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Teste: Mitsubishi ASX 2014 - Brasilidade de ocasião

27/06/2013 14:00  - Fotos: Michael Figueredo/Carta Z Notícias
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Teste: Mitsubishi ASX 2014 - Brasilidade de ocasião

Mitsubishi nacionaliza o ASX, se livra das cotas e sonha com a liderança dos crossovers médios

por Michael Figueredo
Auto Press


O segmento de utilitários esportivos e crossovers está entre os mais animados do mercado brasileiro. Nos últimos anos, registrou sempre índices de crescimento acima da média geral. Com isso, as empresas do setor adotam estratégias diferentes para melhorar a atratividade de seus produtos. No caso da Mitsubishi, a tática foi antecipar a nacionalização do ASX, que era importado do Japão desde novembro de 2010. Anteriormente programada apenas para 2014, a fabricação no Brasil não visa reduzir o preço do utilitário. A ideia é livrar a marca japonesa da limitação das importações. Por isso, o carro não foi depauperado. Continua com opções de tração 4X2 e 4X4 e mantém a boa lista de equipamentos – justificativa usada para manter a pedida inicial de R$ 83.490, que cresce até chegar aos R$ 105.990.

O ASX brasileiro é fruto de uma expansão na fábrica de Goiás, na qual a MMC Automotores do Brasil – do empresário Eduardo de Souza Ramos – investiu o equivalente a um estádio da Fifa: mais de R$ 1 bilhão. As obras ainda estão em andamento na unidade e a previsão da marca é de dobrar a capacidade produtiva para 100 mil carros anuais a partir de 2015. O complexo de Catalão, que já produz a Pajero TR4, Pajero Dakar, L200 Triton e agora o ASX, também será responsável pela nacionalização do sedã Lancer.



Sem a limitação de importações, a Mitsubishi faz projeções otimistas para o ASX em 2014, primeiro ano cheio do crossover “brasileiro”. A marca almeja comercializar 15.600 unidades – 1.300 por mês. Para se ter uma ideia, em 2012 foram vendidos 10.781 exemplares do ASX, uma média mensal de 898. Caso alcance o objetivo, poderá ainda brigar pela liderança do segmento, que é do Honda CR-V, e desbancar o segundo colocado Hyundai Ix35, que ocupam tais posições desde 2011. O que pode atrapalhar estas contas é que o modelo coreano também será nacionalizado já neste segundo semestre. Os concorrentes tiveram, respectivamente, cerca de 1.295 e 1.030 vendas mensais, em média, nos últimos dois anos. Já em 2013, ano dividido entre o modelo importado e a produção nacional, a marca pretende fechar com 11.200 unidades vendidas. Para isso, será preciso ampliar bastante a média mensal vendida até a primeira quinzena de junho, de 650 unidades para algo em torno de 1.100 emplacamentos por mês a partir da chegada do ASX 2014 chega às concessionárias, em julho.

Nesse processo de nacionalização, o design não sofreu alterações significativas. O maior destaque fica na parte dianteira, alinhada agora com os demais modelos da Mitsubishi. A grade, envolvida por um friso cromado, está menor. O para-choque tem menos detalhes em preto e a cor da carroceria passa a predominar. Os faróis de neblina também foram deslocados para as extremidades da peça. Sob o capô, o Mitsubishi ASX sempre traz um motor de 2.0 litros 16V com comando variável. Para mover os 1.345 kg do utilitário, são 160 cv de potência máxima, entregues a 6 mil rpm, 20,1 kgfm de torque a 4.200 rpm. O propulsor também é fabricado em Catalão e é o primeiro da Mitsubishi feito fora do Japão.



Para a disputa no segmento, o Mitsubishi ASX “made in Brazil” se armou com um vasto recheio. A versão de entrada vem com tração 4X2. Já traz com itens como trio elétrico, ar-condicionado automático, freios ABS com EBD, direção elétrica, volante multifuncional revestido em couro, coluna de direção ajustável em altura e profundidade, rádio/CD/MP3/USB e conexão Bluetooth, além dos airbags frontais. Com essa configuração, com câmbio manual de cinco marchas, custa R$ 83.490. Com câmbio automático do tipo CVT, o valor vai a R$ 89.490, mas adiciona ainda ponteira do escapamento cromada e rack de teto, além de paddle-shifts para trocas sequenciais de marchas.

A versão com tração 4X4 vem sempre acompanhada de câmbio automático. Ela vem com nove airbags – além dos dois frontais, dois nas laterais, quatro de cortina e um de joelho para o motorista –, sensor de estacionamento, controle de estabilidade e assistente para partida em rampa. Os bancos e a manopla de câmbio são revestidos em couro. Os assentos dianteiros têm aquecimento e o do motorista oferece regulagem elétrica. O sistema de entretenimento ganha DVD – que funciona somente com o freio de estacionamento acionado. Esta versão sai a R$ 99.990, mas ainda pode receber opcionais, como faróis xênon e teto solar panorâmico, que elevam o preço para R$ 105.990.



