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Honda PCX 150 - Personagem urbano

10/03/2017 11:00  - Fotos: Isabel Almeida/Carta Z Notícias
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Honda PCX domina o mercado de scooter no Brasil com charme e praticidade

por Eduardo Rocha
Auto Press

Aos poucos, a Honda PCX 150 vai quebrando a resistência dos motociclistas brasileiros e modificando a cara do trânsito nas grandes cidades. Quando foi lançada, em 2013, o total de vendas das diversas marcas e modelos de scooters no Brasil girava em torno de 35 mil unidades por ano, ou 2,3% do total do mercado. Em 2016, a PCX sozinha representou 2,2% do mercado total de duas rodas. Nesse meio tempo, as vendas de motocicletas caíram um terço aproximadamente – de 1,5 milhão para menos de 1 milhão de unidades por ano. Mesmo neste cenário, a PCX resistiu. Em 2014, emplacou 19.560 unidades. Em 2015, 22.898 e em 2016, 22.539. Uma estabilidade impressionante diante das circunstâncias. Na listagem de modelo mais vendidos, a PCX fechou 2014 em 13º lugar. Em 2016, subiu ainda mais no ranking e ficou na 9º colocação.

Há bons motivos para a PCX ter um desempenho tão impactante. A scooter da Honda aposta em uma imagem moderna e luxuosa. Foi atrás dessa sofisticação que a Honda apresentou na linha 2017 a versão DLX com pintura em marrom escuro perolizado com banco e detalhes em  marrom claro. Essas características de refinamento aparecem também no farol em led, no sistema start/stop e no acabamento bem-cuidado. Além, é claro, das vantagens inerentes a uma scooter, como o fato de serem mais confortáveis, disporem de escudo frontal que protege os ocupantes tanto da chuva quanto em pequenas colisões e ainda tem porta-trecos onde cabe um capacete fechado e mais alguns pequenos objetos. Sob o banco, a PCX acomoda 25 litros de carga.

Mecanicamente, a PCX não traz nenhuma característica muito inusitada e valoriza a confiabilidade, característica da marca. Sob a carenagem, o motor de 149,3 cc com um cilindro tem comando simples no cabeçote e arrefecimento líquido. Ele trabalha apenas com gasolina e rende 13,1 cv a 8.500 rpm e 1,36 kgfm a 5 mil giros e é gerenciado por uma transmissão do tipo CVT. O chassi tubular é em monobloco, para aumentar a rigidez torcional da scooter. Ela trabalha com uma suspensão dianteira telescópica com 100 mm de curso e um sistema bichoque traseiro com curso entre 79 e 85 mm, dependendo da regulagem. As rodas têm aro 14 e a altura do assento é de 76 cm.

Esses atributos tornam a PCX bem ajustada para uso urbano, de preferência em asfalto de boa qualidade. É nesse sentido também que o propulsor conta com dois sistemas que ajudam na redução de consumo. O primeiro é o Idling Stop System – algo como sistema de parada em marcha lenta –, que desliga o motor três segundos após se nivelar em marcha lenta. Para tornar a reignição mais rápida, um gerador ligado diretamente ao virabrequim funciona também como motor de arranque. O outro é o Enhanced Power Smart – ou gerenciamento inteligente de potência –, que faz com que o câmbio CVT alongue ao máxima a relação para baixar a rotação do motor sempre que o veículo mantiver uma velocidade constante. Os dois recursos conseguem reduzir o consumo em cerca de 7%.

 

O bom desempenho da PCX trouxe algumas consequências para o mercado de scooter. Uma delas foi avivar o interesse de concorrentes. Caso da Yamaha, que lançou a N-Max 160, com motor ligeiramente mais forte, mas com preço mais alto e sem o mesmo nível de acabamento do modelo da Honda. Outro efeito colateral foi o fim da produção da primeira scooter nacional da Honda, a Lead 110, principalmente por conta da pequena diferença de preço entre as duas e a demanda bem superior da PCX – que acabou concentrando todas as vendas da marca no segmento de scooters de baixa cilindrada. Típico pragmatismo de épocas de crise.

 

Impressões ao pilotar
 
Elegância na prática
 
Inicialmente, a PCX pode até atrair pela personalidade urbano-chique. Reforçam a imagem de luxo os detalhes cromados e em alumínio, as linhas angulosas e rápidas e até a combinação de cores na linha 2017 – pintura em marrom perolizado com detalhes em marrom claro, como a unidade testada. Mas é pela praticidade que a PCX acaba delegando os outros veículos da casa à garagem. No uso em cidades, o porta-objetos sob o banco resolve o problema de acomodar a mochila que amarrotaria a roupa e também elimina a necessidade, pouco elegante, de sair por aí com capacete em punho.
 
 
A pequena largura do modelo – tem apenas 74 cm – facilita demais o trânsito no tráfego pesado. O entre-eixos, de 1,32 metro, até reduz um pouco a capacidade de contornar os carros em relação a outras scooters, mas o grande conjunto ótico em led, com a assinatura bem destacada, ajuda a chamar a atenção dos demais motoristas. Quando o asfalto é de boa qualidade, a PCX se mostra extremamente confortável. Mas o modelo sofre um pouco nos em pisos irregulares. A suspensão traseira, com curso de até 85 mm, aliada às rodas aro 14, tem dificuldade para enfrentar o padrão de desnível da pavimentação no Brasil. Já o assento, com apenas 76 cm de altura para o solo, facilita a movimentação e o apoio quando a PCX está imóvel.
 
 
Quando é utilizada apenas pelo piloto, a PCX exibe uma disposição que ultrapassa o que se espera de uma scooter de pequeno porte. Os 13,1 cv de potência e 1,36 kgfm de torque proporcionam boas arrancadas, mesmo com o aparente anestesiamento provocado pelo câmbio CVT. Com a presença de um garupa, o vigor cai bastante, mas a maneabilidade e estabilidade se mantêm no melhor nível. De qualquer forma, ainda se mostra capaz de enfrentar uma via expressa de uma grande cidade sem expor demais o piloto.
 
 
Ficha técnica

Honda PCX 150 DLX
 
Motor: A gasolina, quatro tempos, 149,3 cm³, monocilíndrico, duas válvulas, comando simples no cabeçote e refrigeração líquida. Injeção eletrônica multiponto sequencial. Sistema start/stop.
Câmbio: Automático do tipo CVT – transmissão continuamente variável – através de correia.
Potência máxima: 13,1 cv a 8.500 rpm.
Torque máximo: 1,36 kgfm a 5 mil rpm.
Diâmetro e curso: 57,3 mm X 57,9 mm.Taxa de compressão: 10,6:1.
Suspensão: Dianteira com garfo telescópico com 100 mm de curso. Traseira dupla amortecida com 85 mm de curso.
Pneus: 90/90 R14 na frente e 100/90 R14 atrás.
Freios: Com disco de 220 mm na dianteira e com tambor de 130 mm na traseira.
Dimensões: 1,92 metro de comprimento total, 0,74 m de largura, 1,32 m de distância entre-eixos, 76 cm de altura do assento e 14 cm de altura para o solo.
Peso: 125 kg.
Tanque do combustível: 8 litros.
Produção: Manaus, Amazonas.
Preço: R$ 10.800, sem frete.
Garantia: Três anos sem limite de quilometragem, com sete revisões com trocas de óleo incluídas.
 
 

 

 

TRÂNSITO LIVRE

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