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Teste: Renault Master Minibus L3H2 - Área do losango

28/10/2016 08:31  - Fotos: Isabel Almeida/Carta Z Notícias
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Teste: Renault Master Minibus L3H2 - Área do losango

Com ampla oferta de modelos, Renault Master lidera com folga o segmento de furgões no Brasil 

por Fabio Perrotta Junior
Auto Press

Segurar a liderança do segmento de furgões não é fácil. O setor, que ficou sem sua principal referência com a aposentadoria da Kombi no fim de 2013, aparentemente elegeu a Renault Master como seu “porto seguro”. E o veículo comercial da fabricante francesa, produzido em São José dos Pinhais, no Paraná, tem boas credenciais para isso. Na Europa, a marca francesa lidera o nicho de furgões com até 3.500 quilos no mercado europeu há 15 anos.

No Brasil, os números também são expressivos, mesmo com a forte retração que o segmento sofre no país. A Master lidera o mercado desde 2014 e vem aumentando sua participação a cada ano, mesmo com o número total de vendas caindo. No primeiro ano de liderança foram 12.230 unidades vendidas e 25,6% de participação – cerca de 1.020 mensais. Em 2015 o modelo também fechou o ano em primeiro lugar, com 8.341 veículos comercializados e 28,6% do total – ou quase 700 a cada mês. Em 2016, o número parcial entre janeiro e setembro também indica a liderança do segmento. São 4.912 unidades vendidas, aproximadamente 540 mensais, que representam 29,4% do mercado. Sua principal concorrente, a Fiat Ducato, emplacou menos da metade de suas unidades totais, com 2.410 emplacamentos. É bem verdade que a Master tem uma variedade de configurações maior – com preços que começam em R$ 111 mil para a versão chassi-cabine e vão até os R$ 168.500 da Minibus de 16 lugares.

Visualmente, muitos dos elementos estéticos do modelo evocam robustez. A grade frontal é moderna e composta por três filetes largos e cromados. Sobre ela, na parte frontal do capô, a indefectível marca do losango, em versão cromada. Ao redor, os faróis alongados incorporam as luzes indicativas de direção. Os espelhos externos ostentam as luzes de seta e, na traseira, as lanternas têm configuração vertical. Debaixo do capô o furgão traz um motor 2.3 litros turbodiesel com quatro cilindros e 16 válvulas, que rende 130 cv de potência e 31,7 kgfm de torque. O propulsor acoplado a um câmbio mecânico de seis velocidades à frente mais marcha a ré. O trem de força é o mesmo para todas as variantes do modelo.

Com capacidade para transportar 16 passageiros, a versão Executive L3H2 traz diversos equipamentos que aparecem como opcionais nos rivais. De série, a Master traz bancos de tecido, duas tomadas 12 V no painel e tampa porta prancheta, retrovisores externos com ajuste elétrico, airbag para o condutor, travamento automático das portas, ar-condicionado duplo, alarme, vidro elétricos com função um toque, pré-disposição para rádio, tacógrafo digital e indicador de troca de marcha no painel. Equipada de forma equivalente, o furgão da Fiat sai a R$ 162.481. O modelo oferece opcionalmente o Pack Luxo, que agrega computador de bordo, faróis de neblina e rádio CD/MP3 com conexão USB/iPod e auxiliar. Sai por R$ 2.400.

Impressões ao dirigir

Útil e agradável

por Eduardo Rocha
Auto Press

Já virou clichê dizer que um utilitário se comporta como um carro de passeio. No caso da Renault Master, no entanto, o clichê é inescapável. Desde a comunicação entre direção e rodas até a estabilidade em curvas, tudo no furgão traz confiança a quem está no volante – o que, junto com a falta de noção, explica a síndrome de piloto que acomete muitos motoristas de van. Apenas um elemento explicita a condição de veículo comercial: o barulho interno. A enorme área de lataria e o próprio formato do modelo fazem os ruídos aerodinâmicos ressoarem forte no interior, junto com o som dos pneus na estrada.

O som motor, por outro lado, não chega a ser tão presente. Mas o ótimo torque de 31,7 kgfm empurra a Master com vontade. Em estrada, o furgão exibe grande neutralidade, mesmo quanto enfrenta ventos laterais, e consegue manter velocidade de cruzeiro de automóvel de passeio com extrema facilidade. Na cidade, a direção se mostra bem reativa e a suspensão aceita bem as mudanças de direção. Quando carregada, parte da agilidade se perde. Ainda assim, é fácil de conduzir e obediente aos comandos.

 

TRÂNSITO LIVRE

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