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Teste: Ford Ranger Limited 3.2 - Na cara e na coragem

15/10/2016 07:21  - Fotos: Isabel Almeida/Carta Z Notícias
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Teste: Ford Ranger Limited 3.2 - Na cara e na coragem

Ford Ranger Limited tem interior e tecnologias de carros de passeio, mas mantém aptidões aventureiras

por Márcio Maio
Auto Press
 
O segmento das picapes estourou no Brasil. O grande número de lançamentos recentes não foi à toa: as marcas perceberam o potencial de crescimento e, em época de crise, o melhor é apostar no que vende mais. A Ford não ia ficar de braços cruzados e neste ano tratou de reestilizar sua Ranger. Está certo que não chegou a ser uma nova geração, mas a verdade é que as mudanças aplicadas no modelo foram bem além de um simples “tapa no visual”. Novas tecnologias foram adotadas – principalmente no que diz respeito à segurança – e até uma direção semiautônoma já é oferecida. Pelo menos na sua configuração de topo, a Limited, que recebe motor flex 2.5 de 173 cv ou turbodiesel 3.2 de 200 cv – este último o utilizado pela unidade avaliada. 
 
 
A lista inclui piloto automático adaptativo, alerta de colisão, farol alto automático e sistema de permanência em faixa. O piloto automático adaptativo permite programar a velocidade de cruzeiro e a distância do veículo à frente, enquanto o alerta de colisão detecta o risco de acidente e avisa o motorista com o reflexo de uma luz no para-brisa. A permanência na faixa tem o apoio de uma câmara para sinalizar mudanças indevidas e até realiza pequenas correções no volante. Câmara de ré e monitoramento de pressão dos pneus também são de série, além de sete airbags e controle eletrônico de estabilidade e tração.
 
 
A direção deixou de ser hidráulica e agora é elétrica. Além disso, a central multimídia Sync passou a ter oito polegadas na configuração de topo – nas variantes de entrada é de 4,2 polegadas, quase a metade do tamanho. Na Limited, tem CD/MP3-player, entrada USB/iPod, Bluetooth, comandos de voz para áudio e telefone, comandos de áudio no volante e ligação automática para o SAMU – mas só quando há um celular emparelhado. GPS também entra no pacote. 
 
 
Sob o capô fica o motor 3.2 turbodiesel, que ganhou novos bicos injetores, turbocompressor, desenho de válvulas e sensor de temperatura de gases de exaustão. As mudanças, no entanto, não alteraram seus 200 cv a 3 mil rpm e 47,9 kgfm entre 1.750 e 2.500 rpm. A transmissão é sempre automática de seis marchas. A tração é integral, com reduzida e bloqueio eletrônico do diferencial traseiro. Já quem opta pela variante com motorização flex leva um 2.5 que dispensa o tanquinho auxiliar de gasolina e entrega 173/168 cv a 5.750 rpm com etanol/gasolina e 25/24,4 kgfm a 4.500 rpm com os mesmos combustíveis. Já o câmbio é apenas manual de cinco velocidades, com tração traseira.
 
 
A reestilização não chegou a melhorar a situação da Ranger no ranking das picapes médias. Ela fechou o ano passado em terceiro lugar, atrás da Toyota Hilux e da Chevrolet S10, a líder até então. Em 2016, no entanto, a liderança de duas décadas da S10 foi tombada pela nova geração da Hilux e a chegada da Fiat Toro – que não chega a ter dimensões de média, mas carrega uma tonelada de carga nas versões diesel – acirrou ainda mais a disputa, pois ultrapassou todas as rivais médias. De qualquer forma, a Ford aumentou seus emplacamentos no segmento. De maio até setembro, seus cinco primeiros meses de vendas cheias, a Ranger reestilizada conquistou média de 1.535 unidades mensais. Isso significa um crescimento de 8% em relação ao mesmo período do ano passado. Nada mau para um mercado geral que acumulou 22,5% de retração nas vendas de automóveis e comerciais leves nos nove primeiros meses de 2016.
 
