro é o aumento da rigidez da suspensão, que deixou a Fazer mais dócil em asfalto liso, mas provoca algum sofrimento em pisos irregulares. O outro lado disso é que a motocicleta ficou bem mais equilibrada. A troca do chassi alterou o ângulo de cáster, de 26,5º para 24,5º, e reduziu o trail, de 104 para 98 mm. Essa configuração deixou a Fazer bem mais ágil para deitar nas curvas e nas mudanças de direção. O aumento da altura livre para o solo, de 160 para 190 mm. Ou seja: a Fazer ficou ligeiramente mais esportiva e muito mais dócil.

 

Ficha Técnica

Yamaha YS Fazer 250

Motor: Etanol e gasolina, 249,5 cm³, monocilíndrico, duas válvulas, comando simples no cabeçote e refrigera a ar e óleo. Injeção eletrônica multiponto sequencial e acelerador eletrônico. 

Câmbio: Manual de cinco marchas com transmissão por corrente. 

Potência: 21,3/21,5 com gasolina/etanol a 8 mil rpm. 

Torque: 2,01 kgfm a 6.500 rpm. 

Diâmetro e curso: 74 mm X 58 mm. 

Suspensão: Dianteira com garfos telescópicos 41 mm de diâmetro e 130 mm de curso. Traseira com monoamortecedor de 120 mm de curso, pré-carga ajustável em sete posições. 

Pneus: 100/80 R17 na frente e 140/70 R17 atrás. 

Freios: Disco de 282 mm na frente e disco 220 mm atrás. Oferece ABS. 

Dimensões: 2,02 metros de comprimento, 1,07 m de altura, 0,77 m de largura, 1,36 m de entre-eixos e 0,79 m de altura do assento. 

Peso: 149 kg. 

Tanque do combustível: 14 litros. 

Produção: Manaus, Brasil. 

Preço: R$ 14.990.

TRÂNSITO LIVRE

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