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Jeep Renegade Sport 1.8 automático - Ajustes de ocasião

08/03/2017 18:30  - Fotos: Jorge Rodrigues Jorge/Carta Z Notícias
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No embalo do Compass, Jeep Renegade Sport 1.8 ganha potência e torque, mas desempenho segue moderado

por Marcio Maio
AutoPress

 O Brasil é um mercado de grande importância para a Jeep. A FCA, dona da marca, investiu alto em publicidade quando lançou o Renegade por aqui – com produção nacional, na fábrica de Goiana, em Pernambuco –, ampliou a rede de concessionárias e fez o lançamento global do novo Compass no país. E talvez tenha sido justamente o próprio Compass a determinar a necessidade de mudança no Renegade, em menos de dois anos de vendas, para não perder tanto espaço e se prejudicar no line up da fabricante. Isso porque, já no primeiro mês de vendas do Compass, ele emplacou 3.708 unidades, apenas 290 a menos que o Renegade. Não surpreende que a Jeep tenha se antecipado e promovido alterações no motor 1.8 flex, responsável por cerca de 1/3 d os emplacamentos do Renegade. Caso da configuração de entrada Sport. 

As evoluções no Renegade 1.8 flex que chegaram com a linha 2017 do SUV compacto englobam partida a frio sem tanque auxiliar, sistema Stop/Start, bomba de combustível inteligente e óleos de baixo atrito para motor e transmissão. As alterações no propulsor fizeram o trem de força ficar 5% mais potente, rendendo 7 cv a mais e 0,2 kgfm extras de torque. Agora a potência máxima é de 139 cv a 5.750 rpm, com etanol. O torque máximo subiu para 19,3 kgfm a 3.750 rpm. Com isso, a marca promete melhor desempenho, maior agilidade nas situações mais corriqueiras de trânsito, mais prazer ao dirigir e menores índices de consumo e de emissões – até 10% a menos, dependendo da versão.

Outro importante recurso que todo Renegade com o motor 1.8 Evo recebeu foi o modo de condução Sport. Acionando esse botão no painel, logo acima dos comandos do ar-condicionado, o carro não apenas apresenta uma sensação maior de prontidão, como realmente entrega mais desempenho. O acelerador fica mais direto e, nas versões com câmbio automático de 6 marchas, o ajuste é focado em performance, demorando mais para trocar as marchas, entre outras medidas.

O Renegade Sport 1.8 sai de fábrica bem equipado. As rodas são de liga leve em 16 polegadas e há ar-condicionado, controle de cruzeiro, direção elétrica, sensor de estacionamento traseiro, freio de estacionamento elétrico, rádio com USB e Bluetooth, retrovisores, vidros e travas elétricos e alarme, além de diversos outros “mimos”. Controle de estabilidade e de tração, sistema anticapotamento, assistente de partida em rampas, alerta de limite de velocidade e de manutenção programada, Isofix para fixação de assentos infantis, limitador de velocidade e luz diurna garantem a segurança. Uma relação que mostra que o Renegade, apesar da imagem de fora de estrada que a marca carrega, ainda pode ser encarado como opção para quem busca um veículo urbano de porte familiar – sem abrir mão do jeito aventureiro de ser. 

 
Ponto a ponto
 
Desempenho – O motor 1.8 flex de origem Fiat e tração dianteira passou por mudanças no final do ano passado e passou dos 132 cv e 19,1 kgfm para 139 cv e 19,3 kgfm, disponíveis a 3.750 giros. Os 5% a mais de potência não chegam a mudar de forma significativa o rendimento do SUV, que começa a responder às pisadas no acelerador para valer só depois das 3 mil rotações. Ultrapassagens e retomadas exigem reduções bruscas de marchas, mas o câmbio automático de seis velocidades trabalha em bom equilíbrio com o motor, facilitando a vida do motorista. Nota 7.
 
Estabilidade – As rolagens de carroceria aparecem, mas são bem controladas. A direção tem peso correto e o utilitário esportivo compacto se mantém equilibrado em curvas sem grandes dificuldades. Além disso, seu controle eletrônico de estabilidade conta com sistema que detecta o risco potencial de capotamento do veículo e intervém na força de frenagem. A sensação de segurança é constante. Nota 9.
 
Interatividade – À primeira vista, o volante pode parecer ter botões em excesso. Mas não é difícil se acostumar às funções de cada um deles. A versão oferece câmara de ré, que ajuda nas manobras de estacionamento, e o controle de velocidade de cruzeiro é bem-vindo nas viagens longas de estrada. Nota 8. 
 
