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Teste: KTM 390 Duke - Acima das médias

06/08/2015 18:43  - Fotos: Eduardo Rocha/Carta Z Notícias
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Teste: KTM 390 Duke - Acima das médias

Primeira KTM montada no Brasil, a 390 Duke chega para encarar as esportivas de baixa cilindrada

por Eduardo Rocha
Auto Press

No mercado de motocicletas, as marcas de luxo vivem numa espécie de oásis. E até pouco tempo, modelo premium sobre duas rodas se traduzia necessariamente em alta cilindrada e preço gigante. Até que as marcas resolveram ampliar o espectro para baixo. Começaram a chegar as 800, de média-alta, e agora a aposta é em modelos de média cilindrada com motorização mais poderosa. É exatamente nessa faixa de mercado que a KTM 390 Duke quer brigar. O modelo foi o primeiro da marca austríaca, controlada no Brasil pela Dafra, a sair da linha de Manaus. Na sequência, no final de agosto, virá a 200 Duke.

Apesar de ser uma marca com uma imagem mais sofisticada, a KTM está cotando seu modelo na mesma faixa de preço das duas únicas rivais diretas no Brasil, que são a Yamaha R3 e Kawasaki Ninja 300. A 390 Duke sai a R$ 21.990 enquanto R3 fica em R$ 21.900 e a “Ninjinha” em R$ 21.662. As diferenças básicas se concentram nos números obtidos pela engenharia de cada fabricante. A moto da KTM tem 44 cv de potência, 3,57 kgfm de torque e pesa exatos 139 kg. O modelo da Yamaha tem 42 cv, 3,02 kgfm e 167 kg enquanto o da Kawasaki fica com 39 cv, 2,80 kgfm e 174 kg – todas com ABS.

Para chegar nessa potência, a engenharia da marca austríaca usou recursos mais comuns em esportivas de maior porte. O cilindro recebe um revestimento em nikasil para redução de atrito. O motor monocilíndrico de exatos 373,2 cm³ é arrefecido a líquido, tem duplo comando e quatro válvulas com balancins roletados revestidos de carbono polido – diamond-like carbon. A superioridade da engenharia do modelo da KTM nesse nicho também aparece em outros aspectos. Caso da suspensão. Na dianteira traz um sistema telescópico invertido e na traseira, monochoque. Em ambas, os amortecedores são da WP e o curso é de 150 mm. O sistema de freios, sempre com ABS comutável, também é caprichado. Ele foi desenvolvido pela Brembo, e traz na frente um disco com 300 mm e pinça radial com quatro pistões enquanto o traseiro tem 230 mm, pinça flutuante e dois pistões. Em busca de uma boa relação com a balança, as rodas são em alumínio fundido. O quadro, compartilhado com a Duke 200, é em treliça e tem alto nível de rigidez torcional.

Na parte externa, a 390 Duke está bem atualizada com as tendências dos segmentos de esportivas. O conceito de massas centralizadas forma uma traseira leve. O tanque de combustível, com 11 litros de capacidade, é bem alto e dá um aspecto de robustez ao modelo. O painel em LCD traz velocímetro digital, conta-giros analógico e diversas informações: nível de combustível, temperatura do líquido de arrefecimento e marcha engatada, entre outras. Boa parte das peças ainda são trazidas da Índia, onde a 390 Duke é produzida. No entanto, a montagem em Manaus está aumentando o índice de nacionalização – principalmente com peças de plástico injetado das carenagens externas. Apesar dos vários atrativos do modelo, a KTM acredita que a 390 Duke vá emplacar apenas 50 unidades por mês até o final do ano – a 200 Duke, nesta projeção, chegaria a 150 mensais. No ano que vem, com o crescimento da atual rede – vai passar dos atuais 5 pontos de venda para 18 –, estes números devem ficar bem mais encorpados.

Primeiras impressões

Ponto de equilíbrio

Nova Odessa/São Paulo – Por mais que a filosofia da KTM seja explorar a esportividade, pista é um ambiente de exceção. Não é sempre que se tem uma à disposição. De qualquer forma, o travado Kartódromo Nova Odessa só permitiu que algumas das qualidades da 390 Duke se expusessem. Na reta em subida do circuito, a esportiva naked da marca austríaca ganha velocidade com grande facilidade. Nas curvas, mostra grande agilidade nas mudanças de direção e a posição de pilotagem, com o corpo projetado para frente, melhora ainda mais o controle. Nas frenagens, exibe grande equilíbrio. Tudo isso embalado por um ronco de motor rouco e agradável. É claro que, pelo fato de ser monocilíndrica, há um nível de vibração alto, que em um percurso mais longo, de viagem, vai certamente fazer o cansaço chegar mais cedo para o piloto.

A grande disposição da 390 Duke tem razões utiliza o mesmo chassi da 200 Duke. Isso significa que ela tem tamanho e peso de uma moto de um segmento bem inferior. São robustos 44 cv para pouco menos de 140 kg. O tamanho reduzido, no entanto, torna desaconselhável a presença de um carona em trajetos mais demorados, até porque o assento se resume a uma fina espuma apoiada no para-lama traseiro. Mesmo em ambiente urbano, algumas de suas características podem ajudar. A altura do assento, de apenas 80 cm, permite um bom apoio nas paradas e nas manobras. Ela também é “magrinha”, o que facilita ébastante driblar os carros em engarrafamentos. Por outro lado, a naked da KTM tem uma certa brutalidade que, fora das pistas, pode torná-la um pouco menos divertida. Caso do próprio assento, que é rígido demais, e do acelerador, que tem um trato pouco suave.

Ficha técnica

KTM 390 Duke

Motor: A gasolina, quatro tempos, 375 cm³, monocilíndrico, quatro válvulas, comando duplo no cabeçote e refrigeração líquida. Injeção eletrônica.

Câmbio: Manual de seis marchas com transmissão por corrente.

Potência máxima: 44 cv a 9.500 rpm.

Torque máximo: 3,57 kgfm a 7.250 rpm

Diâmetro e curso: 89 mm X 60 mm.

Taxa de compressão: 12,9:1.

Suspensão: Dianteira com garfo invertido com tubos de 43 mm de diâmetro e 150 mm de curso. Traseira monoamortecedor com 150 mm de curso fixado na balança. 

Pneus: 110/70 R17 na frente e 150/60 R17 atrás.

Freios: Dianteiro a disco com 300 mm, com pinça radial fixa e quatro pistões. Traseiro a disco com 230 mm, com pinça flutuante e pistão simples. ABS Bosch 9M de série. 

Dimensões: Comprimento, altura e largura não informados. 1,37 m de distância entre-eixos e 0,80 m de altura do assento.

Peso: 139 kg a seco.

Tanque do combustível: 11 litros.

Produção: Manaus, Brasil.

Preço: R$ 21.990.

 

TRÂNSITO LIVRE

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