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Teste: Toyota Prius - Mais e melhor

04/11/2016 15:12  - Fotos: Isabel Almeida/Carta Z Notícias
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Teste: Toyota Prius - Mais e melhor

Quarta geração do Toyota Prius ganha em eficiência e cresce as vendas no Brasil

por Márcio Maio
Auto Press

A preocupação de reduzir o consumo de combustível permeia a indústria automotiva desde a primeira crise do petróleo, nos anos 1970. Mas além da eficiência pura e simples, as fabricantes aproveitam para tornar esses modelos uma espécie de vitrine tecnológica. Esses dois objetivos certamente foram essenciais para a Toyota criar, em 1997, o primeiro automóvel híbrido vendido em larga escala do mundo: o Prius. E agora, quase 20 anos depois desse feito, a montadora nipônica consegue um crescimento substancial nas vendas da quarta geração do modelo no Brasil, que chegou às lojas em junho último. Muito em parte pelo preço competitivo, de R$ 126.600. Está acima da maior parte dos sedãs médios em suas versões de topo de linha disponíveis no país, mas pode chegar a rodar mais de 30 km com único litro de gasolina e ainda dá status de ecoengajado a quem dirige.



Ao longo do ano passado, a Toyota emplacou 213 Prius no Brasil, ou pouco menos de 17 unidades mensais. Mas a realidade em 2016 já é outra: esse número subiu 64,7%, para 28 vendas por mês. Não se trata de uma quantidade tão expressiva, mas é razoável pela faixa de preço em que atua e pelas dúvidas que provoca em relação à manutenção de um automóvel híbrido. A bateria, por exemplo, tem garantia de três anos, assim como o carro. A Toyota garante que ela é capaz de resistir o tempo de vida útil do veículo, mas caso seja necessário substituí-la após o período de garantia, o custo é de R$ 9.900.



No que diz respeito ao trem de força, o motor 1.8 litro VVT-1 16V a gasolina de 98 cv e 14,2 kgfm, que atua em parceria com um motor elétrico de 72 cv e 16,6 kgfm, é gerenciado pelo novo sistema Hybrid Sinergy Drive. A Toyota garante uma economia de até 20% no consumo de combustível na cidade, na comparação com a terceira geração. Fala-se muito em consumo urbano porque uma singularidade dos híbridos é gastar menos combustível em baixas velocidades, quando normalmente o modo puramente elétrico entra mais em ação.



Lançada no Japão, Estados Unidos e Europa no final do ano passado, a quarta geração do Prius é montada sobre a nova plataforma global, denominada TNGA – Toyota New Global Architecture ou nova arquitetura global da Toyota. O carro foi ligeiramente redimensionado em relação ao modelo anterior: está 6 centímetros mais comprido, 2 cm mais largo e 2 cm mais baixo, mas com o mesmo entre-eixos de 2,70 metros. O design também evoluiu em relação ao anterior e o coeficiente de penetração aerodinâmica caiu de 0,25 cx para 0,24 cx. Na frente, o capô está mais baixo e musculoso e os conjuntos óticos, em formato de T, incorporaram leds e estão mais agressivos.



No perfil, o acabamento em preto fosco na coluna traseira cria uma ideia de teto flutuante, dando uma leve impressão de se tratar de um cupê. Na traseira, as lanternas com leds em forma de bumerangue estão mais afiladas que as antigas trapezoidais. Já as logomarcas dianteira e traseira da Toyota, assim como na geração anterior, foram preservadas e seguem com um tom azulado – normalmente utilizado em projetos que visam a eficiência energética e a redução de emissão de poluentes. No interior, o painel de informações fica no alto do console central, na altura do vidro. Mas dados como velocidade e outros importantes são fornecidos também no head-up display. Os revestimentos são predominantemente pretos e há alguns detalhes cromados.



Ponto a ponto

Desempenho – Ao se extrair o máximo que o Toyota Prius tem a oferecer sem se preocupar com o consumo, o modelo se comporta como um sedã médio tradicional. Mas a verdade é que a presença do propulsor elétrico adicional e o painel digital que mostra a utilização do trem de força em tempo real estimulam o condutor a ter uma direção mais amena e tentar, ao máximo, atingir o nível de emissão zero. O câmbio CVT também não instiga esportividade. Mas o Prius está longe de ser um carro pacato. Nota 8.

