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Teste: Honda NXR 160 Bros - Uma parada melhor

06/10/2017 09:00  - Fotos: Eduardo Rocha/ Carta Z Notícias e Caio Mattos/Honda (em movimento e painel)
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Honda NXR 160 Bros muda visual e ganha sistema de freios combinados off-road

por Eduardo Rocha
Auto Press

Uma determinação do Contran obriga freios “inteligentes” para 60% das motos vendidas em 2018 e 100% em 2019 – ABS ou combinados até 300 cc e sempre ABS a partir daí. E isso fez a Honda se mexer. Como as vendas da marca se concentram em modelos de baixa cilindrada, a fabricante tem se viu obrigada a criar soluções que não prejudicassem a competitividade de seus modelos de maior volume. Por isso, apresentou há dois meses sistemas de freios combinados para a linha CG 160, que atuam tanto sobre freios a tambor na frente e atrás, como na CG Start, sobre freios a disco na frente e tambor atrás, como na Fan, e sobre freios a disco na frente e atrás, como na Titan. Mas restava uma última motocicleta com motorização de 160 cc, a Bros.

Só que o modelo tinha uma questão adicional. Como é on/off road, seria necessário um sistema diferente que se adaptasse tanto ao asfalto quanto aos pisos de terra, com baixo nível de aderência. Foi esta solução que a Honda apresentou para a linha 2018 da Bros de topo, com freios a disco nas duas rodas. E aproveitou a ocasião para apresentar um novo grafismo para a versão, bem mais esportivo, e uma nova balança para a suspensão traseira, em aço, mais resistente.

Normalmente, um sistema de freios combinados apenas distribui a força de frenagem entre as rodas quando o pedal de freio é acionado – sem o CBS, ele atua apenas na roda traseira. Já a Bros responde a esse tipo de frenagem de maneira diferente. Mais que distribuir a pressão, o freio dianteiro é acionado com um pequeno delay e apenas com 30% da capacidade. A ideia é evitar que a frente da moto mergulhe.

A lógica é a seguinte: quando a frente “afunda”, o peso é transferido para a roda dianteira, o que tira a eficiência da suspensão, e a roda traseira perde pressão, trava com facilidade e acentua a perda de estabilidade, com a derrapagem para os lados. Com a frenagem primeira atrás, a traseira “assenta” no chão e reduz a tendência da moto em “rabear”. Uma outra vantagem do sistema é sua robustez, já que tudo é feito através de sistemas hidráulicos e mecânicos, sem envolver eletrônica. 

Mas o que deve realmente chamar a atenção na nova NXR Bros 160 é o novo grafismo. De perfil, a aplicação de cores divide o modelo horizontalmente. As combinações são laranja com branco, azul com preto e vermelho com preto. No tanque e nas aletas laterais, a palavra “Bros” é estampada em letras garrafais na cor predominante. O tanque em si fica na segunda cor – no caso, branco ou preto. Para-lamas, tampas laterais e rabeta também são na cor principal.

O propulsor flex sofreu apenas uma única mudança: ganhou um novo sensor de oxigênio, mais preciso, que permite explorar melhor a potência do motor sem extrapolar as regras de emissões. No mais, ele mantém as mesmas características, com 162,7 cm³, arrefecido a ar com injeção eletrônica, comando simples no cabeçote e balancins roletados. Ele rende 14,5/14,7 cv e 1,46/1,60 kgfm com gasolina/etanol. O preço da versão é de R$ 11.990, enquanto a básica, sem discos ou CBS, fica em R$ 10.190. A garantia é de três anos.

 

Primeiras impressões

Sem deslizes

Tuiuti/SP – De cara, é o novo visual da Bros que chama a atenção. Com a cor dominante na parte inferior na motocicleta e a de apoio no tanque e na carenagem do farol, o modelo parece ter ficado mais comprido e mais moderno. O painel de instrumentos, em cristal líquido, virou blackout, com fundo escuro e números claros, o que facilita a leitura. Continua, porém, sem o tacômetro.

Em movimento, pouco se pode notar de diferente no modelo 2018. O motor de 160 cm³ consegue movimentar bem o modelo, mas sem qualquer arroubo esportivo. Na hora de parar, no entanto, o novo sistema de freios combinados, Combi Break, faz muita diferença. Numa época em que quase todos os recursos mais refinados recorrem à eletrônica, fica até difícil acreditar que no sistema da Bros é usada apenas a hidráulica e mecânica básicas.

No asfalto, durante uma frenagem normal, a sensação ao se acionar o freio traseiro é de um maior equilíbrio, pois o peso do piloto não é transferido para a frente com tanta força, como normalmente acontece. Mas é nas frenagens mais fortes ou as feitas em terrenos de baixa aderência que faz diferença este novo sistema. O atraso na entrada em ação do freio dianteiro evita que a roda traseira perca a aderência com muita facilidade. E mesmo quando ela trava, a tendência de escorregamento é em linha reta, sem desvios acentuados. A Honda encontrou para a on/off Bros uma solução eficiente e simples. Exatamente como as boas ideias costumam ser. 

TRÂNSITO LIVRE

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