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Teste: Jeep Compass Longitude 4X4 - Caminho das pedras

29/03/2017 09:00  - Fotos: Jorge Rodrigues Jorge/Carta Z Notícias
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Compass Longitude 4X4 evidencia os melhores atributos do SUV médio da Jeep

por Marcio Maio
Auto Press

Em tempos de crise e de contenções, a Jeep não se acanhou. Investiu pesado no Brasil, apostou tudo no segmento que mais crescia e hoje colhe os bons frutos dessa estratégia. O médio Compass, segundo modelo produzido pela marca no Brasil, já é o segundo utilitário esportivo mais vendido do país – perde apenas para o compacto Honda HR-V – e tem um diferencial que o deixa em boa vantagem entre os modelos da categoria: é o único entre os concorrentes com opção de motorização diesel. E, neste ponto, destaca-se a sua configuração de entrada com este trem de força, que tem tração integral, a Longitude. Tanto que funciona como rival de variantes de entrada de modelos premium, como os “alemães nacionalizados” Audi Q3, BMW X1 e Mercedes-Benz GLA, já que parte de R$ 134.990. 

Não é difícil reconhecer a assinatura da Jeep no Compass. Estão ali a característica grade de sete fendas e o típico para-lamas de contornos trapezoidais. Alguns traços remetem a modelos mais sofisticados da marca, como o Grand Cherokee. O apelo esportivo é enaltecido pela linha de teto descendente na traseira, enquanto os conjuntos óticos apostam numa imagem mais elegante. Assinaturas de leds aparecem tanto na dianteira como na traseira e um friso, que começa na base da coluna A, acompanha a linha superior dos vidros laterais, atravessa a coluna C e contorna o vidro traseiro pela lateral e por baixo, adiciona charme ao visual. 

De série, a versão Longitude 4X4 já é bem completa. Chave presencial e tela configurável de TFT no quadro de instrumentos se juntam à central multimídia com navegação GPS, bluetooth e tela sensível ao toque com 8,4 polegadas, que transmite imagens da câmara de ré e traz funções acionadas por comando de voz. Na segurança, aparecem controle eletrônico de estabilidade, sistema anticapotamento, sistema de monitoramento de pressão de pneus, controle de velocidade de cruzeiro, assistente de partida em rampa, freios a disco nas quatro rodas, três pontos de fixação de cadeiras infantis Isofix e direção de torque dinâmico, que induz o condutor a virar o volante corretamente em uma situação de perda de aderência. Em pacotes opcionais, é possível ampliar o número de airbags de dois para sete – incluindo os de cortina, laterais e de joelhos para motorista aos frontais obrigatórios por lei – e sensores crepuscular e de chuva. 

 

O motor é o mesmo 2.0 turbodiesel que movimenta versões mais caras do Jeep Renegade e da Fiat Toro, assim como a transmissão automática de nove marchas – com aletas atrás do volante – e tração 4X4 Jeep Active Drive Low. São 170 cv e 35,7 kgfm, sendo que o torque máximo fica disponível já em 1.750 rpm. A tração é definida pelo sistema Selec-Terrain, com um seletor giratório no console central com opções de neve, areia e lama. A capacidade off-road também é acentuada por questões estruturais: há 5 mil pontos de solda no carro e cerca de 70% do chassi é feito de aço de alta resistência, para aumentar a rigidez, refinar o comportamento dinâmico e melhorar a absorção de impactos. 

Ponto a ponto
 
Desempenho – O trem de força movido com diesel desloca sem dificuldades o Compass Longitude 4X4, com seus 170 cv e robustos 35,7 kgfm de torque máximo. De acordo com a marca, 80% desse torque já aparece em 1.500 giros, o que garante vigor aparente em toda a faixa útil de rotações do carro. Arrancadas, retomadas e ultrapassagens são feitas com competência e o câmbio automático de nove velocidades realiza as trocas de maneira suave, sem vacilações e no tempo certo. Nota 9.
 
Estabilidade – O carro é bem firme e a suspensão, independente nas quatro rodas, equilibra os movimentos da carroceria nos trechos esburacados. A direção tem peso correto e há bons aparatos tecnológicos para garantirem uma dose extra de segurança, como controle eletrônico de estabilidade, sistema anticapotamento, sistema de monitoramento de pressão de pneus, freios a disco nas quatro rodas e direção de torque dinâmico – que induz o condutor a virar o volante corretamente ao perder aderência. Nota 9.
 
