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Carros autônomos - Por conta própria

17/05/2017 11:00  - Fotos: Divulgação
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Futuro com carros autônomos parece cada vez mais próximo com as novas tecnologias inseridas nos modelos

 
por Marcio Maio
Auto Press
 

 

Viajar por longas estradas enquanto lê-se um jornal, toma-se um café ou trabalha-se em um notebook. Ou mesmo ter um veículo que seja capaz de levar um casal aos seus devidos locais de trabalho e, ao fim do expediente, busque ambos, sem que seja necessário qualquer ser humano para possibilitar isso. Parece um sonho distante, mas muitos fabricantes de veículos apostam que não é. Tecnologias de direção autônoma são pesquisadas diariamente pelas marcas e muitas das que são necessárias para que esses objetivos sejam alcançados já existem e estão disponíveis em modelos que vão desde as categorias mais caras às de entrada. 
Há cinco diferentes níveis de automação no mercado automotivo. O primeiro deles, o mais básico, engloba funções simples de auxílio aos condutores. É o caso do controle de velocidade de cruzeiro, popularmente chamado de piloto automático, que mantém o velocímetro no valor determinado pelo motorista, mas não reage a qualquer situação adversa. Conforme se evolui nessa escala, o sistema consegue, sem a intervenção do condutor, acelerar ou frear, o que ocorre nos carros com controle de velocidade de cruzeiro adaptativo. Ou até mesmo reagir na direção, caso do Volvo XC90. Na linha 2017, o SUV traz sensores e câmeras que monitoram as faixas das vias e um sistema que comanda a aceleração, a frenagem e a movimentação do volante em velocidades de até 130 km/h. Outros modelos com tecnologias semelhantes de direção semiautônomas são o BMW Série 5 e o Mercedes-Benz Classe E.  
A Tesla é uma das marcas que mais apostam nesse nicho de “carros do futuro”. Além de garantir que o motorista possa se dedicar a outras atividades enquanto se locomove de carro, seu Model S ainda tem propulsor 100% elétrico – ou seja, ecologicamente correto e que não emite um ruído em movimento. A fabricante promete para breve um veículo também totalmente autônomo, mas as principais questões para a adoção por completo desta tecnologia estão em fatores externos: desde a legislação de trânsito de cada país e a conservação das estradas e ruas – os sistemas precisam “ler” as sinalizações, desde as placas de trânsito às faixas de rodagem – até mesmo a cobrança dos seguros, já que a promessa é de que a segurança aumente consideravelmente quando o número de automóveis autônomos crescer nas ruas. Mas, para se chegar aos níveis máximos de automação, será necessário atingir um patamar de conectividade que incluirá comunicações não apenas do veículo com o meio em que ele circula, mas também com outros veículos. 
Entre as marcas generalistas, a Ford é uma das que mais concentra esforços para chegar ao nível máximo de automação. Neste ano, a marca norte-americana anunciou investimento de US$ 1 bilhão – cerca de R$ 3,1 bilhões – nos próximos cinco anos na Argo AI, empresa de inteligência artificial, para desenvolver um sistema de direção virtual. Essa parceria vai contribuir para o desenvolvimento do sistema de direção virtual dos carros autônomos de nível 4 e reforça o plano da Ford de lançar um veículo totalmente autônomo para aplicação comercial em serviços de mobilidade em 2021. A Ford hoje já realiza diversos testes com sua frota de Fusion autônomos. Recentemente, a nuTonomy, desenvolvedora de softwares de condução autônoma de alta tecnologia, anunciou uma parceria com o Grupo PSA para implantação do seu sistema no novo SUV Peugeot 3008. A intenção é testar essas tecnologias em estradas abertas de Singapura, cidade-estado insular situada no Sudeste Asiático, a partir de setembro deste ano. 
 
Primeiros passos
 
Muitas tecnologias vistas hoje nos carros podem não parecer, mas chegaram como peças fundamentais para que a direção autônoma pudesse virar um sonho possível. A começar pela ausência do pedal de embreagem, nos modelos com trocas automáticas de marchas. Mas essa lista vai além, com itens que já fazem parte do cotidiano de diversos motoristas brasileiros. Caso, por exemplo, dos sensores crepuscular e de chuva. Para garantir a segurança e a visibilidade dos passageiros, é inevitável que os faróis se acendam automaticamente quando escurece e que os limpadores sejam acionados assim que um temporal começa a desabar. 
O mesmo acontece com o farol alto automático, que controla a intensidade da luz de acordo com a presença ou não de outros automóveis em uma rodovia. E do sistema de monitoramento de pressão dos pneus, assim como qualquer outro que forneça informações a respeito do funcionamento do veículo. O próprio seletor de modos de condução de um carro, que adapta o veículo a diferentes condições de terreno, pode ser considerado um desses equipamentos. 
 
Não adianta o carro se mover sozinho e, na hora de parar em uma vaga, ter de “se virar”. Para os motoristas de hoje, sensores sonoros e câmara de ré até ajudam na tarefa. Mas muitos modelos vendidos no Brasil, como o Jeep Renegade e o Ford Focus, já contam com sistema de estacionamento automático. Neles, porém, ainda é preciso controlar o pedal do freio e o câmbio, enquanto o carro se movimenta e gira a direção sem a intervenção humana.
 

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