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Crescimento do mercado de luxo no Brasil - O lado "B" da crise

04/06/2015 13:40  - Fotos: Divulgação
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Crescimento do mercado de luxo no Brasil - O lado

Enquanto a venda de automóveis cai 20%, o mercado de carros de luxo cresce e aparece no Brasil

por Márcio Maio
Auto Press

Uns com tanto e outros com quase nada. A crise no setor automotivo é forte e a queda nas vendas este ano têm se mantido em torno de 20%, em comparação ao ano passado. Na contramão dessa retração, algumas marcas, como Honda, Toyota e Jeep, colhem resultados em função de lançamentos recentes e bem-sucedidos. Mas além dessas, há um segmento que parece imune à retração geral: as marcas de luxo. Em números absolutos, a soma das venda das principais marcas de luxo de janeiro a maio do ano passado bateu as 19 mil unidades. Em 2015, no mesmo período, passou dos 22 mil emplacamentos, ou 15,8% a mais.



Os executivos das marcas do segmento acreditam que a coisa ainda vai melhorar para o lado deles. Um dos fatores que explica este fenômeno é a pequena participação deste segmento no mercado nacional, entre 2% e 3%. “Na China é de 10%, na Europa de 20% e se contarmos apenas a Alemanha, chega a 30%”, aponta Jörg Hofmann, presidente e CEO da Audi do Brasil. A marca alemã já cresceu 26% em 2015, se compararmos os cinco primeiros meses de 2014. “No ano passado, o Brasil registrou o maior avanço entre os 20 principais mercados da Audi no mundo”, valoriza Hofmann. 

Outra marca alemã ostenta gráficos surpreendentes de vendas no Brasil. Das 4.222 unidades de automóveis vendidos nos cinco primeiros meses de 2014, a Mercedes-Benz pulou para 5.752 unidades. Uma salto de 36%. Para Dirlei Dias, gerente sênior de Vendas e Marketing de Automóveis da fabricante, um outro ponto é determinante para estabelecer esse avanço. “Com as atuais condições especiais de vendas, muitos consumidores migram dos modelos nacionais topo de linha para os importados. Por isso é importante expandir cada vez mais a presença das marcas”, analisa. 



Essa mudança na procura dos consumidores depende do poder aquisitivo do público-alvo. E, apesar da crise econômica em que o país se encontra, esse grupo é formado por pessoas que, normalmente, não precisam de grandes financiamentos para efetuarem suas compras. Ou, quando necessitam, não têm tanta dificuldade na aprovação do crédito. “Temos como mola propulsora as classes A e B e elas são, historicamente, as menos afetadas nos períodos de recessão”, avalia Evandro Maggio, diretor comercial da Lexus do Brasil, divisão de luxo da Toyota, que comemora quase 90% a mais de emplacamentos neste ano. Por se tratarem de modelos importados e diante da atual valorização do dólar, são números que, de maneira geral, chamam a atenção. “As importadoras e fabricantes têm realizado um esforço imenso para não repassar esse aumento do dólar de forma integral ao comprador”, frisa André Bassetto, gerente de produto da Volvo Cars Brasil, que incrementou em 9% o número de emplacamentos neste ano. 



Um fator que vem impulsionando as vendas destes modelos é o comprometimento maior das fabricantes com o país. A BMW, por exemplo, já produz em território nacional sua linha Série 3 e o crossover X1, em Araquari, Santa Catarina. A Audi passa a fabricar em São José dos Pinhais, no Paraná, em setembro, o sedã A3. A Mercedes-Benz prevê para 2016 a inauguração de sua planta em Iracemápolis, no interior de São Paulo, de onde sairão nacionalizados o Classe C e o GLA. A Jaguar Land Rover também espera entregar, no ano que vem, o primeiro Discovery Sport montado no país, em Itatiaia, no interior do Rio de Janeiro. “Mais do que investimentos voltados para o aumento das vendas, é preciso direcionar aportes para crescer em várias frentes. R$ 500 milhões estão sendo direcionados só para nossa linha de produção no Brasil”, destaca Jörg Hofmann, da Audi. 



Criar uma relação de confiança com um mercado depende ainda de outro tipo de ampliação: na rede de revendedores e serviços. A Audi tinha 40 lojas em 2014, quer abrir mais 10 este ano e chegar a 67 até 2020, quando pretende vender 30 mil unidades/ano. Já a Lexus abriu sua primeira concessionária em 2012, em São Paulo. Hoje, já tem 15 pontos de venda espalhados pelo Brasil – em parceria com alguns da própria Toyota. “Já estamos presentes nas quatro capitais do Sudeste e em Porto Alegre, Curitiba, Brasília, Recife, Fortaleza, Goiânia e Salvador”, avisa o diretor comercial Evandro Maggio.



 

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