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Estreia mundial da picape Renault Alaskan

08/07/2016 17:03  - Fotos: Divulgação
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Estreia mundial da picape Renault Alaskan

Renault aposta na diversificação de seu line up com a picape Alaskan 

por Fabio Perrotta Junior
Auto Press
 
Não há como contrariar o mercado. Em 2015, a chegada da Duster Oroch já evidenciava a rendição da Renault à febre de modelos utilitários ao investir no segmento de picapes. Agora, a fabricante francesa apresenta a Alaskan, sua primeira picape média em 117 anos de história. Apresentada na Colômbia, a picape é um produto global da marca e já entra em produção neste ano, no México. No Brasil, o modelo deve desembarcar somente em 2018.
 
 
Concebida em parceria com a Nissan, a Alaskan é baseada na nova geração da Nissan Frontier, de quem herda todo conjunto arquitetônico. Haverá opção de cabine simples e dupla, chassi-cabine e chassi alongado. O objetivo é atender a diversas necessidades e diferentes situações para conquistar clientes pela versatilidade. A produção que vai suprir os mercados ao redor do mundo ficará por conta de três fábricas, na Espanha, no México e na Argentina. Desta última, virão os modelos para o mercado brasileiro. Para pegar pesado, a capacidade de carga é de 1 tonelada e pode rebocar até 3,5 toneladas.
 
 
Além de Nissan e Renault, essa plataforma vai originar mais um modelo inédito. Ainda sem nome definido, a Mercedes pretende ingressar no segmento de picapes médias. Apesar de usar a mesma arquitetura, o modelo trará características específicas do segmento premium, para atender os clientes da marca alemã em acabamento, design e motorização. A linha de produção será a mesma da Frontier e da Alaskan.
 
 
Visualmente, a picape é praticamente a concretização do conceito apresentado em meados do ano passado. As diferenças ficam por conta dos faróis, que não são compostos exclusivamente por leds, e das rodas, que são menores, apesar de manterem o mesmo design. De perfil, a Alaskan é idêntica à nova geração da Nissan Frontier, assim como no interior. As raras diferenças se restringem ao volante, painel de instrumentos e aos padrões de acabamento. Na traseira, mudam as lanternas, com relevos e diferenças no layout de luzes, bem semelhantes às S10 e Hilux vendidas por aqui.
 
 
O motor será um 2.3 a diesel com sistema twinturbo e potência entre 160 e 190 cv. Há ainda, de acordo com a necessidade mercado, a possibilidade de a picape ser equipada com motor 2.5 a gasolina – com possibilidade de se tornar flex no Brasil - com 160 cv de potência ou um 2.5 turbodiesel com 160 cv ou 190 cv. De acordo com a fabricante, a picape vai oferecer tração 4X2 ou 4X4 com reduzida, gerenciada por um câmbio manual de seis ou automático de sete marchas. Para incrementar um pouco mais a capacidade off-road, o vão livre do solo é de 23 cm e pode ser dotada de câmara de 360º.
 
Para melhorar o controle dinâmico, a Alaskan vai trazer diversos recursos eletrônicos, como controle deslizamento do diferencial (eLSD), bloqueio do diferencial traseiro, assistente de partida em rampa (HSA), EBD, ESP, entre outros auxílios. Visando o conforto, a Alaskan, quando com cabine dupla, utiliza suspensão traseira multilink, como a Duster Oroch. A prática, não muito comum em picapes médias no país – somente a Fiat Toro possui –, aumenta o conforto para os passageiros do banco traseiro.
 
 

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