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Teste: Chevrolet Cobalt Elite - No topo da cadeia

16/11/2016 20:12  - Fotos: Jorge Rodrigues Jorge/Carta Z Notícias
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Teste: Chevrolet Cobalt Elite - No topo da cadeia

Cobalt Elite evolui para seguir como sedã compacto mais prestigiado da Chevrolet

por Márcio Maio
Auto Press

A Chevrolet deu ao Cobalt uma responsabilidade e tanto no final de 2015: foi primeiro modelo a testar por aqui a nova identidade visual da marca, agora presente em quase toda a linha. Mas o face-lift pecou por um detalhe: afetou unicamente a estética do veículo e deixou de lado qualquer evolução mecânica. Algo que foi corrigido na linha 2017 do sedã, que ganhou modernizações no motor 1.8 litro – o único oferecido – capazes de fazer dele, segundo a marca, o mais econômico nesta litragem e com tecnologia flex do país. Um avanço que deixou a configuração de topo Elite com um custo/benefício mais atraente, já que alia a dose extra de requinte de versão de topo à eficiência energética comprovada pelo InMetro.



O motor 1.8 agora entrega mais potência e força em rotações mais baixas, por uma série de melhorias que resultaram, de acordo com a Chevrolet, em 21% de redução no consumo. Ele desenvolve até 111 cv de potência em 5.200 rpm e 17,7 kgfm de força a 2.600 giros com etanol no tanque – antes, esses valores eram de 108 cv a 5.400 rpm e 17,1 kgfm a 3.200 giros. O conjunto de pistões, bielas e anéis foi redesenhado e ficou mais leve, enquanto os anéis de pistão e o tipo de óleo lubrificante também sofreram alterações. O módulo eletrônico, responsável por controlar diversas funções do motor, está, segundo a fabricante, 40% mais rápido e potente. Novos sistemas de arrefecimento de gerenciamento de cargas elétricas completam o pacote.



Outras alterações ocorreram na direção, que deixou de ser hidráulica e passou a ser elétrica, e na suspensão, com a adoção de um novo conjunto de molas e amortecedores. O conjunto recebeu novos cubos de roda e barra estabilizadora e ficou 10 mm mais baixo. A marca ainda mexeu na transmissão automática, de seis velocidades, para deixá-la mais suave e “inteligente” no trânsito.



No interior, novas funções chegam ao sistema OnStar. Caso da navegação por setas projetada na tela da central multimídia – que já conta com Android Auto e o Apple CarPlay – e com instruções por voz, que ajudam diante da ausência de GPS no equipamento. Há também um aplicativo para smartphone com dispositivo de diagnóstico, que informa a pressão de cada um dos pneus e a quilometragem total percorrida pelo automóvel. Além disso, o sistema contempla mais de 20 serviços de emergência, segurança, concierge e conectividade a partir de um botão no retrovisor interno que o conecta a uma central com atendimento humano. Sensores espalhados pela carroceria detectam quando o automóvel se envolve em um acidente mais grave e alertam o Centro de Atendimento, que pode solicitar automaticamente uma equipe de resgate até o local. O automóvel também é monitorado e o motor pode ser bloqueado remotamente em caso de roubo.



Ponto a ponto

Desempenho – O motor 1.8 litro passou dos 108 cv para 111 cavalos de potência e o torque, que era de 17,1 kgfm com etanol, agora chega a 17,7 kgfm. Além disso, ele passou a aparecer em 2.600 giros e não nas 3.200 rpm anteriores. A mudança confere arrancadas e retomadas mais vigorosas e a transmissão automática de seis velocidades segue em boa harmonia com o propulsor. As respostas às pisadas no acelerador são praticamente imediatas. Nota 8.

Estabilidade – O Cobalt Elite não chega a ser um sedã que inspire esportividade. Mas se sai bem quando se extrai um pouco mais de força de seu propulsor. O equilíbrio se mantém tanto nas curvas quanto nas retas, mesmo em velocidades mais elevadas. Há as rolagens de carroceria típicas da categoria, porém a sensação de segurança se mantém presente. Mas não convém levá-lo ao limite: não há controles dinâmicos que corrijam qualquer excesso. Nota 8.

Interatividade – O interior do sedã compacto é bem resolvido e extremamente funcional. A tela “touch” de 7 polegadas da central multimídia tem uso intuitivo e, apesar da ausência de GPS, a partir do sistema OnStar é possível receber ali as indicações do caminho que se quer seguir. A direção também mudou e agora é elétrica. A marca insiste em manter as trocas manuais da transmissão automática em um desajeitado botão na alavanca. Não dá a menor vontade de recorrer a ele. Nota 7.

Consumo – De acordo com o InMetro, o motor utilizado no Cobalt Elite é o 1.8 flex mais eficiente do Brasil. A versão chega a 7,6/10 km/l com etanol na cidade/estrada e 11,1/14,4 km/l com gasolina nas mesmas condições. O resultado é 1,76 MJ/km de consumo energético e notas A na categoria e B na geral. Nada mau. Nota 9.

Tecnologia – A plataforma é a Gamma II, usada mundialmente pela GM para modelos compactos de tração dianteira. Não é sofisticada e, em mercados centrais, estaria chegando ao fim de sua vida útil – é de 2010. Os recursos tecnológicos do Cobalt Elite não vão muito além do sistema multimídia touchscreen. O OnStar, no entanto, é um bom diferencial. E o motor passou por melhorias consideráveis neste ano. Nota 7.