 
Impressões ao dirigir

Gigante tecnológica

Nada mais justo que versões de topo recebam particularidades no acabamento e nos itens de série que garantam algum requinte e conforto aos ocupantes. Principalmente nos modelos médios ou superiores. Mas essa racionalidade passou a ser adotada nas picapes há pouco tempo. De veículos de carga ou com apelo mais aventureiros, elas ganharam ares de carro de passeio conforme sua aceitação entre os consumidores urbanos cresceu. E a Ford Ranger eleva ainda mais essa característica na configuração Limited. Já no primeiro contato é possível perceber que não deve nada a um sedã ou SUV médio.
 
 
Além de digital, o quadro de instrumentos pode ser personalizado pelo condutor, que escolhe quais informações quer ver exibidas ali. O banco do motorista tem ajuste elétrico e a central multimídia ostenta uma tela de oito polegadas onde, além de acessar rádio, Bluetooth e GPS, agrega funções do veículo, como comandos de climatização. O acabamento não chega a ser luxuoso, mas os materiais são suaves ao toque e o tom escurecido dá uma sobriedade interessante à cabine. 
 
O 3.2 turbodiesel que equipa a versão avaliada move a picape com eficiência. São 200 cv a 3 mil giros e 47,9 kgfm de torque, disponíveis integralmente já a partir de 1.750 rpm. O câmbio automático de seis marchas se mostra decidido na hora em que precisa recorrer a reduções e, de maneira geral, se entende bem com o propulsor. Outro ponto vantajoso na nova Ranger foi a adoção da direção elétrica. As manobras de estacionamento são feitas com muito mais leveza, mesmo tratando-se de um veículo com 2,2 toneladas de peso. 
 
Não faltam tecnologias para facilitar a vida do condutor. Desde a tração 4X4 com reduzida e bloqueio eletrônico do diferencial traseiro, que permite boa interação da picape com caminhos lameiros e de terra, ao controle de cruzeiro adaptativo, que mantém distância do carro à frente e, quando necessário, reduz a velocidade e até freia para evitar colisões. Há ainda alerta de fadiga com vibrações no volante e alerta sonoro e visual no quadro de instrumentos, que chega a corrigir a direção caso o motorista não se manifeste. De fato, é quase um sedã alto e com caçamba.
 
Ficha técnica

Ford Ranger Limited 3.2 
 
Motor: Diesel, dianteiro, longitudinal, 3.198 cm³, cinco cilindros em linha, turbo, quatro válvulas por cilindro e sistema de abertura variável de válvulas. Injeção direta e acelerador eletrônico. 
 
Transmissão: Câmbio automático com seis marchas à frente e uma a ré. Tração integral com reduzida. Oferece controle de tração e bloqueio eletrônico do diferencial traseiro. 
 
Potência máxima:  200 cv a 3 mil rpm.
 
Torque máximo: 47,9 kgfm entre 1.750 e 2.500 rpm. 
 
Suspensão: Dianteira independente com molas helicoidais e amortecedores a gás. Traseira com eixo rígido, feixes de molas e amortecedores a gás. Barras estabilizadoras na frente e atrás. Oferece controle eletrônico de estabilidade.
 
Pneus: 265/60 R18.
 
Freios: Discos ventilados na frente e tambores atrás. ABS, EBD, assistente de frenagem de emergência e controle de frenagem em curvas. 
 
Carroceria: Picape com carroceria sobre chassi, com quatro portas e cinco lugares. Com 5,35 metros de comprimento, 1,86 m de largura, 1,82 m de altura e 3,22 m de distância entre-eixos. Airbags frontais, laterais, de cortina e de joelhos.
 
Peso: 2.261 kg. 
 
Capacidade da caçamba: 1.180 litros.
 
Tanque de combustível: 80 litros.
 
Produção: General Pacheco, Argentina.
 
Itens de série: Bagageiro de teto, estribos laterais, capota marítima, gancho para reboque, iluminação para caçamba, santantônio na cor do veículo, banco do motorista com ajuste elétrico, ar-condicionado automático e digital, bancos em couro, trio e direção elétricos, alerta de colisão, controle de cruzeiro adaptativo, assistente de partida em rampas e controle automático de descidas, controle adaptativo de carga, retrovisores externos com rebatimento automático, sensor crepuscular, de chuva e de estacionamento, câmara de ré, central multimídia de oito polegadas com Bluetooth, CD, USB, SD e GPS e volante multifuncional. 
 
Preço: R$ 184.490.
 
 

TRÂNSITO LIVRE

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