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Teste: Novos Citroën C4 e Grand C4 Picasso - Além da moda

07/06/2017 11:00  - Fotos: Eduardo Rocha/Carta Z Notícias e Divulgação (interior)
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Citroën reafirma a aposta no segmento de minivans e traz a linha C4 Picasso renovada

por Eduardo Rocha
Auto Press

O Brasil pode ostentar o oitavo colocado no ranking mundial de vendas de automóveis, mas é visto pelas fabricantes como parte da América Latina. Em 2016, este bloco de países respondeu por um mercado de pouco mais de 4 milhões de unidades, enquanto a América do Norte emplacou mais de 25 milhões, a Europa chegou a 20 milhões e Ásia/Oceania passaram das 45 milhões de unidades. A escala de produção menos favorável resulta, obviamente, numa menor variedade de modelos à venda. Um efeito colateral disso é que segmentos específicos só conseguem escala de produção quando estão na moda. Quando um tipo de veículo faz sucesso, outros acabam abandonados ou virando nicho.

Isso aconteceu recentemente com as minivans. Na virada do século, várias marcas tinham monovolumes saindo de suas fileiras de produção. Hoje elas perderam espaço para os SUVs/crossovers. Apenas a Chevrolet Spin é feita no país. E entre as importadas, somente a linha Citroën C4 Picasso merece ser levada a sério. Mesmo atuando em um nicho. Os modelos franceses, produzidos na Espanha, chegam com pequenas mudanças, que correspondem à segunda fase da segunda geração do C4 Picasso.

C4 e Grand C4 Picasso chegam com pequenas alterações estéticas. As duas versões agora passam a ter exatamente o mesmo visual dianteiro, dominado pelo duplo chevron alongado. A grade foi centralizada e ganhou formato retangular. Na parte de baixo do para-choque dianteiro, uma nova entrada de ar se funde visualmente aos nichos dos faróis de neblina. Estes, por sua vez, ganharam uma moldura vazada na parte interna, numa referência à marcante moldura das janelas laterais traseiras. Na traseira, apenas as lanternas ganharam seções tridimensionais. A marca agora está oferecendo para a versão de cinco lugares uma pintura bitom, com teto em preto brilhante. Outra mudança foi no desenho das rodas, que agora são diamantadas – com partes pintadas de preto brilhante.

O propulsor é o mesmo 1.6 16V THP – de turbo high pressure –, disponível em boa parte do line up da marca. Nesta configuração, ele bebe apenas gasolina e rende 165 cv de potência a 6 mil rpm e 24,5 kgfm de torque a 1.400 giros. Ele trabalha em conjunto com um câmbio automático Aisin de seis velocidades, com modo manual sequencial e paddle shifts atrás do volante. Esta é a mesma caixa que passa a equipar os modelos C3 e Aircross automáticos no Brasil.

Pelo nível do conteúdo que oferecem, os preços iniciais dos modelos até que são bastante atraentes. A versão inicial, Seduction, custa a partir de R$ 121.400, para cinco passageiros e R$ 131.400 para sete. Esta configuração “básica” chega com pára-brisa estendido (Zenith), central multimídia bluetooth com tela touch de 7" e navegador, ar-condicionado bizone, rodas de liga leve aro 17, retrovisores externos elétricos e rebatíveis, sensores de obstáculos, de chuva e de luminosidade, bancos individuais reguláveis, freio de estacionamento elétrico, controle de estabilidade, tração e assistência em rampa, volante multifuncional revestido de couro. A versão de topo é a Intensive, que parte de R$ 132 mil para cinco passageiros e R$ 142 mil para sete. Ele adiciona uma segunda tela, de 12'', volante multifuncional em couro com quatro grupos de comando, teto panorâmico, faróis autodirecionais com xênon, chave presencial para travas e ignição, botão start/stop, câmara de ré, lanternas em led, Iluminação do chão próximo à porta e faróis de neblina com iluminação lateral em curvas.

A versão Intensive pode ainda receber dois pacotes. O Comfort adiciona revestimento em couro e tecido, bancos dianteiros com massageador e apoio de pernas para o carona, sensor para ponto cego, monitoramento 360º com quatro câmaras para estacionamento. Na versão menor, ele eleva o preço em R$ 16 mil e na maior, R$ 16.600. O segundo pack, Luxe, tem valor bem mais salgado. No modelo de cinco lugares ele aumenta o preço em R$ 26.100 e no de sete, R$ 31.500. Em relação a equipamentos, este pacote inclui revestimento em couro, sistema para estacionamento automático, leitor de placas de trânsito, retrovisor eletrocrômico, bancos dianteiros com regulagem elétrica, massagem e aquecimento, farol alto automático e monitoramento de faixa.