Consumo – O Inmetro avaliou o Jeep Renegade Sport 1.8 flex em seu Programa Brasileiro de Etiquetagem e o SUV registrou médias de 6,5/9,5 km/l na cidade e 7,6/10,9 km/l na estrada com etanol/gasolina no tanque. O resultado foi nota B em sua categoria e C no geral, com 2,18 MJ/km de consumo energético. É apenas razoável para a categoria em que atua, principalmente por ser um projeto moderno. Nota 6.
 
Conforto – O isolamento acústico é bom e o espaço, suficiente para que quatro pessoas viajem sem apertos. A suspensão absorve com competência eventuais falhas no piso, mas os bancos não são tão aconchegantes na versão de entrada do Renegade. Nota 7.
 
Tecnologia – A plataforma do Renegade usa como base a mesma do Fiat 500X, mas com ajustes que aperfeiçoaram, entre outras coisas, sua rigidez torcional. O SUV é recheado de tecnologias, como controle eletrônico de estabilidade e tração, sistema anticapotamento, direção elétrica, cruise control, freio de estacionamento elétrico e hill assist, entre outras. O motor flex de sua versão de entrada, no entanto, é antigo e as mudanças realizadas recentemente não alteraram significativamente desempenho ou eficiência energética. Nota 7.
 
Habitabilidade – A posição para dirigir é boa e o espaço, bem aproveitado. O número de porta-trecos é suficiente para levar tudo que precisa estar mais à mão do motorista e, apesar de um pouco alto, não é necessário muito esforço para entrar ou sair do Jeep. Em compensação, o porta-malas decepciona: leva apenas 260 litros. Nota 7.
 
Acabamento – O Renegade Sport mescla a qualidade aparente da assinatura Jeep com uma robustez um tanto bruta – que remete à tradição aventureira da marca. Os encaixes são perfeitos, mas o “aroma” do interior não nega a associação com a Fiat na fábrica em que o modelo é produzido, em Goiana, em Pernambuco – a mesma de onde sai a picape Toro. Nota 8.
 
Design – Apesar das formas mais quadradas e retangulares, o SUV compacto pernambucano tem um aspecto jovial e bastante moderno. As lanternas traseiras com luzes que formam um X são charmosas, assim como os faróis redondos que ajudam a compor uma imagem mais robusta à dianteira. Nota 9.
 
Custo/benefício – O Renegade Sport 1.8 automático começa em R$ 86.990 com transmissão de seis velocidades. Com central multimídia com tela de cinco polegadas, Bluetooth, USB e GPS, chega a R$ 90.495. Sai mais barato que um Honda HR-V EX, configuração intermediária, que custa R$ 93 mil e não tem GPS. Em compensação, um Peugeot 2008 1.6 Griffe automático é bem equipado, tem teto panorâmico e sai a R$ 82.490. Um Renault Duster Dynamique 2.0 completo é R$ 86.020, mas não tem controle eletrônico de tração e de estabilidade. Um Ford EcoSport FreeStyle 1.6 automático não tem câmara de ré, mas é vendido por R$ 89.30 já com seis airbags e revestimentos em couro. Nota 7.
 
Total – O Jeep Renegade Sport 1.8 flex somou 75 pontos em 100 possíveis.
 
Impressões ao dirigir
 
Funcionalidade racional
 
Um dos principais atrativos do Jeep Renegade Sport 1.8 é o fato de que, sem outro Renegade ao lado de configuração mais cara para comparar, dificilmente se nota qualquer condição de versão de entrada. O revestimento em tecido – mesmo em um carro que custa mais de R$ 90 mil completo – talvez seja o único traço que denuncia isso, mas não chega a comprometer tanto seu acabamento. 
 
 
As alterações promovidas no motor 1.8 flex, que agora rende 7cv, totalizando 139 cv, não mudam muito o desempenho do carro. Sem que o SUV esteja cheio, não há sensação de falta de força. Mas também não há sobras. Qualquer manobra mais vigorosa só é feita acima dos 3 mil giros, mas a transmissão ajuda e, quando se pisa com vontade o acelerador, mantém o conta-giros sempre em rotações mais altas. A suspensão é digna de elogios e, mesmo em curvas mais fechadas realizadas em alta velocidade, faz o modelo se comportar bem. Além disso, todas as configurações contam com controle eletrônico de estabilidade e tração.
 