Conforto – É um dos pontos altos da versão. O espaço traseiro é amplo para pernas e cabeças e até mesmo um quinto elemento não prejudica as viagens mais curtas. Os bancos revestidos em couro possuem boa densidade e a suspensão absorve com eficiência os desníveis das ruas brasileiras. Nota 8.

Habitabilidade – Há nichos suficientes para acomodar os objetos que precisam estar à mão do motorista. Além do habitáculo espaçoso, entrar e sair do veículo é fácil devido ao bom ângulo de abertura das portas. O porta-malas é outro ponto a favor: carrega expressivos 563 litros e facilita a vida de quem costuma viajar em família. Nota 9.

Acabamento –Os plásticos rígidos são abundantes, mas a versão Elite traz revestimentos em couro que mistura preto e marrom, uma combinação de bom gosto e que insere até certo requinte ao sedã. Há detalhes em preto brilhante no centro do painel, na moldura do sistema multimídia, e nas extremidades, nas saídas laterais do ar-condicionado e em parte da alavanca do câmbio. Nota 8.

Design – Depois do face-lift no final do ano passado, o Cobalt abandonou o visual quadradão que lhe rendeu algum “bullying”. Mesmo não se tratando de uma nova geração, o três volumes agora em nada lembra sua aparência anterior. Ficou mais elegante e transmite a sensação de ser até maior do que é. Nota 9.

Custo/Benefício – O Chevrolet Cobalt Elite está entre os sedãs compactos mais caros do mercado – a própria Chevrolet tem o Prisma LTZ abaixo dele. Custa R$ 68.990, mas não contempla opcionais. Há opções mais baratas, mas a boa força de seu motor, a transmissão automática eficiente e sua economia de combustível constatada pelo InMetro contam a favor. É difícil achar outro três volumes mais barato com o mesmo nível de equipamentos e motorização 1.8. Nota 7.

Total – O Chevrolet Cobalt Elite somou 80 pontos em 100 possíveis.

Impressões ao dirigir

Alguém na multidão


A Chevrolet conseguiu mudar completamente a “cara” do Cobalt. De sedã “quadradão” e com visual de gosto duvidoso, hoje o três volumes se destaca entre os sedãs compactos nacionais. A marca também tratou de posicioná-lo no topo de seus compactos, deixando para o Prisma a motorização 1.4 e mantendo apenas o 1.8 litro no Cobalt, agora retrabalhado e pronto para entregar 111 cv. Não chega a ser um arroubo de potência, mas principalmente a mudança do torque, que ganhou 0,6 kgfm – total de 17,7 kgfm – e passou a aparecer 600 rpm mais cedo – em 3.200 giros – é sentida. Serviu para apagar aquela ligeira decepção que o face-lift trouxe, já que as alterações promovidas no ano passado se resumiram à estética exterior do modelo.



A configuração de topo Elite reforça a imagem de requinte que a Chevrolet quer entranhar no Cobalt. Os revestimentos em couro marrom e preto se juntam à central multimídia com tela touch de 7 polegadas e ao sistema OnStar de série para ajudar nessa tarefa. Em movimento, as trocas de marchas são suaves e o sistema interpreta bem a intenção das pisadas do condutor. Arrancadas e retomadas são eficientes e não é preciso esperar muito para que o sedã reaja aos comandos do motorista. O comportamento também é bom nas curvas e a direção se mostra firme mesmo em velocidades altas. Se bem que não dá para sentir muita vontade de pisar fundo a bordo de um carro como o Cobalt. O modelo está ainda mais familiar e confortável do que antes.



Ficha técnica

Chevrolet Cobalt Elite

Motor: Gasolina e etanol, dianteiro, transversal, 1796 cm³, quatro cilindros em linha, duas válvulas por cilindro e comando simples no cabeçote. Injeção e acelerador eletrônicos.

Transmissão: Câmbio automático de seis velocidades em modo sequencial à frente e uma a ré. Tração dianteira. Não possui controle de tração.

Potência máxima: 111 cv e 106 cv a 5.200 rpm com etanol e gasolina.

Torque máximo: 17,7 kgfm a 2.600 rpm e 16,8 kgfm a 2.800 rpm com etanol e gasolina.

Diâmetro e curso
: 80,5 mm X 88,2 mm. Taxa de compressão: 12,3:1.

Velocidade máxima: 170 km/h.

Aceleração de zero a 100 km/h
: 10,5 segundos.

Suspensão: Dianteira do tipo McPherson, com braço de controle ligado e barra estabilizadora. Traseira semi-independente, com eixo de torção e barra estabilizadora soldada no eixo. Não possui controle de estabilidade.

Pneus: 195/65 R15.

Freios: Dianteiros a disco ventilados e traseiros a tambor, com ABS.

Carroceria: Sedã em monobloco com quatro portas e cinco lugares. Com 4,48 m de comprimento, 1,73 m de largura, 1,52 m de altura e 2,62 m de entre-eixos. Possui airbags frontais.

Peso: 1.129 kg.

Capacidade do porta-malas: 563 litros.

Tanque de combustível: 54 litros.

Produção: São Caetano do Sul, São Paulo.

Itens de série: ar-condicionado, direção elétrica, trio elétrico, alarme, faróis de neblina, sensor de estacionamento, computador de bordo, rodas de alumínio, volante multifuncional, controle de cruzeiro, sistema multimídia My Link, serviço de assistência OnStar, bancos com revestimento em couro, câmara de ré e sensor de chuva e de luminosidade.

Preço: R$ 68.990.

 

 

 

TRÂNSITO LIVRE

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