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Teste: Chevrolet Prisma LTZ 2018 - Na frente de todos

04/10/2017 09:00  - Fotos: Isabel Almeida/ Carta Z Notícias
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Versão LTZ evidencia boa relação custo/benefício do Chevrolet Prisma, sedã mais vendido do Brasil
 
 
Por Márcio Maio
Auto Press
 
A Chevrolet já mexeu no que entendeu necessário para tornar o Prisma ainda mais atraente na categoria dos sedãs compactos. Tanto que, depois do face-lift aplicado no ano passado, o modelo pouco ganhou na linha 2018. Nem precisava. Desde 2014, ele é o sedã mais vendido do país e acumula média superior a 5.600 emplacamentos mensais nos nove primeiros meses de 2017. Sua boa relação custo/benefício se manifesta principalmente na configuração topo de linha LTZ, com câmbio automático de seis velocidades. Além da transmissão moderna e do propulsor eficiente, a variante entrega bom conforto e espaço para quem ainda prefere um três volumes completo a um SUV compacto em versão de entrada. 
Para a linha 2018, o Prisma LTZ ganhou apenas uma nova opção de cor metálica, azul, e a luz de neblina traseira. O nome do modelo também saiu do canto direito da tampa do porta-malas e passou para a esquerda, deixando apenas a grafia “LTZ” no lugar anterior. As principais alterações estéticas já tinham sido promovidas ano passado, quando a grade dupla ganhou aspecto mais horizontalizado e leds foram incluídos nos faróis. 
Na mesma época, diversas alterações mecânicas também fizeram o Prisma se modernizar e melhorar sua eficiência energética. A começar pela troca da direção hidráulica de antes por um sistema novo, elétrico. O conjunto suspensivo foi rebaixado em um centímetro e ganhou uma nova barra estabilizadora. O motor 1.4 da variante LTZ foi aprimorado: pistões, bielas e anéis foram retrabalhados, o sedã “emagreceu” cerca de 30 kg e, apesar de manter os mesmos 106 cv de potência e 13,9 kgfm de torque máximos com etanol – com gasolina no tanque, esses números caem para 98 cv e 13 kgfm –, a redução de consumo em relação ao motor antes das transformações chega a 18%. Antes, as médias na cidade/estrada com etanol eram de 6,9/8,5 km/l e 9,9/12,2 km/l com gasolina. Agora, respectivamente, o InMetro constata 8,1/10,2 km/l e 11,9/14,7 km/l, nas mesmas condições.
O preço é outro ponto que se destaca no Prisma LTZ. Já com a transmissão automática e sem pacotes opcionais disponíveis, a Chevrolet entrega a versão mais cara de seu sedã menor por R$ 67.790. Com câmbio automático, é o mais em conta entre as versões de topo concorrentes. Fica no mesmo preço do Nissan Versa, que utiliza transmissão continuamente variável – que não prioriza o desempenho, mas sim a economia de combustível. 
 
Ponto a ponto
 
Desempenho – O motor 1.4 que equipa a versão de topo do Prisma rende 106 cv e 13,9 kgfm de torque, números suficientes para que o sedã se movimente com certa agilidade. Não há grandes sobras, mas tem força para ultrapassagens e retomadas competentes. O câmbio automático responde bem às solicitações do condutor e reduz as marchas quando se exige um vigor mais imediato. No trânsito, a transmissão é bem suave. Nota 8.
 
Estabilidade – O comportamento do Prisma LTZ nas curvas é equilibrado, mesmo quando se exige um pouco mais do propulsor. As rolagens de carroceria aparecem, mas nada fora do que é visto comumente na categoria de sedãs compactos. Nota 8.
 
Interatividade – A Chevrolet foi uma das marcas pioneiras no Brasil no que diz respeito à conectividade em compactos. O sistema multimídia MyLink é simples de usar e compatível com Android Auto e Apple CarPlay, o que facilita bastante a vida do condutor. A ergonomia é boa e a visibilidade agrada tanto à frente quanto atrás. Há câmara de ré para as manobras de estacionamento e os comandos estão todos situados em locais de fácil acesso. E há ainda o sistema OnStar, que é capaz de rastrear o veículo em caso de roubo e diagnosticar problemas mecânicos e pressão dos pneus, entre outras funções. Nota 8.
 
Consumo – O InMetro testou o Prisma LTZ automático e aferiu médias de 8,1/10,2 km/l de etanol na cidade/estrada e 11,9/14,7 km/l nas mesmas condições, com gasolina no tanque. O resultado foi de 1,66 MJ/km, com nota A tanto na categoria quanto no geral. As mudanças promovidas no motor 1.4 no ano passado deixaram o Prisma LTZ bem econômico. Nota 9.
 
Conforto – O espaço interno é bom, na comparação com outros sedãs compactos. O isolamento acústico é razoável: em tráfego normal, o habitáculo é bem silencioso, mas a situação muda quando o câmbio automático precisa fazer reduções bruscas e, com isso, o barulho do propulsor invade a cabine. A suspensão filtra bem as irregularidades do asfalto. Nota 8.
 
Tecnologia – O Prisma é construído sobre a plataforma GSV, a mesma do sedã Cobalt, do hatch Onix e da minivan Spin. Ela é nova e prioriza o espaço interno. O modelo teve ainda participação importante na popularização dos sistemas multimídias entre os compactos. A transmissão é moderna, com seis marchas, mas os motores são antigos, embora tenham sido mexidos no ano passado, para o lançamento da linha 2017. Nota 7.
 
Habitabilidade – Há diversos nichos para guardar os objetos do motorista. As quatro portas têm bons ângulos de abertura e o entre-eixos de 2,53 metros garante um bom espaço para os passageiros. Já o porta-malas se sai muito bem nesse ponto: engole 500 litros de bagagem, facilitando uma ida ao aeroporto ou as compras de mês do supermercado. Nota 8.
 
