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Sinotruk entra no mercado de cima para baixo

13/07/2012 19:42  - Fotos: Divulgação
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Sinotruk entra no mercado de cima para baixo

Sinotruk investe no segmento de maior rentabilidade do mercado com a linha A7

por Michael Figueredo
Auto Press


O segmento de pesados apresenta disputas bem acirradas. Embora seja o que registre o menor número de vendas de caminhões, é o segmento onde os lucros são mais gordos. Mas foi exatamente por essa faixa de mercado que a chinesa Sinotruk resolveu começar suas operações no Brasil. A marca, que tem 25% de suas ações nas mãos da alemã gigante MAN, já atua no Brasil desde 2010, com o modelo pesado Howo, e agora apresentou a gama A7, com caminhões ainda maiores. Os novos cavalos mecânicos da marca oriental prometem entrar na batalha armados de itens tecnológicos – algo quase obrigatório na categoria  – e com o argumento de amigos do meio ambiente

A pregação ecologicamente correta não é exatamente original. É seguida por empresas de todos os setores da indústria. Mas segundo a fabricante, o motor da linha A7 consegue reduzir ainda mais as emissões por conta com um gerenciamento eletrônico que mantém o consumo proporcional à carga – reduz a injeção de diesel quando há menos peso transportado. Outro recurso para reduzir o impacto ambiental é a utilização de lonas de freio e revestimentos de embreagem sem amianto. Disseminado entre os modelos de todas as concorrentes instaladas no Brasil, o sistema de catalisação SCR - redução catalítica seletiva, na sigla, em inglês -, também aparece no A7.

Dentro das normas exigidas de emissões P7, iguais à Euro V, a gama A7 é animada pelo mesmo propulsor de 12.0 litros, o Sinotruk D12, usado no Howo. O caminhão tem disponíveis as opções de tração 4X2, 6X2 e 6X4, que desenvolvem 380 cv, 420 cv e 460 cv. Há ainda a variante de chassi rígido, com tração 8X4 e 420 cv de potência. As modalidades de transmissão variam entre a de câmbio manual de 12 ou 16 velocidades e o automatizado de 16 relações.



A versão de entrada, de tração 4x2 e 380 cv, pode se apresentar em diversas configurações de eixos, como semirreboque de três eixos simples, espaçados ou do tipo 1+2. O torque máximo, de 168,2 kgfm, é entregue entre 1.100 e 1.400 rpm. O modelo de 420 cv tem tração 6X2, com torque de 185,5 kgfm na mesma faixa de rotações. É apresentado pela Sinotruk como o mais equilibrado para cargas como transportes frigorificados, basculantes e tanques, entre outros.

Para as operações rodoviárias mais pesadas, como composições articuladas - bitrem ou rodotrem -, o A7 de tração 6X4, que desenvolve 460 cv de potência, é a opção recomendada pelos chineses. O cavalo mecânico entrega o torque máximo de 203,9 kgfm aos 1.400 giros do motor. Fechando a gama, uma versão com potência de 420 cv, mas sobre um chassi rígido, de tração 8X4, que o direciona para tarefas mais difíceis. O torque é de 188,6 kgfm e a variante é indicada para aplicações off-road, como o transporte de minério.

A linha A7 da Sinotruk estará disponível nas concessionárias a partir de setembro com preços a partir de R$ 270 mil para a versão 4X2 de 380 cv. A variante 6X2 de 420 cv começa em R$ 310 mil e Ro cavalo mecânico de 460 cv e tração 6X4 sai a partir de R$ 340 mil. A versão fora de estrada, com tração 8X4 e 420 cv, só estará disponível a partir de novembro e ainda não tem preço definido.



A fabricante chinesa, no entanto, precisa de muito mais para conseguir o espaço desejado no segmento premium, onde as aspirações dos consumidores estão além da simples relação custo/benefício. Por isso, a linha A7 espera conquistar os motoristas também pela boleia. Todas as versões possuem ar-condicionado digital e a opção de teto baixo ou alto. Na primeira, com uma cama e na segunda, com duas. O assento do motorista tem suspensão a ar, assim como a própria cabine, que possui ainda quatro pontos de ancoragem e sistema de amortecimento lateral. O volante é regulável e apresenta também comandos multifuncionais para o sistema de som com entrada USB. O painel de instrumentos é iluiminado por led.

Nesses dois anos de atuação no Brasil, a Sinotruk vem ganhando mercado paulatinamente. No acumulado dos seis primeiros meses de 2012 já vendeu 458 unidades. Ficou à frente da Agrale, mas bem atrás das maiores marcas, com quem deseja rivalizar – o modelo campeão de vendas, o Volvo FH440, emplacou  1.319 unidades no mesmo período. O A7 tem a missão de fazer com que a Sinotruk supere a desconfiança em relação a produtos “Made in China”.

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