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Teste: Volkswagen Passat Variant GTE - Prazer sem culpa

24/08/2017 11:00  - Fotos: Divulgação
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Testado em Portugal, Volkswagen Passat Variant GTE se revela esportivo familiar e menos poluente

por António de Sousa Pereira
do Absolute-motors.com
Exclusivo no Brasil para Auto Press

Muitas apostas hoje são feitas para um futuro em que predominem os automóveis elétricos. Contudo, ainda não é possível saber, com exata precisão, quando ou como essa projeção taxativa irá se concretizar. O que não se contesta é que os motores a combustão – principalmente movidos com diesel – enfrentarão cada vez mais dificuldades para cumprirem normas antipoluição. E também que será necessária uma fase de transição até que os elétricos consigam se equivaler aos modelos convencionais em aspectos como desempenho, autonomia e, claro, o próprio custo de aquisição. E é justamente aí que entram os híbridos, uma solução que existe já há algum tempo e evoluiu, recentemente, para os chamados híbridos plug-in, com uma autonomia elétrica maior e dotados de baterias passíveis de serem recarregadas também quando os veículos estão parados. Neste grupo, a Volkswagen merece destaque pela sigla GTE. A versão foi introduzida no ano passado na gama do Passat e disponibilizada também na carroceria wagon Variant.
A principal diferença está sob os bancos traseiros, onde fica a bateria do sistema de propulsão. Em função disso, o porta-malas perdeu 160 litros de capacidade, passando a um total de 483 litros. No exterior, como no habitáculo, inúmeros elementos azuis exaltam a vocação mais ambientalista do modelo – desde alguns pormenores decorativos na carroceria, como a logo GTE, e algumas funções de iluminação, além das costuras no couro que reveste os bancos esportivos, o volante e a alavanca do câmbio. 

A grande estrela da versão é, sem dúvidas, o trem de força composto pelo motor 1.4 TSI de injeção direta de gasolina sobrealimentado com 156 cv e 25,5 kgfm, pelo motor elétrico com 116 cv e 40,8 kgfm, pela transmissão automatizada DSG de dupla embreagem e seis velocidades – com aletas no volante para trocas manuais – e pela bateria de íons de lítio com 9,9 kWh de capacidade, que pesa 125 kg e demora 4h15m para ser carregada em uma tomada de corrente doméstica a 240V ou 2h30m em um posto de carregamento a 3,6 kW. Com isso, a potência combinada fica em 218 cv entre 5 mil e 6 mil rpm. 

O arranque é sempre realizado no modo totalmente eléctrico, capaz de se manter ativo até 130 km/h caso o motorista queira. Dessa forma, em utilização moderada e sem uma preocupação excessiva em aliviar o pedal do acelerador, é possível cumprir entre 35 e 45 quilômetros neste modo, com a bateria completamente carregada. Passada a fase do arranque, o modo de funcionamento híbrido é o que automaticamente gere o sistema, na busca por um funcionamento mais eficiente e eficaz em função das necessidades de cada momento. Três opções estão à disposição do condutor: E-Mode, puramente elétrico; GTE, em que as capacidades do sistema são potencializadas em prol das melhores respostas do trem de força; e Battery Charge, que evita o uso do motor elétrico e carrega a bateria, para uma utilização posterior. (Colaborou Márcio Maio/Auto Press)

 

Impressões ao dirigir

Conforto e vigor

Lisboa/Portugal – Normalmente quem opta por uma perua busca amplo espaço para passageiros e bagagens. E é justamente no porta-malas que está a principal diferença – além da economia no consumo – da configuração GTE. Seus 483 indicam uma capacidade menor que a de qualquer outra variante do modelo com motor a combustão. Mas, ainda assim, o espaço disponível continua a fazer inveja a muitos concorrentes. Provavelmente, este não será um ponto considerado por potenciais compradores do Passat Variant GTE que deixem de optar pela versão. 

Na cabine, os bancos oferecem apoio excelente, que garantem conforto em viagens mais longas e trazem regulagem elétrica e até função de massagem à frente. A tela do sistema de entretenimento e o painel de instrumentos digital entregam um conjunto de informações de interpretação nem sempre imediata e acesso por vezes mais tortuoso. Porém, ambas parecem mostrar tudo que é necessário e até mais. Por isso mesmo, demanda alguma convivência para se acostumar com todas as funções. 

Além da autonomia elétrica interessante para o dia a dia, o Passat Variant GTE responde rapidamente às solicitações do acelerador. E isso em qualquer um dos modos de condução disponíveis. Na verdade, seu desempenho chega a ser brutal quando se pressiona o pedal direito com bastante força.  E vale lembrar que se trata de uma station wagon com mais de 200 cv, mas peso superior a 1.700 kg. Mesmo em uma direção mais agressiva, a perua é muito estável. Para os motoristas que se empolgam mais na direção e gostam de ter total controle sobre o veículo, uma desvantagem: não é possível desligar o controle eletrônico de estabilidade.

 

TRÂNSITO LIVRE

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