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Tempo de acelerar: veja as perspectivas do Grupo Volvo América Latina

15/02/2017 11:17  - Fotos: Divulgação
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Tempo de acelerar: veja as perspectivas do Grupo Volvo América Latina

Depois de um 2016 difícil, empresa traça estratégias para voltar a crescer

por Luiz Humberto Monteiro Pereira
Auto Press

 
Em 2016, o mercado brasileiro de caminhões e ônibus voltou aos patamares de 2002 – 50.292 caminhões e 13.646 ônibus emplacados. Em relação a 2015, o ano passado fechou com retração de 29,92% nas vendas de caminhão e de 32,92% nas vendas de ônibus. Esse ano, as marcas que atuam no setor traçam suas estratégias para voltar a crescer. É o caso do Grupo Volvo. Apesar da retração das vendas nacionais ter sido particularmente acentuada no segmento onde sempre foi mais forte – o de caminhões pesados –, a fabricante sueca encontra razões para comemorar. E já planeja estratégias para ampliar sua participação. “Perseguiremos oportunidades de crescer e essas oportunidades existem”, avisa Wilson Lirmann, presidente do Grupo Volvo América Latina – que tem sede em Curitiba e administra as marcas controladas pela empresa escandinava em 20 países latino-americanos, exceto México.
 
 
Entre os setores da empresa que tiveram expansão no Brasil, apesar da retração de vendas de veículos, está a comercialização de peças e serviços. Em alguns casos, apresentaram até recordes. O Dynafleet, sistema de conectividade e gestão de frotas da Volvo, teve um crescimento de 60% em 2016, em relação a 2015. Já os planos de manutenção de frotas também apresentaram números positivos, assim como a área de vendas de veículos através de consórcios – que, em 2016, atingiu a marca de R$ 1,15 bilhão, um crescimento de 5% em relação ao ano anterior. E a Volvo Financial Services financiou 60% dos caminhões da marca vendidos no Brasil no ano passado – o percentual historicamente ficava em torno dos 40%.
 
 
O declínio das vendas de caminhões e ônibus no Brasil gerou uma alteração no mix de exportações da fábrica da Volvo no Paraná. Em 2015, 29% da produção era exportada. No ano passado, o percentual de exportação atingiu 42% da produção. O bom momento de alguns mercados da região, como Chile e Peru, também ajudou a embalar as vendas ao exterior. Apesar da crise brasileira, o conglomerado sueco anunciou que investirá R$ 1 bilhão na América Latina até 2019 – e 90% desse total serão investidos no Brasil, na fábrica de Curitiba, em novos produtos e na expansão da rede de concessionários. “Acreditamos que as vendas de caminhões no Brasil em 2017 fiquem entre a estabilidade e um aumento de 10% nas vendas em relação ao ano passado. Mas a reação nos emplacamentos só deve começar a ser perceptível a partir de abril”, acredita Bernardo Fedalto, diretor de caminhões da Volvo no Brasil, Paraguai, Bolívia e Uruguai. No transporte de cargas, o carro forte da empresa continua a ser o pesado FH, que lidera as vendas do segmento no Brasil com 27,9% de “share”. A caixa de câmbio eletrônica I-Shift, que teve sua sexta geração lançada no Brasil no ano passado, já equipa praticamente 100% dos caminhões pesados fabricados pela Volvo no país. E a linha semipesada VM, apesar da redução nos emplacamentos totais, tem ganhado participação nas vendas em seu segmento. 
 
 
No setor de ônibus, o mercado brasileiro já foi o maior do mundo para a Volvo – hoje ocupa uma modesta sexta posição no ranking da empresa. Em 2016, mais de metade da produção da fábrica brasileira foi exportada e o “market share” local da marca nos segmentos urbanos e rodoviários subiu sutilmente, de 9,3% para 9,5%. Mas a expectativa da Volvo é que o mercado brasileiro em 2017 possa crescer entre 10% e 15%, embalado pelo início de mandato nas prefeituras municipais – período em que, normalmente, os novos prefeitos aproveitam para “mostrar serviço”. Além dos ônibus urbanos, a marca aposta no crescimento dos modelos articulados, utilizados nos sistemas BRT – “Bus Rapid Transit”, onde os ônibus circulam em vias segregadas e com cobrança da tarifa em estações. “Nessa categoria, um dos destaques da marca na região é o biarticulado Gran Artic 300, com 30 metros de comprimento e capacidade para 300 passageiros, que é o maior ônibus do mundo”, explica Fabiano Todeschini, presidente da Volvo Bus Latin America. Nas grandes megalópoles latinas, a marca divulga sua experiência bem sucedida com um ônibus híbrido-elétrico que se carrega de eletricidade nas próprias estações. Esse modelo já circula na cidade sueca de Gotemburgo – onde fica a sede da empresa, que comemora seus 90 anos em 2017. Mas as expectativas em relação aos ônibus também são boas no segmento rodoviário, onde o modelo B310R – um chassi 4X2 com motor de 310 cv – foi lançado em 2016 e tornou-se um destaque do portfólio local da marca. 
 

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