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Teste: Honda CG - Evolução natural

04/11/2016 08:12  - Fotos: Divulgação
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Teste: Honda CG - Evolução natural

Honda CG, primeira motocicleta da marca feita no Brasil, chega aos 40 anos

por Eduardo Rocha
Auto Press

A história da motocicleta no Brasil e a Honda CG têm uma ligação profunda. A ponto de o modelo ter se tornado o veículo mais vendido de todos os tempos no país, com mais de 11 milhões de unidades emplacadas desde o início de sua produção em Manaus, em 1976. Mas a relação da marca com o país começou antes, em outubro de 1971, quando passou a importar oficialmente seus modelos. O desenvolvimento de um modelo designado pela sigla CG mostra bem a leitura afinada que a marca fez do país. A nomenclatura CG é exclusiva do Brasil e significa City Ground – cidade-terra –, indicando que era pensada para andar tanto para uso urbano quanto em estradas de chão. Apesar de passados 40 anos, a precariedade de nossas ruas e estradas mantém o conceito de robustez e durabilidade da CG absolutamente atual.



Nessas quatro décadas, a CG se manteve no topo do ranking ao acompanhar a evolução do mercado e da indústria. Pode-se dizer que ela passou da era analógica para a digital sem perder o ritmo. A primeira geração trazia um motor 125 cm³ de 11 cv bem tradicional – com platinado, câmbio de quatro marchas e comando por varetas. A novidade era o fato de ser uma moto de pequeno porte com motor a quatro tempos, que proporcionava grande durabilidade e economia. Na época, os motores de dois tempos tinham mais prestígio, principalmente pelo comportamento mais esportivo, pois conseguiam arrancar praticamente o dobro da potência de uma mesma cilindrada. Desde o início, no entanto, a Honda buscava se afastar da imagem marginal associada às motocicletas e apostava no conceito de veículo racional e bem-comportado.



Foi com essa filosofia que a CG foi se atualizando. Ainda na primeira geração, chamada de “bolinha”, recebeu melhorias na suspensão e, em 1981, ganhou um versão movida a álcool. Em 1983, na segunda geração, o design ganha linhas mais geométricas. O sistema elétrico passa de 6 para 12 volts, os freios a tambor ficam mais eficientes e o sistema de carburação é melhorado. Numa segunda fase, o câmbio passa a ser de cinco marchas. Em 1989 chega a terceira geração com faróis quadrados e discretas mudanças nas linhas. A maior evolução fica por conta do fim do platinado com a adoção da ignição eletrônica e, dois anos depois, o motor com comando no cabeçote, já usado na versão Turuna, é adotado em toda a linha. A potência vai 12,5 cv. Houve resistência incial à alteração pela fama de robustez do motor original, mas logo o mercado aceitou.



Na quarta geração, lançada em 1995, as linhas ganham musculatura e maior integração entre o banco e o tanque, na moda do design orgânico. Em cada mudança de geração, a suspensão e o chassi iam sofrendo evoluções. E todos os outros sistemas acompanhavam a modernização. Na quinta geração, de 2000, ganhou partida elétrica e freios a disco nos modelos de topo. Na sexta geração, de 2004, recebeu um novo motor de 150 cm³, com 14,2 cv, para compensar a perda de desempenho imposta pelas leis antipoluição. Mas o motor de 125 cm³ fica fora de linha por apenas um ano. Em 2005, ele volta na CG 125 Fun, que passa a ser o modelo de entrada.



Na sétima geração, de 2009, a CG mantém basicamente o mesmo visual no tanque e no corpo da moticicleta, mas ganha carenagem com piscas integrados. A maior mudança fica no chassi, que passa a ser do tipo diamond, mais rígido, e no motor, que ganha um sistema de injeção eletrônica. No ano seguinte, passa a trazer tecnologia bicombustível. A CG 150 se afasta tecnologicamente das versões de entrada com 125 cm³ e passa a ser tratada como modelo premium no segmento de baixa cilindrada. A oitava geração chega em 2013 com um design completamente reformulado. As linhas aproximam a CG 150 de modelos de maior cilindrada e a Honda aposta no pós-venda para alavancar as vendas: oferece três anos de garantia, com sete trocas de óleo inclusas.



Novamente as leis de regulação de emissões forçam a Honda a modificar o motor da CG. Em 2016, chega a nova geração com o propulsor redimensionado para 160 cm³ – mais exatamente, 162,7 cm³. Apesar da maior cilindrada, a potência cresce pouco, para 15,1 cv. Nesta fase o modelo ganha também sistema de freios combinados e algumas alterações no visual, como nos defletores laterais maiores. A CG 160 hoje tem as versões Titan, Fan, Start e Cargo, enquanto a CG 125 tem somente a Fan e a Cargo. De janeiro a outubro deste ano, a linha CG já vendeu quase 250 mil exemplares, sendo que mais de 180 mil são da CG 160. Ou seja: a CG chega aos 40 anos com muita estrada ainda pela frente.

Impressões ao pilotar

Motocicleta de fases

Indaiatuba/SP – Para marcar os 40 anos de mercado da CG, a Honda preparou um test-ride um pouco diferente. A marca disponibilizou sete unidades de seu museu para mostrar “in loco” a evolução do modelo ao longo do tempo. Os convidados começavam andando com um modelo de 1976 e iam avançando no tempo até chegar à CG 160 Titan comemorativa dos 40 anos de produção. O circuito, dentro do Centro de Educação de Trânsito da Honda, CETH, era bem curto. Mas no confronto entre as gerações fica fácil constatar a evolução da motocicleta.



O que mais impressionou foi que a ciclística da CG é equilibrada e agradável desde a versão inaugural. Obviamente, melhorou com os diversos reforços no chassi e pelo sistema de suspensão mais desenvolvido, mas eram os, por assim dizer, periféricos que faziam a diferença. Os freios, que eram esponjosos nos primeiros modelos, ficaram precisos e eficientes. As respostas ao acelerador também melhoraram bastante. O câmbio de quatro velocidades, com todas para cima, da primeira geração foi o que exigiu mais atenção. Mas a maior diferença foi mesmo na qualidade das mudanças de marcha.



Em todos os modelos testados, uma característica em comum ficou explícita: a versatilidade e o prazer de pilotar da CG em todas as gerações. A suspensão robusta trabalha sem torcer o conjunto. As respostas do motor, embora desprovidas de esportividade, são sempre honestas. Nestes 40 anos, foi a Honda CG que mostrou o que é motocicleta aos brasileiros e por isso se tornou referência de solução simples e confiável para a mobilidade.

 

TRÂNSITO LIVRE

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