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Teste: Harley-Davidson Softail Deluxe 2016 - Clássico moderno

01/10/2016 09:04  - Fotos: Isabel Almeida/Carta Z Notícias
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Teste: Harley-Davidson Softail Deluxe 2016 - Clássico moderno

Harley-Davidson Softail Deluxe 2016 ganha tecnologia mas mantém visual retrô

por Eduardo Rocha
Auto Press
 
A linha Softail representa uma espécie de reserva estética para a Harley-Davidson. Especialmente o modelo Deluxe. As linhas limpas, simples e tradicionais fazem dela a motocicleta de desenho mais retrô da marca. O visual clássico começa nas rodas raiadas com pneus de banda branca, passa pela profusão de cromados, pelo tanque em gota e pelos faróis redondos e chega à engenhosa suspensão traseira oculta. A ideia de esconder os amortecedores visa simular o sistema suspensivo utilizado pela Harley até os anos 1950, o chamado hardtail – ou “rabo duro” –, que consistia apenas em molas sob o selim para aliviar as imperfeições do caminho, como em bicicletas. Tudo no design do modelo valoriza a conexão com a herança de marca. Mas, na parte de engenharia, a Harley busca se afastar cada vez mais da ideia de motocicleta à moda antiga. A linha 2016 da Deluxe, por exemplo, ganhou um motor mais forte e potente e passou a contar com controle de cruzeiro.
 
 
A Deluxe, assim como os demais modelos da linha Softail, passou a contar com o motor 103 ou 1.700 cc, no lugar do antigo, de 96 polegadas cúbicas ou 1.600 cc, gerenciado por um câmbio de seis marchas. O motor Twin Cam 103 High Output se beneficiou de algumas evoluções trazidas pelo Projeto Rushmore, que tinha o objetivo de aprimorar a tecnologia da marca, exatamente para afastar a ideia de marca que parou no tempo. Mas a motocicleta não recebeu toda a tecnologia disponível. Ficou de fora a refrigeração com o sistema Twin Coller, que incluiria arrefecimento líquido do cabeçote. Talvez para não interferir demais no visual clássico do modelo. Mesmo assim, este propulsor gera 12,1 kgfm de torque a apenas 3 mil rpm. A potência é estimada em 120 cv – a Harley não divulga o número oficial.
 
 
A Deluxe sai da concessionária por R$ 69.900 sem muitos equipamentos de série: apenas com chave de proximidade com alarme automático, freios ABS e o controle de cruzeiro. O painel tem um desenho clássico, com um grande relógio para o velocímetro. Em um pequeno visor digital traz hodômetro e duplo parcial. Ali pode-se navegar entre relógio, indicador de marcha, conta-giros e indicador de autonomia. Já a lista de acessórios é interminável. A combinação de preço e poucos itens de fábrica fez o modelo sofrer a pressão de um mercado em retração. Em 2014, o modelo tinha, em média, 30 unidades emplacadas por mês. Esse número caiu para 22 no ano passado e para 13 nos oito primeiros meses de 2016. Mas nem por isso a Harley pensa em retirar a Softail Deluxe do catálogo Brasil. Afinal, é o modelo que melhor encarna a centenária história da marca.
 
 
Impressões ao pilotar
 
Requinte retrô
 
O ronco mais poderoso do motor certamente aumentou o poder de atração da Deluxe. Mas o principal chamariz do modelo é mesmo o visual clássico. Ainda mais com algumas combinações bem requintadas que a marca selecionou para a linha 2016, caso da púrpura com roxo do modelo testado. Junto com a enorme quantidade de detalhes cromados, o banco de couro em duas alturas e os para-lamas envolventes emprestam ao modelo um ar luxuoso, bem de acordo com o nome. As linhas são limpas, há poucos acessórios e ainda assim transmite a ideia de sofisticação. 
 
 
Numa época de economia crítica, os consumidores acabam supervalorizando a relação custo/benefício em detrimento de qualidades mais perenes e transcendentes, como charme, beleza ou tradição. Esse, certamente, não é o melhor ambientee conômico para a Deluxe. Ainda assim, em uma análise mais pragmática a Deluxe se sai bem. A posição de pilotar oferece um conforto incomum. A pequena altura do assento em relação ao solo facilita a movimentação e o controle sobre a moto que pesa 330 kg em ordem de marcha.
 
 
A Deluxe, na verdade, surpreende pela facilidade que oferece para manobras. O guidão é ligeiramente largo, mas não a ponto de atrapalhar andar entre os carros em um tráfego mais lento. O motor 103 também mostra agilidade, além da tradicional elasticidade dos modelos da marca. Já o câmbio de seis marchas gera uma certa preguiça. As marchas são duras, pouco precisas e acertar o ponto morto de primeira requer muita familiaridade. A suspensão, de curso bem curto – apenas 86 mm na traseira –, sofre um pouco nas irregularidades do asfalto urbano. Por essas e outras que a Deluxe fica mais à vontade na estrada. Mas é o caso de passar na butique da concessionária e mandar instalar um para-brisa, pois em trajetos longos e velocidades acima de 100 km/h, o vento incomoda um bocado.
 
 

TRÂNSITO LIVRE

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