O C4 e o Grand C4 Picasso vão trabalhar em uma faixa ampla de preço – dos R$ 121.400 da versão básica da configuração menor até os R$ 175.040 que pode chegar com tudo, inclusive pintura metálica, no Grand C4 Picasso Intensive Pack Luxe. Isso quer dizer que a linha começa encarando as versões de topo de sedãs médios e SUVs compactos e termina rivalizando com sedãs médios-grandes e SUVs médios completos. A montadora acredita que possa emplacar cerca de mil unidades anuais do modelo aqui no Brasil. Esta expectativa mostra que desta vez a Citroën vai investir com mais força na linha. Afinal, esse volume é pouco maior que a soma das vendas dos modelos desde 2014.

 

Primeiras impressões

Dinâmica familiar

Porto Feliz/SP – Não houve uma mudança substancial na qualidade da linha C4 Picasso. O que não deixa de ser uma boa notícia. Mesmo o modelo mais longo tem um comportamento exemplar quando posto em movimento. O motor THP de 165 cv é bem dosado para o carro, que tem pouco mais de 1.400 kg. Ele acelera, retoma de forma progressiva, sem buracos no ganho de velocidade. E o câmbio conversa com tanta intimidade com o propulsor que os paddle-shift no volante acabam sendo deixados de lado.

A suspensão, apesar de ser básica, com MacPherson na frente e barra de torção atrás, tem um acerto que faz jus à fama da marca. É equilibrada e impede movimentos laterais e longitudinais indesejados. Nas retas, mantém a neutralidade mesmo em velocidades de até 160, 170 km/h. Mas a velocidade de cruzeiro em que o modelo fica à vontade é mesmo em torno de 120 km/h, quando ainda há sobra de potência para qualquer eventualidade. Neste ritmo, o motor mal é percebido do lado de dentro da cabine. Inclusive porque o isolamento acústico é bastante eficiente. Não há som de rolagem dos pneus ou ruídos aerodinâmicos que incomodem os passageiros.

A vocação da linha é exatamente esta: proporcionar viagens confortáveis. Quem está ao volante tem o apoio do volante multifuncional para acessar a central multimídia. Na versão de topo, são duas telas, uma de 7 e outra de 12 polegadas, com GPS e onde se pode espelhar o celular. Para os demais passageiros, o espaço interno é generoso, com bancos individuais extremamente ergonômicos, ar-condicionado com duas temperaturas e um sistema de som que se aproveita da boa acústica do habitáculo. O ambiente fica ainda mais agradável na versão Intensive, que vem com teto panorâmico. Com ele, o Grand C4 Picasso fica com nada menos que 5,3 m² de área envidraçada. Mas mesmo o para-brisa alongado, Zenith, da versão Seduction, amplia a sensação de espaço no interior. 

 

Ficha técnica 

Citroën C4 e Grand C4 Picasso 

Motor: Gasolina, dianteiro, transversal, 1.598 cm³, turbo com intercooler, quatro cilindros em linha, quatro válvulas por cilindro. Comando duplo de válvulas no cabeçote com sistema de variação de abertura na admissão e escape. Injeção eletrônica multiponto e acelerador eletrônico. 

Transmissão: Câmbio automático de seis marchas à frente e uma a ré. Tração dianteira. Oferece controle de tração. 

Direção: Elétrica com correção de trajetória pelo controle de faixa e sensor de ponto cego.

Potência máxima: 165 cv a 6 mil rpm.

Torque máximo: 24,5 kgfm entre 1.400 rpm e 4 mil rpm. 

Aceleração 0-100 km/h: 8,4 segundos (8,7 segundos com o Grad C4). 

Velocidade máxima: 210 km/h. 

Diâmetro e curso: 77,0 X 85,3. Taxa de compressão: 11,0:1 

Suspensão: Dianteira do tipo Mac Pherson com barra anti-inclinação. Traseira com travessa semi-deformável com função anti-inclinação. Controle eletrônico de estabilidade.

Pneus: 205/55 R17. 

Freios: Discos ventilados na frente e sólidos atrás. ABS com EBD. 

Carroceria: Minivan em monobloco com quatro portas e cinco lugares. C4 Picasso: 4,43 metros de comprimento, 1,83 m de largura, 1,62 m de altura e 2,79 m de distância entre-eixos. Grand C4 Picasso: 4,60 metros de comprimento, 1,83 m de largura, 1,62 m de altura e 2,84 m de distância entre-eixos.Oferece airbags frontais, laterais e de cortina. 

Peso: 1.405 kg (1430 no Grand C4). 

Capacidade do porta-malas: 537 litros (575 no Grand C4). 

Tanque de combustível: 57 litros. 

Produção: Vigo, Espanha. 

Preço da versão Seduction: R$ 121.400 (R$ 131.400 para o Grand C4).

 

Preço da versão Intensive: R$ 132 mil (142 mil para o Grand C4).

TRÂNSITO LIVRE

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