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Teste: Mercedes-Benz Classe E250 - Inteligência artificial

21/10/2016 15:30  - Fotos: Eduardo Rocha/Carta Z Notícias e divulgação (interior e motor)
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Teste: Mercedes-Benz Classe E250 - Inteligência artificial

Mercedes-Benz aposta nas tecnologias semi-autônomas como armas de sedução do novo Classe E

por Eduardo Rocha
Auto Press

Uns anos atrás, costumava-se dizer que carros de luxo americanos eram ruins de dirigir porque quem guiava eram os choferes. O que interessava era o conforto e o espaço interno. Nos europeus, ao contrário, quem conduzia era o próprio dono. Para agradar quem ficava atrás do volante, as fábricas caprichavam na precisão e esportividade. Na época, o trânsito das grandes cidades não era tão travado e os jovens se interessavam por coisas além da tela de um smartphone. Esta combinação de engarrafamentos e olhos vidrados na telinha dos celulares está tornando os recursos de assistência à condução e até os sistemas de direção semi-autônoma bastante atraentes. E como sempre acontece na indústria, as novidades começam pelos modelos mais sofisticados. Como acontece com o novo Classe E, da Mercedes-Benz. O sedã agrega diversos dispositivos tanto para facilitar quanto para assegurar a vida do motorista.

O sedã médio-grande alemão desembarca no país apenas na configuração E250 e em duas versões de acabamento: Avantgard e Exclusive, por R$ 309.900 e R$ 319.900, respectivamente. Um terceiro pacote de equipamento, baseado na versão Exclusive, será oferecido nas 60 unidades da Launch Edition, por R$ 325.900. As diferenças entre elas se resumem a detalhes estéticos, como a grade, rodas e detalhes no interior – mais esportivo na Avantgard e mais clássico na Exclusive. Os pacotes dinâmicos e de segurança são idênticos em todas elas. A E250 sempre traz os novos faróis, batizados de Multibeam Led, que consiste em uma placa eletrônica no fundo da lente com 84 leds que têm intensidade variável e trabalham individualmente. O sistema permite, por exemplo, criar uma sombra sobre um carro que vem em sentido contrário para evitar ofuscamento ou aumentar a luminosidade na lateral em uma curva.

O pacote principal de direção semi-autônoma é chamado de Driving Assistance, que reúne o Drive Pilot e o Steering Assist. O primeiro é praticamente um verdadeiro piloto automático. Além de ser um controle de cruzeiro adaptativo, é capaz de ler faixas do pavimento ou acompanhar o automóvel da frente a até 210 km/h, caso não haja faixas. No caso de um desvio de trajetória, o sistema alerta o motorista com uma vibração no volante. Se não houver reação, ele devolve o carro à faixa utilizando os freios, sem intervir no volante. Em outros casos, o sistema até intervém no volante, desde que o motorista iniciar o movimento de desvio – isso acontece no caso de ser detectado um pedestre no caminho.

Há ainda o Active Brake Assist, ou assistente ativo de freio. Quando detecta a iminência de uma colisão ou atropelamento, esse sistema primeiro alerta o motorista. Se não houver resposta, ele freia o carro até a parada total. Esse mesmo sistema atua no caso de fluxo de trânsito cruzado. Ele detecta a chegada de um carro na transversal e freia o veículo para evitar a colisão. Outro recurso de condução semi-autônoma que chama atenção no Classe E é o sistema superevoluído de estacionamento automático. Ele pode parar o carro em vagas paralelas ou transversal de frente ou de ré. E para isso basta que o motorista indique a intenção de estacionar. Quando a vaga é encontrada, o piloto vira literalmente passageiro. Freio, acelerador e baliza fica completamente a cargo do Parktronic.

O poder de atração do novo Classe E, no entanto, não fica restrito a sistema de conforto e segurança. Embora chegue ao Brasil com um dos trens de força menos apimentados da linha – 2.0 turbo de 211 cv de potência e 35,7 kgfm de torque –, o desempenho é bem aceitável para sua classe de veículo. O zero a 100 km/h é feito em 6,9 segundos e a máxima fica em 250 km/h, por limitador eletrônico. Nessa dinâmica, ajuda bastante o câmbio de nove marchas, 9G-tronic, e a perda de peso dessa décima geração em relação à antecessora. Seus 1.615 kg representam 65 kg a menos. Além disso, o sedã traz de série o sistema Agility Control, capaz de alterar a altura da suspensão e a rigidez dos amortecedores. Ele se integra ao Dynamic Seletc, que permite ao motorista escolher entre cinco modos: Eco, Sport, Sport+, Comfort e Individual, que combina característica das outras quatro ao gosto do motorista. Estes sistemas alteram também as reações do motor, do volante e do câmbio.

A Mercedes-Benz do Brasil optou por iniciar as importações apenas com o E250 porque neste momento, em que o modelo tem fila de espera na Europa, seria difícil conseguir um lote muito variado. A marca prevê que há um interesse represado que vai provocar vendas mais fortes nestes primeiros meses. Depois, a expectativa é que a demanda retome o patamar histórico para o Brasil, de cerca de 30 unidades por mês.