Acabamento – A categoria de sedãs compactos no Brasil não chega a ter bons representantes nesse quesito. No Chevrolet Prisma, os materiais aparentam boa qualidade, mas não há uma atmosfera de requinte. Não há rebarbas aparentes e os encaixes passam impressão de solidez. Tudo é bem racional. Nota 5.
 
Design – O face-lift promovido no ano passado deixou o três volumes com visual mais moderno. Grade, faróis, lanternas, capô e tampa do porta-malas foram redesenhados. A grade dupla ganhou um aspecto mais horizontalizado e um filete de leds foi incorporado aos faróis, o que dá um ar mais moderno e requintado ao compacto. Nessa linha 2018, as mudanças estéticas – mínimas, diga-se de passagem – se concentram atrás. Luzes de neblina traseiras e a adoção do nome do veículo na esquerda e da versão na direita são as diferenças. Nota 7.
 
Custo/benefício – Com câmbio automático, o Prisma LTZ custa R$ 67.790. Na Hyundai e na Toyota, HB20S e Etios sedã topo de linha custam cerca de 5% a mais com transmissão automática. Para quem não quer câmbio CVT – como o do Nissan Versa – e nem automatizado – utilizado pela Fiat, Volkswagen e Renault –, o Prisma LTZ ainda é a melhor opção. Nota 8.
 
Total – O Chevrolet Prisma LTZ automático somou 76 pontos em 100 possíveis.
 
Impressões ao dirigir
 
Conjunto equilibrado
 
Modelos que vendem bem nem sempre precisam ser os melhores para manter a aceitação de mercado. Muitas vezes, é mais importante conquistar um equilíbrio entre todos os pontos que contam na escolha por um modelo da categoria em que atua. O Chevrolet Prisma LTZ reflete um pouco isso entre os sedãs compactos. Não é o melhor desempenho ou espaço interno e também não chega a ser o mais bem equipado. Mas, ao mesmo tempo, é bem difícil achar algo em que ele decepcione. Inclusive no visual, já que as alterações estéticas promovidas no ano passado deixaram a configuração mais cara do sedã com aspecto mais moderno. 
O interior segue a mesma lógica: não surpreende, mas também não destoa da concorrência. A central multimídia MyLink é simples, mas extremamente funcional – não tem GPS, mas é compatível com Android Auto e Apple Car Play. O espaço interno é bom e é possível até colocar cinco passageiros sem grandes apertos, caso se trate de uma viagem mais curta. O porta-malas, com seus 500 litros de capacidade, garante boa área para as bagagens ou carrinhos de bebê, por exemplo. 
Em movimento, o Prisma é um carro bastante confortável para a faixa de preço em que atua. A direção elétrica adotada na linha 2017 do modelo deixou o volante mais leve, principalmente na hora de estacionar o sedã. Quando a velocidade sobe, a direção ganha firmeza suficiente para transmitir confiança e mesmo as rolagens de carroceria, embora apareçam, são bastante sutis. 
O motor 1.4 entrega certa agilidade nos momentos em que se espera mais vigor. Para isso, a transmissão automática de seis velocidades não demora a responder e faz as reduções necessárias para que os giros subam e o torque máximo, disponível apenas em 4.800 rpm e de 13,9 kgfm com etanol, apareça. Nessa hora, no entanto, é preciso ter paciência com o barulho, que invade a cabine sem qualquer cerimônia. 
 
Ficha técnica
 
Chevrolet Prisma LTZ automático
 
Motor: flex, dianteiro, transversal, 1.389 cm³, quatro cilindros em linha, duas válvulas por cilindro e comando simples no cabeçote. Injeção multiponto sequencial e acelerador eletrônico.
Potência máxima: 106 e 98 cv a seis mil rpm com etanol e gasolina.
Torque máximo: 13,9 e 13 kgfm a 4.800 rpm com etanol e gasolina.
Diâmetro e curso: 77,6 mm X 73,4 mm. Taxa de compressão: 12,4:1.
Pneus: 185/65 R15.
Peso: 1.085 kg.
Transmissão: Câmbio automático de seis marchas à frente e uma a ré. Tração dianteira. Não oferece controle eletrônico de tração.
Suspensão: Dianteira independente do tipo McPherson, com molas helicoidais com carga lateral, amortecedores telescópicos e barra estabilizadora. Traseira semi-independente com eixo de torção, molas helicoidais e amortecedores telescópicos.
Freios: Discos ventilados na frente e tambor atrás. ABS de série.
Carroceria: Sedã em monobloco com quatro portas e cinco lugares. Com 4,28 metros de comprimento, 1,71 m de largura, 1,48 m de altura e 2,53 m de distância entre-eixos. Oferece airbag duplo de série.
Capacidade do porta-malas: 500 litros.
Tanque de combustível: 54 litros.
Produção: Gravataí, Rio Grande do Sul.
Itens de série: Sistema OnStar, direção elétrica, ar-condicionado, sensor de estacionamento, travas e vidros elétricos com função de um toque, painel com velocímetro digital, bússola e alerta de mudança de marcha, multimídia MyLink, chave tipo canivete com controle remoto das travas e dos vidros elétricos, faróis com máscara negra, direção com regulagem de altura, rodas de liga leve de 15 polegadas, volante multifuncional, abertura do porta-malas por controle remoto, sistemas antifurto, freios ABS com EBD, computador de bordo, bancos com espuma mais macia e com revestimento premium e tecido de alto relevo, retrovisores externos com ajuste elétrico, farol com superfície interna cromada, luz de posição em leds e luzes de neblina dianteiras e traseiras.
Preço: 67.790.

TRÂNSITO LIVRE

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