Primeiras impressões

Leveza integral

Catalão/GO – O Mitsubishi ASX não impressiona pelo visual. O design é de bom gosto e tudo mais, mas nada fora do comum. E essa discrição não é um ponto contra. Ao contrário, o crossover tem na simplicidade das linhas um bem-vindo afastamento dos espalhafatos comuns ao segmento. O mesmo acontece no interior. Não há extravagâncias, mas o excelente acabamento, o cuidado nos detalhes e a escolha dos materiais foram bem realizados. E o teto solar panorâmico da versão topo de linha, utilizada no teste, ajuda a produzir uma atmosfera bastante agradável dentro do ASX.

Os ajustes da coluna de direção e do banco facilitam a busca pela melhor posição de dirigir. Em movimento, o motor, aliado ao câmbio CVT, age rapidamente para que o ASX mostre sempre muito vigor. Não falta torque nas arrancadas. Para as retomadas, basta uma pisada mais forte no pedal da direita para o câmbio CVT responder e oferecer uma dose extra de força. Ao selecionar o modo “Sports”, o sistema criar marchas virtuais e o comando do câmbio passa para as mãos do motorista, através de “paddle-shifts”. O que deixa a condução bem mais divertida.



O percurso incluía ainda um pequeno caminho de terra batida – e esburacada – dentro de uma fazenda. Com a tração integral ligada, obstáculos como pequenos troncos e pontes quebradas foram superados sem maiores dificuldades. A suspensão absorve bem os impactos, mas nos piores trechos, as “chacoalhadas” dentro da cabine foram desagradáveis. De volta ao asfalto, a sensação de estabilidade acompanha sempre o ASX.

Quem viaja no banco traseiro tem bom espaço para as pernas. Há lugar para um passageiro central, inclusive com apoio de cabeça, mas o espaço fica mais agradável com apenas dois adultos. Se não for extremamente necessário que três viajem atrás, melhor mesmo é abaixar o meio do encosto e transformá-lo em um conveniente apoio para os braços.



Ficha técnica

Mitsubishi ASX 4X2 (4X4)

Motor: A gasolina, dianteiro, transversal, 1.998 cc, quatro cilindros em linha, quatro válvulas por cilindro, duplo comando variável de válvulas. Injeção eletrônica de combustível multiponto sequencial.
Transmissão mecânica: Manual com cinco marchas à frente e uma a ré. Tração dianteira. Oferece controle eletrônico de tração.
Transmissão automática: Câmbio automático do tipo CVT. Tração dianteira (integral). Oferece controle eletrônico de tração.
Potência máxima: 160 cv a 6 mil rpm.
Aceleração 0-100 km/h: 11,4 segundos no manual e 11,4 segundos no automático (11,9 segundos com tração integral).
Velocidade máxima: 183 km/h, 183 km/h com câmbio automático (188 km/h com tração integral).
Torque máximo: 20,1 kgfm a 4.200 rpm.
Diâmetro e curso: 86,0 mm x 86,0 mm. Taxa de compressão: 10,0:1
Suspensão: Dianteira independente do tipo McPherson com barra estabilizadora e molas helicoidais. Traseira independente multibraço com barra estabilizadora e molas helicoidais.
Pneus: 225/55 R18.
Freios: Dianteiro a disco ventilado e traseiro a disco. Oferece ABS e EBD.
Carroceria: Crossover em monobloco com quatro portas e cinco lugares. Com 4,29 metros de comprimento, 1,77 m de largura, 1,61 m de altura e 2,67 m de distância entre-eixos. Oferece airbags frontais, laterais, de cortina e de joelho de série.
Peso: 1.345 kg com câmbio manual, 1.375 kg com câmbio automático (1.440 kg com câmbio automático e tração integral).
Capacidade do porta-malas: 605 litros.
Tanque de combustível: 60 litros.
Produção: Catalão, Goiás.
Lançamento no Brasil: 2013.
Itens de série:
Tração 4X2: trio elétrico, ar-condicionado automático, freios ABS com EBD, direção elétrica, volante multifuncional revestido em couro, coluna de direção ajustável em altura e profundidade, rádio/CD/MP3/USB/Bluetooth e airbags frontais.
Preço: R$ 83.490. 
Tração 4X2 automático: adiciona ponteira do escapamento cromada, rack de teto e paddle-shifters para trocas sequenciais de marchas.
Preço: R$ 89.490.
Tração 4X4 adiciona: airbags frontais, laterais, de cortina e de joelho, sensores de estacionamento, controle de estabilidade, assistente para partida em rampa, bancos e manobla de câmbio com revestimento em couro, assentos dianteiros aquecidos, banco do motorista com regulagem elétrica, sistema de entretenimento com rádio/DVD/CD/MP3/USB/Bluetooth e farol de neblina. 
Preço: R$ 99.990.
Opcionais: Faróis xenon e teto solar panorâmico.
Preço completo: R$ 105.990.

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