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Teste: Ford Fusion 2017 - Fusão futurista

28/10/2016 17:01  - Fotos: Eduardo Rocha/Carta Z Notícias e divulgação (detalhe e interior)
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Teste: Ford Fusion 2017 - Fusão futurista

Ford combina tecnologias de conforto, direção autônoma e propulsão elétrica no Fusion Hybrid

por Eduardo Rocha
Auto Press

A Ford decidiu concentrar no Fusion Hybrid toda sua tecnologia. Além de combinar motores elétrico e a combustão, a versão traz praticamente todos os recursos de segurança, direção autônoma e conforto disponíveis no line up da montadora. O Fusion Hybrid chega às lojas brasileiras na primeira semana de novembro com as mesmas modificações visuais promovidas nas versões 2.5 Flex e 2.0 EcoBoost em setembro passado. O preço, de R$ 159.500, e o grande número de equipamentos posiciona a nova versão como top da linha no Brasil. Ele será importado da fábrica de Hermosillo, no México, apenas na configuração mais luxuosa Titanium.

Na estética, são poucos detalhes que diferenciam a linha 2017 da antecessora. Por fora, a grade, agora cromada, ficou um pouco mais pontuda, a base dos faróis ganhou duas alturas, a entrada de ar em trapézio sob o para-choque foi invertida, a tampa traseira recebeu um discreto aerofólio e as lanternas tiveram as seções de luzes redesenhadas e foram conectadas por um friso cromado. As diferenças entre esta e as demais versões são ainda mais discretas: apenas a inscrição Hybrid nas laterais e na traseira e a saída de escape única, no lugar do escapamento duplo das motorizações Flex e da Ecoboost. Por dentro, a maior diferença está no console central, onde os elementos como porta-copos, porta-objetos e conectores USB foram deslocados para acomodar o grande botão giratório que controla o câmbio – chamado de e-shifter –, que eliminou a tradicional alavanca de marchas. Foram mudados também alguns acabamentos, como nas saídas de ar e no cluster de instrumentos.

A evolução do Fusion Hybrid, no entanto, foi bem além da estética. Ganhou, por exemplo, recursos que incrementaram a segurança, como faróis totalmente em led e cintos traseiros infláveis, que se somam aos oito airbags já existentes. Outros equipamentos direcionam o sedã para o conceito de direção autônoma, como  os freios com assistência de frenagem automática, acionado pelos sistema de detecção de pedestres, de alerta de colisão e de piloto automático adaptativo com sistema de stop and go. Neste último, o Fusion Hybrid é capaz de se imobilizar, acompanhando o trânsito, e retomar a marcha em intervalos menores que 10 segundos – o que pode eliminar o trabalho no típico para-e-anda dos engarrafamentos.

Vários outros recursos de monitoramento, que já estavam presentes no Fusion, ampliam a segurança do modelo. Sensores no entorno do carro, radar na grade frontal e câmara no retrovisor interno alimentam sistemas como estacionamento automático, para vagas perpendiculares ou paralelas, sensor para pontos cegos com alerta para tráfego cruzado, controle de permanência da faixa de rolamento, sensor de fadiga e farol alto automático. Sob o capô, no entanto, não há novidades. O propulsor 2.0 16V com ciclo Atkinson – mais eficiente energeticamente que o de ciclo Otto – perdeu 2 cv e ficou com 143 cv. Já o motor elétrico se manteve com 88 kW, ou 120 cv. A potência combinada ficou nos mesmos 190 cv, com torque de 17,8 kgfm, contando apenas o motor a explosão.

A escolha do sedã médio-grande como vitrine tecnológica da marca tem razão de ser. Mesmo que nos Estados Unidos a marca tenha carros de passeio maiores e mais sofisticados, como o sedã grande Taurus, o Fusion está mais presente em mais mercados importantes – como o europeu, onde é chamado de Mondeo. Como é carro de imagem, a Ford não tem grandes pretensões comerciais com o Fusion Hybrid. A expectativa é que ele responda por apenas 5% da vendas totais da linha no Brasil, ou cerca de 50 unidades mensais. Não é muito, mas significa mais de 50% do total de modelos híbridos vendidos no país, somados aí Toyota Prius, Lexus CT200H, BMW i8 e Mitsubishi Outlander Hybrid.

Primeiras impressões

Desafio ecológico

Os carros híbridos e elétricos estão explorando novas formas de provocar os motoristas. Até pouco tempo atrás, a esportividade era o jeito mais comum de aumentar a interação entre máquina e homem. Agora, basta se sentar atrás do volante de um modelo híbrido para ser cooptado para a tarefa de otimizar cada gota de gasolina. Para isso, cada um utiliza uma espécie de jogo visual. No caso do Prius, por exemplo, há uma série de barras mostra o desempenho a cada fração de tempo determinada. A Ford preferiu ser mais lúdica: em uma das configurações do visor de 4 polegadas no lado direito do velocímetro, belas folhas verdes vão surgindo conforme o condutor consegue economizar combustível. O jogo estimula uma direção mais consciente e entretém ao mesmo tempo. 