Interatividade – Tudo é bem localizado no interior do Compass Longitude 4X4. A começar pelo seletor de tração, abaixo dos comandos de climatização e bem simples de usar. Sensores traseiros ajudam a estacionar e a central multimídia acompanha câmara de ré e navegador GPS. Aletas no volante ajudam quem quer trocar manualmente as marchas e as informações de temperatura do habitáculo também aparecem na tela do sistema de entretenimento, que tem boas 8,4 polegadas. Nota 9.
 
Consumo – O InMetro aferiu médias de 9,8/11,4 km/l na cidade/estrada, resultando em 2,58 MJ/km de consumo energético no Jeep Compass equipado com motor 2.0 turbodiesel. Rendeu notas “A” e “D” na categoria e no geral, respectivamente. Nota 7.
 
Conforto – O isolamento acústico impressiona, ainda mais por se tratar de um motor diesel. Cinco ocupantes conseguem viajar bem, mas o ideal é que apenas dois estejam no assento traseiro. A suspensão absorve as pancadas provocadas pelos desníveis do asfalto com eficiência e todos os revestimentos interiores são agradáveis. Nota 9.
 
Tecnologia – A Jeep oferece no Compass uma boa lista de tecnologias. O câmbio automático de nove velocidades é moderno, o sistema multimídia é completo e com tela grande e o carro traz bons sistemas voltados para a segurança. O projeto é novo – o carro fez sua estreia global aqui, no Brasil. Nota 8.
 
Habitabilidade – Assim como nos outros SUVs médios, a boa altura facilita a entrada e saída do carro. Os ajustes do banco e da coluna de direção são eficientes na hora de buscar a posição ideal para dirigir. O aproveitamento dos espaços é bem inteligente, com porta-trecos generosos. O porta-malas leva 410 litros – na prática, parece maior. Nota 8.
 
Acabamento – Há plásticos pelo habitáculo, mas de toque agradável e qualidade aparentemente boa. Opcionalmente, os bancos podem ser de couro, melhorando bastante esse quesito. Não é surpreendente, mas não chega a fazer feio. Nota 7.
 
Design – Ao contrário do Renegade, o outro SUV nacional da Jeep, o Compass não aposta todas as suas fichas na imagem robusta. A dianteira traz a típica grade dos automóveis Jeep, com as sete fendas marcantes, adornada pelos faróis, que contam com assinaturas de leds de série, assim como na traseira. O capô exibe vincos que passam certa agressividade. A traseira tem lanternas horizontais, que invadem a tampa do porta-malas. É uma boa mistura de elegância e traços de esportividade. Nota 8.
 
Custo/benefício – O Compass Longitude 4X4 começa em R$ 134.990, mas a unidade testada traz opcionais que elevam essa conta a R$ 141.994 – cinco airbags extras, acendimento automático dos faróis, bancos em couro, sensor de chuva, retrovisor interno eletrocrômico e sistema de som premium Beats de 506 W. Para quem faz questão de um modelo com motor diesel, ele é a única opção neste porte. Com a lista boa de equipamentos que traz, acaba se tornando uma opção para quem busca um SUV médio e ainda quer gastar menos nos postos de gasolina. Nota 7.
 
Total – O Jeep Compass Longitude 4X4 somou 81 pontos em 100 possíveis.
 
Impressões ao dirigir
 
Vocações múltiplas
 
De cara, o Jeep Compass Longitude 4X4 impressiona. A começar pelo visual da nova geração, que é contemporâneo, elegante e, ao mesmo tempo, não deixa de realçar a robustez do modelo. Não há excessos, tudo parece bem equilibrado e de acordo com a proposta do SUV médio: a de ser um veículo familiar, mas preparado para diversas aventuras no fora de estrada. 
 
 
É fácil encontrar a melhor posição para o motorista. O volante tem boa pegada e a visibilidade agrada à frente e atrás. A chave presencial faz com que a entrada no veículo e a partida do motor sejam feitas apenas pelo toque de um dedo e os comandos são extremamente intuitivos. Bastam poucos minutos na cabine para entender como tudo funciona. Destaque para a central multimídia, com tela ampla e bastante funcional.  
 
