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A hora do transporte com emissão zero é agora, diz diretor da Renault-Nissan

18/06/2012 15:00  - Fotos: Divulgação e Raphael Panaro/Carta Z Notícias
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A hora do transporte com emissão zero é agora, diz diretor da Renault-Nissan

Toshiyaki Otani acredita que carros elétricos já são uma realidade no mundo e fala em colaboração da esfera pública e privada para a expansão dos veículos “verdes”

por Raphael Panaro
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Quando o tema é carro elétrico no Brasil, o assunto vira promessa para o futuro ou que a realidade brasileira ainda está distante disso. Porém, para Toshiyaki Otani, diretor da Aliança Renault-Nissan, “a hora do transporte com emissão zero é agora”. E é no embalo da Rio+20, a Conferência das Nações Unidos sobre o Desenvolvimento Sustentável, que o executivo vem inaugurar o Fórum Global de Mobilidade Elétrica: tornando o transporte verde para o desenvolvimento sustentável. O pensamento do executivo da aliança franco-nipônica é de imediato em afirmar que o transporte alternativo é uma realidade atual e não do futuro. E os números comprovam isso. Segundo Otani, mais de 40 mil veículos elétricos, da Nissan ou da Renault, já foram comercializados. Dentre eles está o Leaf, com 32 mil unidades. Até o final de 2016, a Aliança pretende vender 1,5 milhão de carros zero emissão em todo o mundo e chegar a 40 mil unidades vendidas do Leaf.

Outro automóvel que começou a ser vendido, esse ano, na Europa e já totalizou quatro mil unidades comercializadas foi o Renault Twizy. A marca francesa trouxe ao Brasil o curioso subcompacto elétrico, que foi projetado para levar duas pessoas, sentadas em fila. O carrinho tem 2,33 m de comprimento, 1,91 m de largura e 1,46 m de altura, e pesa 450 kg – 100 deles apenas da bateria de íons de lítio. Na versão de entrada, o motor elétrico de 5 cv consegue atingir 45 km/h, enquanto que o propulsor de 17 cv chega aos 80 km/h. A bateria garantia autonomia de 100 km, graças ao peso reduzido do veículo. No mercado europeu, o Twizy custa 6.990 euros – R$ 16.820. A intenção da Renault é oferecer o veículo elétrico mais barato do mundo, entre as opções disponibilizadas pelas grandes fabricantes automotivas. A aliança trouxe também o Renault Fluence ZE, que na Europa é vendido pelo mesmo preço do modelo com motor a combustão e já obteve duas mil unidades vendidas em 2012. Fechando a gama de veículos elétricos, a fabricante francesa ainda tem o Kangoo, responsável por três mil emplacamentos.



Porém, apesar de afirmar que os carros com propulsores elétricos são uma realidade,  Toshiyaki Otani não nega que a ampliação do mercado e a infra-estrutura das cidades ainda são etapas a serem vencidas. “É necessário haver uma integração do poder público com a esfera privada para o desenvolvimento de uma infra-estrutura adequada para a expansão dos EV’s. Não só para os centros urbanos, mas também para a comercialização desses automóveis”. No Japão, por exemplo, alguns apartamentos já disponibilizam garagens com carregadores para os carros elétricos e o pagamento é feito por horas consumidas. Outro esquema no país asiático, que está se espalhando pela Europa e Estados Unidos, é o “car sharing”, onde as pessoas apenas usam os serviços ou funções de um carro em vez de possuir um, diminuindo consideravelmente as emissões de carbono.

A autonomia desses veículos também é um ponto a ser discutido. De acordo com Otani, a Aliança está trabalhando no desenvolvimento de baterias mais duráveis e mais leves e também na redução do peso do carro e do consumo dos equipamentos internos que usam eletricidade, como ar-condicionado e o sistema multimídia. Outra questão que chama atenção é o preço. Sem os incentivos fiscais fornecidos pelos governos, onde os veículos são comercializados, a venda seria improvável frente aos carros a combustão. Caso dos Estados Unidos, onde chegam a ser dados US$ 7,5 mil de incentivo aos compradores. O estado da Califórnia, além da ajuda do governo federal, ainda oferece um bônus de mais US$ 5 mil. O Nissan Leaf que custa US$ 32,5 mil passa para US$ 20 mil com o abono financeiro. Segundo Otani, a Aliança já possui mais de 100 acordos em diversos países, como a China e Estados Unidos, para reduzir os custos dos veículos. Uma nova fábrica da Nissan será aberta na Inglaterra em 2013 e produzirá o modelo, que não será mais importado do Japão e poderá ter o preço reduzido para o mercado europeu.

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