Estabilidade – O comportamento em curvas é equilibrado. O Prius até traz controle eletrônico de estabilidade, mas é extremamente difícil  colocá-lo em ação, até mesmo pela proposta ecologicamente correta do veículo. A suspensão é bem calibrada e ajuda a manter as rodas bem presas ao piso. As rolagens de carroceria são praticamente imperceptíveis. Nota 9.
Interatividade – Tudo está à mão do motorista e o head up display ajuda a manter a atenção na estrada. Mas é difícil resistir a espiar o painel centra, que tem uma tela que monitora a tecnologia híbrida. Ali aparece qual motor está movendo o carro e como andam os fluxos de energia entre os sistemas – se a bateria está sendo recarregada ou se o Prius está em modo puramente elétrico, por exemplo, ou se ambos os propulsores estão em uso. Nota 9.

Consumo – Segundo o InMetro, em uso urbano, a média foi de 18,9 km/l de gasolina. Na estrada, o consumo sobe para 17 km/l. Mas com o tempo e conhecendo cada vez mais o funcionamento do sistema híbrido, é possível atingir médias até melhores. Obteve um triplo A – na categoria, no geral e nas emissões. Seu consumo energético, de 1,15 MJ/km, é o menor aferido pelo instituto. Nota 10.

Conforto – A suspensão do novo Prius evoluiu: ganhou rigidez sem comprometer o bem-estar dos passageiros – graça ao multilink na traseira. Os bancos recebem bem seus ocupantes e o espaço interno é bom para um modelo médio, com 2,70 metros de entre-eixos. Nota 8.

Tecnologia – O sistema híbrido do Prius evoluiu e ganhou eficiência. A nova plataforma também melhorou o comportamento dinâmico do modelo. No mais, tem recursos típicos do segmento de médios: sete airbags, controle de estabilidade e tração,sistema de entretenimento e som com GPS e Bluetooth. Nota 9.

Habitabilidade – Há bons porta-objetos para guardar tudo que precisa estar à mão do motorista. O porta-malas, com 412 litros, oferece um espaço razoável para a bagagem. Os acessos são fáceis ao modelo e o espaço permite que quatro adultos viajem com folga e, se for um trecho menor, até cinco pessoas se acomodem bem. Nota 8.

Acabamento – Os japoneses são mais racionais nesse quesito, mas isso não significa que o Prius decepcione. Há plásticos espalhados por toda a parte, mas os materiais aparentam boa qualidade e os encaixes são precisos. Há até algumas áreas suaves ao toque. Não existe qualquer traço de requinte, mas também não chega a fazer feio. Nota 7.

Design – O Prius tem um visual que busca incorporar aspectos futuristas. Os toques de ousadia rendem tanto comentários extremamente positivos quanto negativos. É inegável que ele se destaca nas ruas e foge um pouco da lógica da “identidade visual” adotada em toda a linha das marcas. A iluminação por leds e o tom azul nas logomarcas dianteira e traseira adicionam charme ao carro e explicitam sua vocação sustentável no line up da Toyota. Nota 8.

Custo/benefício – O Prius custa R$ 126.600, mas promete uma economia intensa de combustível. Outras opções de híbridos aqui seriam o hatch médio Lexus CT200h, que custa R$ 130 mil e é um pouco menor, e o Ford Fusion Hybrid, que parte de R$ 159.500 mas é de uma categoria superior à do modelo da Toyota.

Total – O Toyota Prius somou 83 pontos em 100 possíveis.

Impressões ao dirigir

Evolução certeira


O desenho um tanto futurista da nova geração do Toyota Prius se destaca de um jeito nas ruas que melhorou a imagem visual do modelo em comparação com o que era vendido até meados deste ano no Brasil. É claro que não chega a ser uma unanimidade, mas ouvem-se mais elogios do que críticas ao design, o que antes não acontecia. E o toque de modernidade dado às linhas e ao conjunto ótico do modelo combina bem com a quantidade de tecnologia embarcada que ele carrega.



