Teste: Dafra Riva 150 apela para fator econômico
Projeto de marca chinesa permite estratégia de preço agressiva da Dafra Riva 150
por Rodrigo Machado
Auto Press
A Dafra tem um comportamento peculiar no mercado nacional. Por não ser responsável direta pelo projeto de nenhuma de suas motos – todas são desenvolvidas por fabricantes asiáticas com a ajuda de engenheiros brasileiros –, a marca nacional não tem um investimento significativo em cada modelo. Assim, pode ser agressiva no preço e nos equipamentos usados e, mesmo assim, manter uma certa qualidade de construção. É o caso da Riva 150. Lançada no começo do ano no mercado nacional. Ela custa R$ 4.990, cerca de 10% menos do que as street de 125 cilindradas de Honda, Yamaha e Suzuki.
E, em termos de vendas, a Dafra atingiu o objetivo. Ao menos de uma certa maneira. Desde que começou a ser vendida em larga escala, em fevereiro, acumulou média de 780 unidades mensais. Evidentemente não chega nem perto das gigantes Honda CG 125 e Yamaha YBR 125, que tem volumes de 28 mil e 8 mil, respectivamente, mas conseguiu superar a concorrente da Suzuki. A Yes 125, que tem preço de R$ 5.890, acumulou apenas 630 emplacamentos/mês no ano. Quem tem o papel de ser a moto de entrada da Dafra é a custom Intruder 125, R$ 400 mais barata – que teve média de 1.100/mês.
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A expectativa da marca era até mais otimista. No lançamento da Riva 150, em janeiro, na China, os executivos afirmaram que pretendiam alcançar 2 mil motos por mês. Mesmo assim, o desempenho da street ajudou a Dafra a encostar na Suzuki no terceiro lugar do ranking nacional. Em 2012, a marca nacional tem 1,94% do mercado enquanto a japonesa detém 2,27%.
Como é comum nas motos da Dafra, o projeto da Riva é de uma montadora estrangeira. Alguns engenheiros da Dafra fazem parte do desenvolvimento do modelo para adaptar os lançamentos ao gosto nacional e para garantir qualidade de montagem. Nesse caso, foi a chinesa Haojue, mesma responsável pelo desenvolvimento da cub Smart 125. De fábrica, ela já traz rodas de liga leve de 18 polegadas, freio dianteiro a disco e partida elétrica.
O visual é interessante para uma street de entrada. Ela é bastante carenada, principalmente no tanque e na parte inferior do quadro. O farol também é envolvido por uma peça de plástico e a área central recebe dois apliques com cortes retos.
De resto, o único diferencial da Riva 150 é exatamente o tamanho de seu motor. Com 149,4 cm³, ele desenvolve 12,1 cv a 8.250 rpm e 1,11 kgfm de torque a 6.600 rpm. O sistema de alimentação é por carburador, como é comum a todas as concorrentes. Em relação à correspondente chinesa, o propulsor já foi adaptado para receber a gasolina brasileira, que tem 22% de etanol. A suspensão recebeu leves ajustes para se adaptar aos pisos brasileiros e as marchas tiveram as relações alongadas para permitir uma velocidade final maior.
O peso da tradição
por Eduardo Rocha
Auto Press
A Riva 150 é muito bem equipada. Ela tem freio dianteiro a disco, painel com conta-giros, partida elétrica e pedal de quique, descanso central e lateral, aletas nas laterais do tanque, carenagem sob o motor, rabeta, farol encapsulado em uma mini-bolha, que envolve também o painel de instrumentos, tampa de combustível tipo de avião e rodas de liga, Vários desses elementos poderiam facilmente induzir à ideia de que se trata de uma moto com boa capacidade esportiva ou que é, pelo menos, agressiva. Nada disso. A motocicleta da Dafra mostra um desempenho modesto. Apesar de ser uma 150 cc, sua performance é semelhante à de modelos japoneses de 125 cc.
Todo o comportamento da Riva confirma que é ela foi pensada para a vida urbana. As três primeiras marchas são bem curtas, para favorecer arrancadas rápidas nos semáforos, e ela tem bastante agilidade e estabilidade para serpentear entre os carros engarrafados no trânsito. A quarta e quinta marchas, um pouco mais longas, não são suficientes para tornar a Riva uma amiga da velocidade. Ela até enfrenta com valentia vias expressas onde se anda na casa dos 90 km/h, mas já não fica tão à vontade. A partir daí, as vibrações passam a incomodar e transmitir uma sensação de fragilidade. Ou seja: toda aquela roupagem, junto com o preço mais baixo, é uma forma honesta de compensar a pequena tradição da marca no mercado.
Ficha técnica
Dafra Riva 150
Motor: A gasolina, quatro tempos, 149,4 cm³, monocilíndrico, duas válvulas por cilindro, comando simples no cabeçote com refrigeração a ar. Alimentação por carburador.
Câmbio: Manual de cinco marchas.
Potência máxima: 12,1 cv a 8.250 rpm.
Torque máximo: 1,11 kgfm a 6.600 rpm.
Diâmetro e curso: 62,0 mm X 49,5 mm.
Taxa de compressão: 9,2:1.
Suspensão: Dianteira com garfo telescópico com curso de 105 mm. Traseira biamortecida com curso de 77 mm.
Pneus: 70/100 R18 na frente e 90/90 R18 atrás.
Freios: Disco único com 240 mm de diâmetro na frente e a tambor atrás.
Dimensões: 1,99 metros de comprimento total, 0,76 m de largura, 1,09 m de altura, 1,28 m de distância entre-eixos e 0,77 m de altura do assento.
Peso: 136 kg.
Tanque do combustível: 13,3 litros.
Produção: Manaus, Amazonas.
Lançamento no Brasil: 2012.
Veja mais: Dafra quer voltar ao terceiro lugar do mercado brasileiro
Veja também: Teste: Next 250 mostra o próximo passo da Dafra

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Comentários
Existem 3 comentáriosO problema com estas motos chinesas é q além da qualidade duvidosa tem o problema da incerteza da rede de assistência téc. Aqui em Natal e Parnamirim a autorizada fechou as portas. Após muito tempo o site da dafra atualizou um ponto de assistência q por enquanto vai fazer a manutenção.Enquanto não reabre uma nova concessionária a dafra vai perdendo terreno e ainda não vi o lançamento Riva. Por isso moto de verdade tem q ter escrito no tanque HONDA ou YAMAHA!
Que gafe terrível nesta matéria hein?!! Falar que a Intruder 125 é da DAFRA? Ninguém merece. Acho que este Editor devia se informar melhor antes de postar um artigo como este.
nesse trecho: É o caso da Riva 150. Lançada no começo do ano no mercado nacional. Ela custa R$ 4.990, cerca de 10% menos do que as street de 125 cilindradas de Honda, Yamaha e Suzuki. nao parece so dez por cento nao por que em caratinga a ybr factor completa ta 8500 (oito mil e quinhentos reis) o que deve ser tipo vendendor ou loja querendo ganhar mais acho que deu mais de 10% de economia de cinco mil para oito e meio lamentavel o preço yamaha pode variar de loja pra loja e pior de vendedor pra vendedor na mesma loja e ainda aki em caratinga so tem uma autorizada yamaha que eu saiba que pena yamaha ajuda ai!
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