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Rio+20 destaca mobilidade elétrica, apesar de conceito ainda estar distante do Brasil

13/06/2012 10:30  - Fotos: Divulgação/CZN
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Rio+20 destaca mobilidade elétrica, apesar de conceito ainda estar distante do Brasil

Conferência sobre desenvolvimento sustentável apresenta diversas propostas diferentes com foco na redução de gases poluentes e preservação do meio ambiente

por Túlio Moreira
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Apesar do aceno das autoridades brasileiras em relação à necessidade de se investir em mobilidade elétrica, veículos que dispensam motores a combustão ainda têm presença tímida por aqui. Iniciativas recentes, como a introdução de uma frota especial do Nissan Leaf no circuito de táxis de São Paulo, mostram que não há como o país fechar os olhos para o futuro da indústria automobilística. O modelo 100% elétrico da marca japonesa, aliás, é o carro oficial da Rio+20, a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, que começa nesta quarta-feira (13) e segue até o próximo dia 22, na capital fluminense. 



Diversas montadoras de automóveis resolveram aproveitar o evento, que terá repercussão mundial ao discutir questões relacionadas à preservação do meio ambiente e ao desenvolvimento sustentável, para apresentar propostas recentes de mobilidade elétrica. Apesar de distantes da realidade do país, estes veículos vislumbram uma alternativa consistente para os problemas relacionados à escassez das fontes energéticas convencionais e ao efeito gerado no clima global em decorrência do uso excessivo de petróleo e seus derivados.



Uma das propostas mais interessantes foi, inclusive, desenvolvida no Brasil. Trata-se da versão elétrica para o rústico utilitário Marruá, desenvolvida em conjunto pela fabricante gaúcha Agrale, a hidrelétrica Itaipu Binacional e a fornecedora de componentes Stola do Brasil. O modelo tem tração nas quatro rodas e é equipado com um motor elétrico de 54 cv de potência e torque máximo de 13,3 kgfm. Com duas baterias de sódio recarregáveis, o veículo tem autonomia de aproximadamente 100 quilômetros e poderia ser utilizado no monitoramento de áreas de preservação, já que não polui e tem baixo nível de emissão de ruídos. Com isso, o utilitário não prejudica o ecossistema ou os animais que vivem nessas áreas.



A BMW vai proporcionar uma rodada de testes para jornalistas e convidados, no Autódromo de Jacarepaguá, Zona Oeste da cidade, com duas propostas que foram fundamentais para a introdução da marca alemã no segmento dos veículos sustentáveis. Serão cinco unidades do BMW Série 1 Concept ActiveE, apresentado no Salão de Detroit de 2010, e cinco exemplares do Mini E, que chegou a ser produzido entre 2009 e 2010. Os dois modelos antecipam tecnologias que estarão presentes no hatch i3, com lançamento previsto para o ano que vem, e no esportivo híbrido i8, em 2014. Os executivos da matriz bávara ainda aproveitarão a ocasião para discutir os novos rumos da indústria em relação aos carros elétricos.



A Volkswagen surpreendeu ao anunciar a vinda da Bulli, já conhecida como a “Kombi do século 21”. O protótipo, que pode ganhar versão de produção nos próximos anos, foi mostrado no Salão de Genebra, na Suíça, e aparece pela primeira vez por aqui. O motor elétrico de 85 kW, correspondente a cerca de 115 cv de potência, consegue atingir 140 km/h de velocidade máxima, limitada eletronicamente, e cumpre o zero a 100 km/h em menos de 12 segundos. A autonomia chega a 300 km.



Outros modelos elétricos que já rodam em diversos países do mundo também darão as caras por aqui. A francesa Renault trouxe dois modelos da linha Z.E., que propõe variações elétricas para veículos já existentes em versões convencionais. O sedã Fluence Z.E. e o comercial multiuso Kangoo Z.E. desembarcaram na Rio+20 para adiantar propostas que já funcionam na Europa. A japonesa Mitsubishi trouxe o curioso i-MiEV, modelo elétrico que já circulou antes por São Paulo e teve inclusive uma unidade vendida no país. O pequeno elétrico já emplacou mais de 30.000 unidades nos Estados Unidos, Europa e Japão. O grupo PSA Peugeot Citroën optou pelos híbridos 3008 Hybrid4 e DS5 Hybrid4. O primeiro é o pioneiro entre os automóveis na combinação entre motor a combustão diesel e energia elétrica. Já a versão híbrida do luxuoso DS5 ganhou notoriedade por se tornar o carro oficial do presidente francês.



Há até mesmo uma proposta para o transporte coletivo, com a presença do primeiro ônibus “verde” da MAN Latin America, que inclusive transportará a delegação de conferencistas e autoridades participantes da Rio+20. A grande inovação do modelo é a tecnologia flex que combina GNV com o diesel. Ao todo, a empresa alemã fornecerá 17 ônibus para a conferência. Três destes veículos contam com o motor bicombustível. Com GNV (85%) e diesel (15%), os ônibus podem rodar com até 90% de combustível alternativo, proporcionando uma redução de 20% nas emissões de CO².

Veja mais: Agrale mostra Marruá elétrico para a Rio+20
Veja também: Nissan Leaf será o carro oficial da Rio+20

 

 

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