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Teste: Fiat Toro com motor Tigershark - Apetite voraz

09/11/2016 14:36  - Fotos: Eduardo Rocha/Carta Z Notícias e divulgação (interior)
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Teste: Fiat Toro com motor Tigershark - Apetite voraz

Fiat Toro ganha motor 2.4 flex para reafirmar a condição de fenômeno de vendas

por Eduardo Rocha
Auto Press

A Toro aniquilou a fama de que a Fiat só conseguia vender carros baratos no Brasil. Em outubro, a picape – que tem preço inicial de R$ 82.930 – foi simplesmente o modelo mais vendido da marca. De quebra, assumiu o posto de segunda picape mais vendida no ano, atrás apenas da Fiat Strada. Até aqui, a Toro vem cumprindo a média próxima a 4 mil emplacamentos por mês, projetada no lançamento, no final de fevereiro. Só que a Fiat quer mais. Para ser preciso, mais 5%. É esse o ganho nas vendas da linha que a marca espera com a chegada do novo motor 2.4 Tigershark flex.



Por enquanto, o novo propulsor vai animar apenas a versão intermediária da picape, Freedom, e sempre com tração 4X2. E sempre virá acompanhado do mesmo câmbio automático de 9 marchas usado na diesel. Aliás, o preço é exatamente o praticado na Freedom diesel 4X2: R$ 98.730. A diferença entre as duas é que a versão flex traz alguns “agrados”, como capota marítima, retrovisores rebatíveis eletricamente, sensor de pressão nos pneus, volante em couro e paddle shifts. Isso somado ao conteúdo já completo, com ar, trio e direção elétricos, controle de estabilidade e tração, etc.



Mas o que realmente chama a atenção na Toro 2.4 é o motor Tigershark, dotado do sistema MultiAir de segunda geração. Trata-se de um conjunto de atuadores controlados eletronicamente que variam o tempo de abertura das válvulas de admissão individualmente. No momento de injetar a mistura ar/combustível na câmara, estes atuadores podem abrir a válvula total ou parcialmente, antecipar ou retardar o momento de abertura e até abrir as válvulas mais de uma vez no tempo de admissão. Conforme o caso, o motor ganha torque ou potência.



O propulsor Tigershark 2.4 também é dotado de recursos que tornam a Toro um micro-híbrido. Caso do start/stop e do alternador, bomba de combustível e ventoinha do radiador com sistema de controle para reduzir o consumo de combustível. O consumo pelo InMetro ficou em 5,9 e 8,6 km/l na cidade e 7,4 e 10,8 km/l na estrada, com etanol e gasolina – notas A no segmento e C no geral. No final das contas, são 174 cv com gasolina e 186 cv com etanol, enquanto o torque ficou em 23,5 e 24,9 kgfm, sempre a 4 mil giros. O zero a 100 km/h é estimado em 9,9 e 10,5 segundos e a máxima em 200 e 197 km/h, com etanol e gasolina.



A Fiat acredita que além de agregar 5% a mais nas vendas – ou 200 unidades/mês –, a Freedom 2.4 vai mexer bastante no mix da Toro. A expectativa é que a nova versão abocanhe 20% do mix da Toro, todo ele tirado da versão 1.8 flex, que hoje responde por 70% do total – que cairia para 50%. Os 30% de versões diesel se manteriam, com 23% para a Volcano e 7% divididos entre a Freedom 4X2 e 4X4.



Primeiras impressões

Força interior

Itu/SP – A chegada do motor 2.4 na Toro não mudou a lógica que a Fiat criou desde o início: suprir a demanda de um mercado mais urbanos, deixado de lado com o crescimento das picapes médias. Por isso, mesmo com maior potência, manteve a de capacidade de carga. Com um motor maior e mais forte, a Toro ganhou força para centrar fogo nas picapes médias flex, grandalhonas e desajeitadas, como Chevrolet S10 2.5, Ford Ranger 2.5 e Toyota Hilux 2.7, que são entre 110 e 160 kg mais pesadas. É exatamente na esportividade que a Toro consegue levar vantagem.



As suspensões da Toro, MacPherson na frente e multilink atrás, dá um rodar próximo ao de carro de passeio, sem alterações na trajetória, mesmo em velocidades maiores. Como qualquer carro mais alto, nos trechos mais sinuosos, a carroceria joga um pouco. Mas é preciso abusar bastante para que as assistências dinâmicas entrem em ação. Mesmo nas curvas, porém, a direção se mostra extremamente precisa: é fácil colocar a roda exatamente onde se deseja. E é bom que seja, já que o motor Tigershark empurra com vontade e conversa bem com o câmbio de 9 marchas – na verdade, cinco marchas e quatro overdrives. Principalmente nas acelerações, que são bem vigorosas. Nas retomadas, às vezes é preciso que duas ou três marchas sejam reduzidas de uma só vez, o que tira um pouco da agilidade.

 

TRÂNSITO LIVRE

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