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Yamaha YZF-R1 2013 é uma fera domada

07/06/2012 12:00  - Fotos: Divulgação
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Yamaha YZF-R1 2013 é uma fera domada

Nova Yamaha R1 traz inovações no controle de tração para ficar mais dócil

por Michael Figueredo
Auto Press  
 

A Yamaha esperou algumas das principais concorrentes lançarem suas superesportivas no Brasil antes de apresentar a nova R1. Disposta a mostrar que continua forte no segmento, a fabricante japonesa agregou recursos usados nas pistas do Moto GP – categoria na qual detém cinco títulos nas últimas dez temporadas com a YZR-M1. Tomando como base a moto campeã, o modelo tem o novo sistema de controle de tração – TCS, na sigla em inglês – como principal inovação que, com sete níveis de atuação, a diferencia de sua versão anterior, que possui apenas três variações, e também de suas rivais. O mecanismo faz com que a brutalidade do motor seja domada com grande precisão. Além disso, a R1 traz mudanças pontuais no design.

Herdado do modelo de competição, o novo controle de tração permite que o motociclista tenha um domínio maior sobre a agressividade da máquina. Os sete níveis de tração deixaram a R1 2013 mais segura em relação à sua antecessora, mantendo a regularidade tanto nas entradas quanto nas saídas das curvas. De acordo com a Yamaha, com o TCS no controle mínimo, já se obtém altas doses de esportividade. Em curvas mais arrojadas, o mecanismo permite até mesmo algumas escapadas de traseira e só interrompe a entrega de potência quando a derrapagem chega a níveis mais agressivos.



No outro extremo, o nível máximo torna-se um aliado daqueles condutores menos experientes com superesportivas. Segundo a fabricante, o setup corrige todos os desequilíbrios de trajetória da moto, sem que o piloto perca a sensação de domínio sobre ela. Com o seletor apontando para os controles intermediários, um misto de segurança e esportividade, onde até mesmo o freio motor é suavizado. A marca garante que o sistema deixou a pilotagem mais leve e que o controle de tração funciona sem travamentos, provenientes do corte de giro. Já os pilotos mais experientes podem desligar o TCS, deixando a fera realmente indomável.

O modelo foi lançado na Europa no final do ano passado. A motocicleta é fabricada no Japão, mas é adaptada à gasolina brasileira, graças ao novo mapeamento do motor, o que não ocorria na versão anterior vendida no Brasil. Desta forma, é possível levar a superesportiva ao máximo de sua capacidade sem a necessidade de reprogramar o sistema injetor. Os três niveis da ECU - unidade de controle eletrônico de injeção-, quando relacionados com as sete possibilidades do TCS, permitem que o motociclista tenha à disposição 21 diferentes configurações de pilotagem.



Mesmo com as inovações tecnológicas, a R1 manteve os 184 kg de peso seco e os mesmos 182 cv, com a relação peso/potência na ordem de 1,01 kg/cv. O peso extra causado pelo controle de tração foi compensado na mesa superior e no suporte do assento, que ficaram mais leves. O motor, com quatro cilindros em linha e 998 cc, é o mesmo da versão anterior, com um virabrequim do tipo crossplane, que faz os pistões se movimentarem de forma linear.

Desta forma, enquanto o pistão de uma das extremidades está no ponto morto superior, seu oposto encontra-se em ponto morto inferior. Ao mesmo tempo, os dois centrais estão no meio do caminho, um com movimento de subida e o outro de decida. Com isso, o torque - máximo de 11.8 kgfm a 10 mil rpm - é entregue ao pneu traseiro de forma mais vigorosa, porém sutil, mesmo em rotações baixas e médias. Contando com câmbio de seis marchas, a superesportiva peca por não possuir freio ABS, presente nas suas principais concorrentes.

O design da R1 teve mudanças bastante pontuais, mas que não passam despercebidas. A mais notável está no novo desenho dos faróis, que ganharam ainda um contorno de leds. O resultado éum olhar muito mais intimidador para quem a vê de frente ou pelo retrovisor. A carenagem também foi redesenhada, assim como o escapamento duplo, que vem agora com uma proteção em fibra de carbono. As novas pedaleiras também chamam a atenção, e, além do design, a fabricante diz que garantem mais ergonomia e aderência ao calçado do motociclista. A superesportiva possui uma gama de cores com três opções: azul, preta e branca com grafismos.

A R1 começa a ser comercializada no Brasil a partir da segunda quinzena de junho. A Yamaha ainda não divulgou o preço, devido às mudanças com relação ao IPI de motos importadas, mas especula-se que fique em torno de R$ 60 mil. Algo condizente com suas rivais, que variam nessa faixa.



Ficha técnica

Yamaha YZF-R1

Motor: A gasolina, quatro tempos, DOHC, 998 cm³, quatro cilindros em linha,quatro válvulas, refrigerado a água, com virabrequim crossplane e injeçãoeletrônica.
Câmbio: Manual de seis marchas, engrenagens constantes
Potência máxima: 182 cv a 12.500 rpm.
Torque máximo: 11,8 kgfm a 10.000 rpm
Diâmetro e curso: 78.0 mm x 52,2 mm.
Taxa de compressão: 12,7:1
Suspensão: Dianteira garfo telescópico com 120 mm. Traseira braço oscilante - monocross com 120 mm.
Pneus: 120/70 ZR17 M/C 58W na frente e 190/55 ZR17 M/C 75 atrás.
Freios: Disco duplo hidráulico de 310 mm na frente e disco hidráulico de 220 mm atrás.
Dimensões: 2,07 metros de comprimento total, 0,71 m de largura, 1,13 m de altura, 1,41 m de distância entre-eixos e 0,83 m de altura do assento.
Peso: 184 kg.
Tanque do combustível: 18 litros.
Produção: Japão.
Lançamento mundial: 2011.
Lançamento no Brasil: 2012.



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