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Teste: Yamaha MT-03 - Efeito convergente

17/11/2016 09:12  - Fotos: Jorge Rodrigues Jorge/Carta Z Notícias
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Teste: Yamaha MT-03 - Efeito convergente

Yamaha MT-03 vira sucesso de vendas ao unir desempenho, visual e preço

por Eduardo Rocha
Auto Press

São poucos os casos comparáveis ao que acontece com a MT-03 no Brasil. O mercado de modelos street – ou naked – de média cilindrada seguia morno. Kawasaki Z300, Honda CB 500 F e KTM 390 Duke, motos com preço entre R$ 20 mil e R$ 24 mil, emplacavam somadas pouco mais de 250 unidades mensais. Mas tudo se agitou quando o modelo da Yamaha chegou, em abril. Logo no primeiro mês de vendas, foram 663 unidades. E este ritmo se mantém está hoje. Nos sete primeiros meses foram 4.351 vendas, ou 625 na média mensal. O que significa duas vezes e meia a soma das vendas das três rivais que mais se aproximam.



O preço, de R$ 21.459, não justifica esta discrepância – a Z300, por exemplo, custa quase R$ 1 mil a menos. Os 42 cv também não a tornam a mais potente. A Honda CB, que tem motor 50% maior, rende 50,4 cv e a KTM 390 Duke, com motor 20% maior, chega a 44 cv. O que poderia explicar o fenômeno seria uma convergência de fatores. A MT-03 é um produto moderno que deu vazão à simpatia e à imagem de qualidade que a marca desfruta no mercado.



Em relação à versão com roupagem mais esportiva, a Yamaha YFZ-R3, a diferença é ainda mais gritante. A MT-03 vende quatro vezes mais, apesar de a versão carenada custar apenas R$ 4,00 a mais. O motor das duas é rigorosamente o mesmo. Trata-se de um bicilíndrico refrigerado a líquido com 320,6 cm³. Os 42 cv de potência são extraídos a 10.750 rpm, enquanto o torque de 3,02 kgfm aparece a 9 mil giros. Mais que o suficiente para empurrar uma moto de 169 kg na versão com ABS – 1 kg a menos que a R3. O conceito da MT-03 realmente caiu no gosto do consumidor. Uma motocicleta urbana, com uma posição de pilotar mais confortável, mas também capaz de encarar uma rodovia sem atrapalhar o tráfego nem abusar da paciência do piloto.



Outros componentes mecânicos, como suspensão e freios, também são compartilhados entre as duas. Na frente, os amortecedores telescópicos têm 130 mm de curso, enquanto atrás o monochoque tem curso de 125 mm na roda e 45 no amortecedor. Já os freios têm disco simples de 298 mm e pinça com pistão duplo flutuante na frente e disco simples de 220 mm e pinça com pistão simples fixo na traseira.



Os ingredientes da pequena superesportiva encontraram na MT uma roupagem mais despojada e de forte personalidade. Externamente, são poucas as peças compartilhadas com a R3, como para-lamas dianteiro, painel e lanterna traseira. No mais, as linhas são pensadas para tornar a MT-03 uma naked com cara de brava. O farol verticalizado, o motor exposto e pintado de preto, a pequena carenagem em torno do painel e o banco em duas alturas dão um aspecto bem agressivo ao modelo.

Impressões ao pilotar

Equilíbrio de propostas

A Yamaha MT-03 é extremamente equilibrada. E não só dinamicamente. A posição diante do guidão é confortável e, ao mesmo tempo, oferece um total controle sobre a motocicleta. A suspensão filtra bem as imperfeições no piso, mas também permite uma interação mais esportiva com o modelo. O som produzido pelo motor bicilíndrico, um zumbido levemente rouco, é agradável de ouvir quando se passeia pacatamente, mas se torna instigante quando atinge giros mais altos.



Nesses momentos, a naked da Yamaha mostra uma verve bastante esportiva. A aceleração de zero a 100 km/h é feita em 6 segundos e a máxima fica em 200 km/h. O mais impressionante, porém, é a sensação de confiança que a MT-03 transmite. As suspensões são extremamente eficientes e rápidas nas respostas às mudanças de direção. Os freios também são confiáveis, ainda mais com ABS, como no modelo testado.



Merece destaque também a ótima posição de pilotar. O condutor fica encaixado entre o tanque e o ressalto do assento do carona e tem total controle sobre o modelo, que nas curvas reage muito bem tanto ao contra-esterço quanto ao pêndulo. Outro aspecto que chama a atenção na MT-03 – e certamente contribiu para suas boas vendas – é o cuidado na confecção e acabamento das peças, o que aumenta a percepção de valor do modelo.

Ficha técnica

Yamaha MT-03

Motor: Gasolina, quatro tempos, 320,6 cm³, dois cilindros paralelos, quatro válvulas por cilindro, comando duplo no cabeçote e injeção eletrônica.

Câmbio: Manual de seis marchas com transmissão por corrente.

Potência máxima: 42 cv a 10.750 rpm.

Torque máximo: 3,02 kgm a 9 mil rpm.

Diâmetro e curso: 68 mm X 44,1 mm.

Taxa de compressão: 11,2:1.

Suspensão: Garfo telescópico com 130 mm de curso. Tra-seira do tipo monochoque com sete regulagens na pré-carga da mola, com 125 mm de curso.

Pneus: 110/70 R17 na frente e 140/70 R17 atrás.

Freios: Disco simples de 298 mm e pinça com pistão duplo flutuante na frente e disco simples de 220 mm e pinça com pistão simples fixo na traseira. ABS opcional.

Dimensões: Motocicleta com chassis tipo diamante de dois lugares com 2,09 metros de comprimento total, 0,75 m de largura, 1,04 m de altura, 1,39 m de distância entre-eixos e 0,78 m de altura do assento.

Peso: 169 kg.

Tanque do combustível: 14 litros.

Produção: Manaus, Brasil.

Lançamento mundial: 2015.

Lançamento no Brasil: 2016.

Preço: R$ 21.459.

Preço: R$ 23.490.

 


   

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