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Teste: Honda CR-V 2017 - Referência reforçada

09/03/2017 11:00  - Fotos: Divulgação
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Honda quer manter o novo CR-V como crossover mais vendido do mundo

por Rubén Hoyo
do Auto Cosmos/México
exclusivo no Brasil para Auto Press

O Honda CR-V – de Compact Recreational Vehicle, ou veículo recreativo compacto –, desde que foi lançado, em 1995, tem a plataforma derivada do Civic. E, com a recente chegada da décima geração do sedã da marca japonesa, o crossover , em sua linha 2017, herdou as linhas e a estrutura do três volumes. Só no ano passado, o CR-V vendeu mais de 750 mil unidades – metade deles nos Estados Unidos – e é o SUV mais vendido do mundo. Por isso mesmo, virou parâmetro para quem quer produzir um SUV/crossover bem sucedido. Mas a Honda pretende aumentar ainda mais essa cifra com o lançamento da quinta geração do carro feita no México e enviada de lá para os Estados Unidos – e também para o Brasil.

Por fora, o novo CR-V incorpora um desenho moderno bastante familiar ao do Civic. A dianteira é marcada pela grade chamada pela Honda de Solid Wing Face, que também está presente em outros modelos da marca. A traseira exibe lanternas reluzentes, finas, que lembram o formato em “C” das que estão no sedã – com a ressalva de que são alargadas até o centro da tampa do porta-malas e esticadas até a parte de cima do vidro. Outras características em destaque são os novos faróis – agora com iluminação total em led –, o duplo escapamento e as novas rodas de 18 polegadas com raios diamantados, que conferem ao carro um visual ainda mais esportivo.

O interior do CR-V também lembra o do Civic. A tela central de sete polegadas é sensível ao toque e oferece imagens de alta resolução. Além disso, o sistema de entretenimento possui compatibilidade com as tecnologias Android Auto e Apple Carplay e conta com nove alto-falantes e um subwoofer. Há ainda quatro portas USB para carga rápida de dispositivos e possibilidade de instalar aplicativos, como Spotify, por exemplo. Uma curiosidade é que a Honda implantou no CR-V um botão tradicional para aumentar ou diminuir o volume, já que no Civic isso só era possível num controle deslizante não tão prático.

Para dar movimento ao CR-V, a Honda adotou duas opções de motor. O destaque vai para o inédito 1.5 turbo que equipa a versão de topo Touring (o mesmo do Civic, mas recalibrado): trata-se de um quatro cilindros com injeção direta de combustível, com 188 cv de potência e 24,7 kgfm de torque disponíveis desde as 2 mil rpm. A outra opção de motor, que equipa a versão de entrada EX, é o já conhecido 2.4 litros de 184 cv e 24,8 kgfm de torque a 3.900 rpm. Todos esses trens de força são acoplados a uma caixa automática do tipo CVT.

Graças à nova plataforma, o Honda CR-V 2017 “emagreceu” 33 kg e agora pesa 1.544 kg. Mesmo com peso menor, o SUV da marca japonesa cresceu 11 mm em seu comprimento para 4,59 m e ganhou 4 cm no entre-eixos, que chega a 2,66 m. Essas medidas permitem principalmente uma habitabilidade bastante generosa aos assentos traseiros, além de conforto e estabilidade.

Em termos de segurança, o novo CR-V conta com seis airbags, freios ABS, controle de estabilidade, monitor de pressão dos pneus, câmara de ré, assistente de troca de faixas e monitor de ponto cego que mostra na tela central imagens de objetos e outros veículos através da câmara montada no espelho retrovisor direito. Por último, um sistema monitora o nível de atenção do condutor.

 

Nos Estados Unidos, os preços do CR-V 2017 começam nos US$ 26.695 para a versão de entrada EX (aproximadamente R$ 83.726), US$ 29.195 para a versão intermediária EX-L (aproximadamente R$ 91.500) e US$ 32.395  para a versão de topo Touring (em torno de R$ 101.600). Ainda não há previsão para a chegada do modelo ao Brasil. (colaboração de Victor Alves/Auto Press)

Primeiras impressões

O som do silêncio

Cidade do México/México – Na estrada, o Honda CR-V 2017 transmite confiança, estabilidade e deixa o motorista saber que suas capacidades na curva são mais que suficientes. A direção é precisa e trabalha adequadamente, e o mesmo se passa com os freios, que presumem um funcionamento firme. No entanto, o que mais chama atenção é o refinamento e bom isolamento acústico que o SUV oferece.

Foram incorporadas grandes quantidades de elementos para reduzir a infiltração de ruídos. Em marcha, não é possível perceber nenhum barulho do trabalho dos componentes mecânicos – mesmo em se tratando de caixa CVT, que geralmente é ruidosa.

A capacidade do novo motor turbo para entregar o torque com rotação baixa faz da CR-V um crossover bastante superior, que acelera com contundência e transmite confiança nas conduções rápidas que uma rodovia exige – como uma ultrapassagem, por exemplo.

 

TRÂNSITO LIVRE

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