Para entrar no carro, basta se aproximar com a chave e tocar nos botões de acesso nas portas dianteiras. A partida também é dada por um toque. O motor elétrico entra em funcionamento, mas só se pode perceber quando se acelera e o carro começa a se movimentar. O silêncio é absoluto. O propulsor é capaz de se manter no modo elétrico em velocidades utilizadas na cidade – cerca de 60 km/h – com facilidade.



Nos momentos em que é preciso extrair mais desempenho do Prius – caso de ultrapassagens ou retomadas emergenciais, por exemplo –, o motor a combustão entra em ação rapidamente e garante o vigor. Não há um ímpeto de esportividade, mas dificilmente se sente falta de força em trajetos mais planos. A percepção de segurança nas curvas também é alta, graças ao baixo centro de gravidade e à maior rigidez torcional trazida pela nova arquitetura utilizada nesta geração do híbrido. Obviamente, o câmbio CVT – indicado para garantir uma economia maior de combustível – não chega a favorecer a agilidade do sedã médio. Mas também não anestesia tanto assim o carro.
        
Ficha técnica

Toyota Prius

Motores: A gasolina, dianteiro, transversal, 1.798 cm³, quatro cilindros em linha, quatro válvulas por cilindro. Injeção eletrônica de combustível e acelerador eletrônico. Elétrico, síncrono, tranversal, alimentado por bateria de íons de lítio.

Transmissão: Câmbio automático CVT com uma marcha a ré. Tração dianteira. Oferece controle eletrônico de tração.

Potência combinada: 123 cv.

Potência do motor a gasolina: 98 cv a 5.200 rpm.

Potência do motor elétrico: 72 cv.

Aceleração 0-100 km/h: 11,4 s.

Velocidade máxima: 180 km/h.

Torque máximo do motor a combustão: 14,2 kgfm de torque a 3.600 rpm.

Torque máximo do motor elétrico: 16,6 kgfm.

Diâmetro e curso: 80,5 mm x 88,3 mm. Taxa de compressão: 13,0:1.

Suspensão: Dianteira independente do tipo McPherson, com molas helicoidais, amortecedores hidráulicos e barra estabilizadora. Traseira com triângulos superpostos do sistema multilink. Oferece controle eletrônico de estabilidade.

Pneus: 195/65 R15.

Freios: Discos ventilados na frente e sólidos atrás. Oferece ABS com EBD
Carroceria: Sedã com quatro portas e cinco lugares. Com 4,54 metros de comprimento, 1,76 m de largura, 1,49 m de altura e 2,70 m de entre-eixos. Oferece sete airbags: dois frontais, dois laterais dianteiros, dois do tipo cortina e um para o joelho do motorista. Airbags frontais, laterais, de cortina e de joelho para motorista.

Peso: 1.840 kg.

Capacidade do porta-malas: 412 litros.

Tanque de combustível: 43 litros.

Produção: Nagoya, Japão.

Itens de série: Ar-condicionado dual zone automático, sensor de chuva, relógio digital, banco do motorista com regulagem lombar elétrica, controle de velocidade de cruzeiro, vidros, travas e retrovisores elétricos, central multimídia com áudio JBL com rádio AM e FM, CD player, MP3, Bluetooth, GPS, TV, USB, AUX e tela de 7 polegadas sensível ao toque, banco do motorista com ajuste manual para distância, inclinação e altura, bancos revestidos com padrão couro e partes em material sintético, chave presencial, volante multifuncional, tomada de energia (12 V) na dianteira e traseira, carregador de celular sem fio, bancos dianteiros com sistema de aquecimento, coluna de direção ajustável em altura e profundidade, computador de bordo, rodas de liga leve de 15 polegadas, câmara de ré, alarme, luz de neblina traseira em leds, controle de estabilidade e tração, airbags frontais, laterais, de cortina e de joelhos para motorista, faróis de neblina em leds, luzes diurnas em leds, faróis de leds.

Preço: R$ 126.600.

 

TRÂNSITO LIVRE

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