Primeiras impressões

Interveções pontuais

Aldeia da Serra/SP – Por enquanto, os automóveis não são tão autônomos a ponto de se evocar as famosas Leis da Robótica, criadas pelo escritor americano nascido na Rússia Isaac Asimov, ainda nos anos 1950. Mas a ideia básica das leis, de proteger os humanos do poderio físico das máquinas, ganha cada vez mais sentido. Por enquanto, no Classe E, o automóvel espera pela decisão do motorista. No caso do sistema Steering Assist, em que ele espera um movimento incial no volante para então realizar o desvio completo. Em outros, como o do Active Break Assist, o motorista pode sofrer um derrame que, ainda assim, o carro vai evitar a colisão com um obstáculo à frente.

Os radares na frente, traseira e laterais e a câmara instalada no alto do para-brisa – estéreo, para ganhar profundidade – criam uma bolha de monitoramento em torno do Classe E. Ainda assim, o motorista se sente no comando. As intervenções são sempre elegantes e suaves – mesmo nas frenagens de emergência. Se o motorista está distraído durante um incidente, fica clara a atuação do carro. Mas se ele atuar na ocasião, pode ficar difícil perceber se o carro auxiliou com algum recursos eletrônico.

Além disso tudo, o Classe E tem boas credenciais dinâmicas. O motor de 211 cv e 35,7 kgfm empurra com facilidade o sedã de pouco mais de 1,6 tonelada. É menos pesado que a nona geração, apesar de ter crescido 4,3 cm no comprimento e 6,5 cm no entre-eixos. O espaço interno não só aumentou como ganhou um ar mais tecnológico. Uma placa em preto brilhante, que ocupa dois terços do console frontal dá um ar de nave espacial ao painel. Dessa placa se projetam os dois relógios principais, com velocímetro e conta-giros, e entre eles um pequeno display com informações do computador de bordo ou do navegador. Já na altura do console central, um tela de 12,3 polegadas também projeta diversas  informações.

Não foi desta vez que a marca alemã se rendeu a uma tela de toque. Insiste em um desajeitado pad touch entre os bancos dianteiros. Por outro lado, o volante multifuncional ganhar um sensor de toque, que agiliza bastante a navegação pelos recursos do computador do carro. No mais, é o acabamento requintado – sem qualquer economia, como acontece nas classes inferiores –, os bancos ergonômicos, totalmente elétricos, e um requinte tão típico que nem é preciso ver a estrela de três pontas para identificar que se trata de um Mercedes.

Ficha Técnica

Mercedes-Benz Classe E250

Motor: Gasolina, dianteiro, longitudinal, 1.991 cm³, quatro cilindros em linha, quatro válvulas por cilindro, turbo, comando duplo de válvulas no cabeçote variável na admissão e no escape. Acelerador eletrônico e injeção direta.

Transmissão: Automática com 9 marchas à frente e uma a ré. Tração dianteira. Oferece controle de tração.

Potência: 211 cv a 5.500 rpm.

Torque: 35,7 kgfm entre 1.200 rpm e 4 mil rpm.

Aceleração de zero a 100 km/h: 6,9 segundos.

Velocidade máxima: 250 km/h, limitada eletronicamente.

Diâmetro e curso: Não informado. Taxa de compressão: 9,8:1.

Suspensão: Dianteira independente do tipo McPherson com braços inferior e superior triangulares, mola helicoidal, amortecedor ativo e barra estabilizadora. Traseira multilink, mola helicoidal, amortecedor ativo e barra estabilizadora.

Pneus: Run flat 245/45 R18 (Na Launch Edition, 245/40 R19 na frente e 275/35 R19 atrás).

Freios: Discos ventilados na frente e sólidos atrás. 

Carroceria: Sedã em monobloco com quatro portas e cinco lugares. Com 4,92 m de comprimento, 1,85 m de largura, 1,47 m de altura e 2,94 m de entre-eixos. Oferece airbags frontais, laterais e de cortina de série.

Peso: 1.615 kg em ordem de marcha.

Capacidade do porta-malas: 540 litros.

Tanque de combustível: 57 litros.

Produção: Sindelfingen, Alemanha.

Itens de série:

Versão Avantgard – Ar automático com três zonas, direção elétrica, volante multifuncional, keyless, faróis adaptativos em led, cinco modos de condução, câmara traseira, sistema de estacionamento automático, controle de cruzeiro adaptativo com função de frenagem automática, monitoramento de fluxo cruzado com função de frenagem, monitoramento de pedestres com função de esterçamento das rodas, airbags frontais, laterais e de cabeça para os passageiros da frente e para o joelho do motorista, palhetas para mudança de marcha no volante, teto solar, rodas de liga leve aro 18, monitoramento da pressão dos pneus, amortecedor de rigidez variável, alarme, iluminação ambiente multicor, fechamento remoto da tampa do porta malas, controle eletrônico de estabilidade, diferencial eletrônico, assistente de partida na subida, pré-carga de freio, sistema de secagem de pastilhas, função hold e sistema isofix. Preço: R$ 309.900.

Versão Exclusive – Adiciona interior Exclusive, pacote exterior Exclusive com rodas especiais, grade cromada, emblema no capô e friso cromado traseiro. Preço R$ 319.900

Versão Launch Edition – Adiciona rodas de liga leve aro 19 com 10 raios. Preço: 325.900.

 

 

TRÂNSITO LIVRE

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