 
O interior é repleto de plásticos, mas aparentemente de boa qualidade e que expressam uma ideia de robustez que combina com a identidade fora de estrada da marca. De maneira geral, o habitáculo é muito bem resolvido. A central multimídia opcional com tela de cinco polegadas tem utilização intuitiva e conta com GPS, o que facilita a rotina de quem anda nas grandes metrópoles. A visibilidade é boa tanto à frente quanto atrás e a câmara de ré do pacote simplifica as manobras de estacionamento. A forma retangular da carroceria beneficia os passageiros mais altos. O porta-malas, porém, decepciona. São só 260 litros, uma medida que chega a ser inferior à de vários hatches compactos. Um Renault Duster, por exemplo, leva 475 litros.
 
Ficha técnica
 
Jeep Renegade Sport 1.8 flex automático
 
Motor: Gasolina e etanol, dianteiro, transversal, 1.747 cm³, quatro cilindros em linha, quatro válvulas por cilindro e comando simples no cabeçote. Injeção eletrônica multiponto e acelerador eletrônico.
Transmissão: Câmbio manual de cinco ou automático de seis marchas à frente e uma a ré. Tração dianteira. Oferece controle de tração.
Potência: 130 cv com gasolina a 5.250 rpm e 139 cv com etanol a 5.750 rpm.
Torque máximo: 18,6 kgfm com gasolina e 19,3 kgfm com etanol a 3.750 rpm.
Aceleração 0-100 km/h: 11,5 segundos.
Velocidade máxima: 181 km/h.
Diâmetro e curso: 80,5 mm x 85,8 mm. Taxa de compressão: 12,5:1.
Suspensão: Dianteira independente do tipo McPherson, braços oscilantes inferiores com geometria triangular e barra estabilizadora, amortecedores hidráulicos e pressurizados e molas helicoidais. Traseira independente do tipo McPherson, links transversais/laterais, barra estabilizadora, amortecedores, hidráulicos e pressurizados e molas helicoidais.  Controle eletrônico de estabilidade e sistema anticapotamento. 
Pneus: 215/65 R16.
Freios: Discos ventilados na frente e sólidos atrás. Oferece ABS com EBD e assistente de partida em rampas. 
Carroceria: Utilitário compacto em monobloco, com quatro portas e cinco lugares. 4,23 metros de comprimento, 1,80 m de largura, 1,66 m de altura e 2,57 m de entre-eixos. Airbags frontais de série.
Peso: 1.393 kg (câmbio manual) e 1.432 kg (transmissão automática).
Capacidade do porta-malas: 260 litros (1.300 litros com bancos rebatidos).
Tanque de combustível: 60 litros.
Lançamento mundial: 2014.
Lançamento no Brasil: 2015.
Produção: Goiana, Pernambuco.
Itens de série: Freios ABS, airbags dianteiros, ajuste do volante em altura e profundidade, alarme, alerta de limite de velocidade e manutenção programada, apoia-braço com porta objetos, ar-condicionado, banco do motorista com regulagem de altura, banco do passageiro dianteiro rebatível, banco traseiro bipartido 60/40 e rebatível, chave canivete com telecomando, comandos do sistema de áudio e Bluetooth no volante, computador de bordo, controle de estabilidade e tração com sistema anticapotamento, controle de estabilidade para trailer, direção elétrica, faróis e lanterna traseira de neblina, freio de estacionamento eletrônico, ganchos de fixação de carga no porta-malas, assistente de partida em rampas, Isofix, limitador de velocidade, luzes diurnas, piloto automático, rack de teto, rádio integrado ao painel com RDS e porta USB, retrovisores externos elétricos, rodas de liga leve de 16 polegadas, sensor de estacionamento traseiro, sistema de áudio com 6 alto-falantes, USB e Bluetooth, sistema de monitoramento indireto dos pneus, Start/Stop, travas elétricas nas portas e porta malas e vidros elétricos nas quatro portas com one touch.
Preço: R$ 86.990
Opcionais da versão testada: Sistema de rádio com tela de 5 polegadas touchscreen com Bluetooth, USB e Sistema de reconhecimento de voz com Sistema de Navegação GPS, câmara de ré, volante com acabamento em couro e tecla para comando do sistema de reconhecimento de voz. 
Preço: R$ 90.495.
 
 

 

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