 
Em movimento, o rodar é bem sólido. A suspensão mais firme se mostra seca apenas em buracos mais profundos – que nem são difíceis de se encontrar pelas ruas brasileiras. A direção é direta e precisa e, apesar dos diversos recursos eletrônicos que favorecem a segurança, é muito difícil vê-los em ação. O motor 2.0 Multijet turbodiesel – que também equipa versões com tração integral do Jeep Renegade e da Fiat Toro – mostra disposição para empurrar o utilitário médio. A transmissão é digna de elogios: suas trocas são quase imperceptíveis e o fato de ter nove velocidades ajuda bastante na economia em longas viagens. 
 
 
Basta pisar com um pouco mais de vontade para o Compass 4X4 se apresentar vigoroso. Ultrapassagens e retomadas são feitas com uma tranquilidade que impressiona. Mesmo nessas horas, o isolamento acústico funciona. Ajuda o fato de, aos 1500 giros, 80% dos 35,7 kgfm de torque – 28,5 kgfm – já se mostrarem disponíveis. O resultado é um carro com diversos predicados, preparado para se destacar em múltiplas situações. 
 
Ficha técnica
 
Jeep Compass Longitude 4X4
 
Motor: A diesel, dianteiro, transversal, 1.956 cm³, com quatro cilindros em linha, quatro válvulas por cilindro e turbocompressor. Acelerador eletrônico e injeção direta de combustível.
 
Transmissão: Câmbio automático com nove marchas à frente e uma a ré. Tração nas quatro rodas e possui controle eletrônico de tração.
 
Potência máxima: 170 cv a 3.750 rpm com diesel.
 
Aceleração 0 a 100 km/h: 10 segundos.
 
Velocidade máxima: 194 km/h.
 
Torque máximo: 35,7 kgfm a partir de 1.750 rpm.
 
Diâmetro e curso: 83 mm x 90,4 mm. Taxa de compressão: 16,5:1.
 
Suspensão: Dianteira McPherson com rodas independentes, braços oscilantes inferiores com geometria triangular e barra estabilizadora. Traseira McPherson com rodas independentes, links transversais/laterais e barra estabilizadora. Oferece controle eletrônico de estabilidade. 
 
Freios: Discos nas quatro rodas.
 
Pneus: 225/55 R18. 
 
Carroceria: Crossover em monobloco com quatro portas e cinco lugares. Com 4,42 metros de comprimento, 1,82 m de largura, 1,65 m de altura e 2,64 m de distância entre-eixos. Oferece airbags frontais de série e laterais, de cortina e de joelhos para motorista como opcionais. 
 
Peso: 1.717 kg em ordem de marcha.
 
Capacidade do porta-malas: 410 litros.
 
Tanque de combustível: 60 litros.
 
Produção: Goiana, em Pernambuco.
 
Itens de série: Ajuste do volante em altura e profundidade, alerta de limite de velocidade e manutenção programada, aletas para trocas de marcha no volante, alarme, apoia-braço com porta-objetos, ar-condicionado dual zone, banco do motorista com regulagem de altura, banco do passageiro rebatível, banco traseiro bipartido 60/40 e rebatível, câmara de estacionamento traseira, chave de presença, comandos do sistema de áudio e bluetooth no volante, computador de bordo, controle de estabilidade para trailler (quando com engate Mopar), controle eletrônico anticapotamento, direção elétrica, estepe de uso emergencial, faróis e lanterna traseira de neblina, faróis e lanternas com assinatura em leds, freio de estacionamento elétrico, friso cromado por toda a extensão das janelas do veículo, ganchos de fixação de carga no porta-malas, controle eletrônico de velocidade em descidas e subidas, Isofix, limitador de velocidade, limpador e desembaçador dos vidros traseiros, luzes diurnas, porta-objetos sob o assento do banco do passageiro, piloto automático, porta-objetos sob o assento do banco do passageiro, quadro de instrumento TFT de 3,5'’, rack do teto na cor preta, rádio integrado ao painel com RDS e porta USB, retrovisores externos elétricos, rodas em liga-leve de 18 polegadas, seletor para 4 tipos de terreno, sensor de estacionamento traseiro, sistema de áudio com tela de 8.4'’ touch, sistema de monitoramento de pressão dos pneus, GPS, travas elétricas nas portas e porta malas, vidros elétricos nas 4 portas com one touch e volante com acabamento em couro.
 
Preço: R$ 134.990
 
Opcionais da unidade testada: Cinco airbags extras, acendimento automático dos faróis, bancos em couro, sensor de chuva, retrovisor interno eletrocrômico e sistema de som premium Beats de 506 W. 
 
Preço da unidade testada: R$ 141.994. 
 
 

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