Não que o Fusion precise de digreções de qualquer espécie para ser agradável. O sedã é bem equipado, confortável e tem um desempenho convincente, até mesmo esportivamente. No trânsito urbano, no entanto, acaba sendo mais divertido colocar alguns sistemas autônomos para funcionar, como o controle de cruzeiro adaptativo. Além das modernidades dinâmicas, o interior traz outros atrativos: revestimento em couro, teto solar, ar-condicionado de duas zonas e um silêncio absoluto. Além do fato de ter motor elétrico, os vidros dianteiros e laterais receberam tratamento acústico e os alto-falantes do sistema de áudio – no caso, um equipamento premium da Sony – emitem um som que cancela os ruídos captados por um microfone no interior.

Mas o impressionante mesmo é ver um carro de quase 1.700 kg percorrer com facilidade 17 km com um litro de gasolina no trânsito urbano. Para manter o funcionamento no modo totalmente elétrico, é preciso fazer movimentos bastante suaves. As acelerações têm de ser lentas, o pé no acelerador deve ser leve e as frenagens, longas. Ele é capaz de se manter totalmente elétrico até 100 km/h. Mas a capacidade da bateria não é capaz de sustentar uma viagem longa. Quando a carga baixa, o motor a explosão entra em funcionamento para animar o carro. O trânsito urbano mais interrompido acaba sendo um aliado para a economia do modelo. Tanto que recebeu do Conpet as notas A no segmento e A no geral, com médias de 16,8 km/l em ciclo urbano e apenas 15,1 km/l na estrada.

Ficha técnica

Ford Fusion Hybrid

Motor a combustão: A gasolina, dianteiro, Ciclo Atkinson, transversal, 1.999 cm³, quatro cilindros em linha, quatro válvulas por cilindro. Comando duplo de válvulas no cabeçote, com sistema variável de abertura das válvulas de admissão. Injeção eletrônica e acelerador eletrônico.

Motor elétrico: 88 kW, alimentado por baterias de íons de lítio de 1,4 kWh.

Transmissão: Câmbio automático continuamente variável do tipo CVT. Tração dianteira. Oferece controle eletrônico de tração.

Potência máxima: 143 cv a 6 mil rpm no motor a combustão e 88 kW ou 120 cv no motor elétrico.

Potência máxima combinada: 190 cv.

Torque máximo: 17,8 kgfm a 4 mil rpm.

Diâmetro e curso: 87,5 mm x 83,1.

Taxa de compressão: 12,3:1.

Suspensão: Dianteira independente do tipo MacPherson e traseira independente tipo multilink com barra estabilizadora, amortecedores pressurizados e molas helicoidais. Oferece controle eletrônico de estabilidade.

Freios: Discos na frente e atrás com sistema regenerativo, ABS e EBD.

Pneus: 235/45 R18.

Carroceria: Sedã com quatro portas e cinco lugares. Com 4,87 metros de comprimento, 1,85 m de largura, 1,48 m de altura e 2,85 m de entre-eixos. Oferece oito airbags: dois frontais, dois laterais dianteiros, dois do tipo cortina e para os joelhos. Oferece cintos infláveis para os passageiros laterais traseiros.

Peso: 1.670 kg em ordem de marcha.

Capacidade do porta-malas: 392 litros.

Tanque de combustível: 53 litros.

Produção: Hermosillo, México.

Lançamento mundial e no Brasil: 2012.

Face-lift: 2016.

Itens de série: Ar-condicionado automático de duas zonas, direção elétrica, botão de partida, sistema de abertura da porta por código, partida do motor à distância, sensor de chuva, de luminosidade e de obstáculos, revestimento em couro, trio elétrico, teto solar elétrico, assistente de partida em rampa, rodas de alumínio de 18 polegadas, bancos dianteiros com ajustes elétricos, freio de estacionamento elétrico, painel de instrumentos com duas telas de 4,2 polegadas, sistema de conectividade Sync 3, sistema de entretenimento premium da Sony com tela central de oito polegadas, GPS, faróis de neblina, ABS com EBD, oito airbags, cintos infláveis traseiros, retrovisor interno eletrocrômico, câmara de ré, controles de estabilidade e tração, controle de cruzeiro adaptativo com sistema stpo and go, monitor de tráfego cruzado, sensor de ponto cego, detector de pedestre com frenagem autônoma, monitor de faixa de rolamento, estacionamento automático para vagas perpendiculares e paralelas, sensor de fadiga e farol alto automático.

Preço: R$ 159.500.

 

 

TRÂNSITO LIVRE

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