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Teste: Harley-Davidson Dyna Low Rider - Clássico moderno

16/07/2015 12:03  - Fotos:Isabel Almeida/CartaZNotícias
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Teste: Harley-Davidson Dyna Low Rider - Clássico moderno

Low Rider exalta as tradições estilísticas da Harley-Davidson

por Eduardo Rocha
Auto Press

Desde que o mercado brasileiro começou a despertar o interesse das marcas de motocicletas de luxo, no início dessa década, a Harley-Davidson vem mantendo uma boa liderança. Um dos principais motivos para esse desempenho é a extensão do line-up da marca: atualmente são nada menos que 22 modelos de alta cilindrada à venda no país. Tamanha variedade ajuda a preservar a exclusividade dos modelos e permite atender nichos de mercado bastante específicos, mesmo que sejam pequenos. É esse o caso da Low Rider. Desde que foi lançada no Brasil, em outubro passado, tem emplacado, em média, 13 unidades por mês. Não é muito, mas ajuda no somatório das vendas.

A Low Rider, como o nome indica, tem um assento mais baixo – apenas 68 cm de altura –, o que a torna acessível para motociclistas de menor porte físico, inclusive o público feminino. A atual versão é uma recriação inspirada no modelo lançado em 1977, que trazia  garfos dianteiros longos, um em estilo próximo das motos usadas no filme “Easy Rider – Sem Destino”. Isso certamente ajudou a fazer dela o maior sucesso da marca na época. Agora, mesmo que não venda tanto, a Low Rider tem uma importância estratégica. Ela é da linha Dyna, a segunda na hierarquia da Harley, logo após a Sporster, e a primeira com motorização mais encorpada, de 96 polegadas cúbicas – 1.600 cc. Não à toa, pesa em torno de 300 kg, distribuídos em seus 2,40 metros de comprimento.

A Low Rider é um modelo que sai da concessionária pedindo para receber acessórios – a customização é um dos pontos fortes da política da marca – pois não tem para-brisas, alforjes ou bolsas laterais e nem encosto, itens desejáveis para quem vai encarar estradas. Por isso, o preço de tabela, de R$ 47.800, é apenas inicial. Para garantir uma boa convivência, é imprescindível reservar uma verba extra para equipar e personalizar a Low Rider.

O design é o mais clássico possível e, por isso mesmo, é um dos pontos altos do modelo. A frente magra traz um farol pequeno encaixado entre os grossos telescópicos. O guidão largo fica destacado da mesa e pode ser regulado em duas alturas. De perfil, o tanque em gota, o motor em V, o assento de duas alturas, a descarga dois-em-um e a suspensão com dois amortecedores na traseira não permitem adivinhar que se trata de uma motocicleta moderna. A não ser por um único detalhe: a transmissão feita por correia, sistema razoavelmente recente.

Outro indício de modernidade é a presença de conta-giros, logo abaixo do velocímetro, no centro do tanque de combustível. O motor refrigerado a ar, gerenciado por um câmbio de seis marchas, é capaz de gerar 12 kgfm de torque a 3.500 giros. A Harley não informa a potência de seus modelos, alegando que não é importante, pois a sensação de poder em acelerações e retomadas são fornecidas pelo torque. Mas calcula-se que a Low Rider disponha de aproximadamente 80 cv.

Impressões ao pilotar

Voo baixo

É impressionantemente fácil pilotar a Harley-Davidson Dyna Low Rider. O assento baixo facilita muito na hora de montar e os pés bem plantados no chão dão bastante firmeza quando é preciso ficar parado sobre a moto. A localização das pedaleiras permite que o ângulo entre coxa e perna fique quase em 90º, o que permite uma posição confortável para encarar estradas. Em movimento, o equilíbrio é absoluto e o fato dessa Harley ser “magrinha” dá boa mobilidade até para encarar o trânsito urbano – embora não seja exatamente este o ambiente mais propício.

O torque alto em qualquer giro dispensa trocas de marcha constantes e o ganho de velocidade é quase natural. É claro que fazer retomadas a partir de giros muito baixos acentuam ainda mais as vibrações do propulsor, que não são poucas nem sutis. Um recursos que facilita nas estradas é o controle de cruzeiro. Na verdade, trata-se apenas de um fixador de acelerador, pois não controla a velocidade, mas funciona.

A qualidade de vida sobre a Low Rider é muito melhorada, no entanto, com a inclusão de pelo menos um para-brisas. A posição das pernas, que deveria ser relaxante, se torna um estorvo quando se enfrenta velocidades altas de peito aberto, como em rodovias. É preciso fazer força para manter os joelhos junto ao tanque – a tendência é que as pernas se afastem com a força do vento. Depois de um tempo, a situação incomoda bastante e força que as pausas na estrada fiquem bem mais frequentes.

 

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