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Ocean Race embala o marketing tecnológico da Volvo

25/04/2012 15:45  - Fotos: Rodrigo Machado/Carta Z Notícias e Divulgação
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Ocean Race embala o marketing tecnológico da Volvo

Com ações diferentes, Volvo Cars e Volvo Group dão imensa importância à Ocean Race

por Rodrigo Machado
Auto Press


Desde que a Volvo Cars se desmembrou do Volvo Group, em 1999, uma das únicas ações que as duas empresas mantêm em conjunto é a Volvo Ocean Race. A regata de veleiros ao redor do mundo é tão importante para a marca Volvo que a sueca Volvo Groups – fabricante de caminhões, ônibus e maquinário industrial – e a Volvo Cars, fabricante de carros hoje controlada pela chinesa Geely, comandam juntas a competição. E exploram bem toda a visibilidade que o evento tem, para "agregar valor" às suas próprias imagens.

A relevância da Ocean Race para a Volvo é tamanha que existe uma empresa própria para organizar a corrida – com CEO e tudo. Ela tem capital dividido em 50% entre as duas companhias, sem influência maior de nenhuma delas. Isso significa que a Ocean Race não é patrocinada pela Volvo, e sim controlada por ela. E cada uma delas explora o evento da maneira que pode. Hoje a Ocean Race é considerada uma das disputas de veleiros mais importantes do mundo e, durante os nove meses que os barcos dão a volta no mundo, em nove etapas, mais de um bilhão de pessoas assistem alguma regata em algum momento.



Na atual edição, a pausa no Brasil foi na cidade catarinense de Itajaí. Durante os 19 dias em que a competição aportou no país, mais de 280 mil visitantes passaram pelo área montada do evento. E cada Volvo resolveu utilizar o espaço e o destaque de imprensa de maneira distinta.

A Volvo Group lançou uma série especial do FH, caminhão extra-pesado da marca. Destinada à venda exclusiva no Brasil, a edição é limitada a 100 unidades. O FH Volvo Ocean Race tem pintura especial, em azul, e conta com adesivos comemorativos à regata. No interior, os bancos, tapetes e detalhes das portas também recebem alusões à Ocean Race.



O FH especial ainda conta com um pacote de equipamentos que inclui suspensão pneumática, rodas de alumínio, freio motor de 500 cv, faróis de xenônio e som com entradas auxiliares. A série especial recebe também o máximo em termos de segurança da marca. Ele tem controles de estabilidade e de cruzeiro adaptativo, monitoramento de faixa de rodagem, sensor de ponto cego, ABS e freio eletrônico. O FH Ocean Race pode ser equipado com os motores de 460 cv e 540 cv.

Já a Volvo Cars resolveu promover alguns modelos que ainda não estão à venda no Brasil. É o caso da perua V60, que deve começar a ser importada até o meio do ano. No principal estande da Volvo Ocean Race ainda estava o Universe Concept em destaque. O conceito, apresentado no Salão de Xangai de 2011 antecipa linhas de design e até possivelmente um novo sedã grande da Volvo. A marca sueca – hoje controlada pela chinesa Geely – também explorou a preservação do meio ambiente com o test drive do C30 elétrico. O modelo teve produção inicial de 250 unidades destinadas à autoridades de governos europeus, mas ainda não tem venda confirmada para o público em geral.



A Volvo Ocean Race surgiu em 2001, quando a operação conjunta das duas marcas comprou a Whitbread Round the World Race. Desde então, os barcos navegam o mundo todo de três em três anos. As pernas – trajetos entre dois portos diferentes – são feitos sem nenhuma pausa. Isso significa que os dez tripulantes – e o profissional que filma tudo – ficam 24 horas no barco com turnos de trabalho de quatro horas. Na edição 2011-2012, seis equipes participam da competição.

Os barcos são muito avançados tecnologicamente. Feitos em sua grande maioria em fibra de carbono, pesam mais de 14 toneladas – só o bulbo, peça que ajuda na estabilidade, pesa mais de 7 toneladas. Chamados de Volvo Open 70, os veleiros tem 70 pés, 21,5 metros, de comprimento e um mastro que supera os 30 metros de altura. As velas de cada um deles somam mais de 700 m², área superior a três quadras de tênis, e pesam mais de 2,5 toneladas. O investimento para desenvolver o veleiro de cada equipe fica próximo dos 5 milhões de euros – algo em torno de R$ 12,4 milhões –, enquanto o custo total de uma equipe para a temporada chega aos 25 milhões de euros. Ou a fortuna de R$ 62,3 milhões.



Primeiras impressões

Emoções contidas

Itajaí/Santa Catarina – A própria Volvo Cars afirma que uma das principais importâncias da Ocean Race para ela é passar ao público em geral alguns conceitos pouco comuns aos carros da marca. Os barcos que dão a volta ao mundo passam a ideia de velocidade, emoção, aventura e alta tecnologia. Destas últimas, apenas a modernidade mecânica e eletrônica é encarada pelo público como qualidades da Volvo. E, na hora de escolher um veículo para promover um test drive em Itajaí, a Volvo optou por um carro que pouco mudou essa imagem: o C30 elétrico.

Isso porque, geralmente, os veículos com esse tipo de propulsão se caracterizam mais pelo conforto e benefícios ao meio ambiente do que por um desempenho mais arrojado. E no curto e travado circuito feito nas ruas da cidade catarinense, o hatch manteve a ideia inicial. O que não significa algo ruim.



A primeira impressão ao ligar o modelo é de estranheza. Afinal, não há barulhos de engrenagens em movimento. Isso preocupa ao rodar em uma cidade cheia, já que os pedestres não ouvem a aproximação do carro. Como é característico aos motores elétricos, o torque máximo de 22,4 kgfm está disponível desde o primeiro momento. Assim, as prestações são até vigorosas para um carro de 111 cv. O zero a 100 km/h é em 10,5 segundos, muito graças a aceleração contínua. A transmissão é CVT.

No pouco que foi possível conferir, o C30 elétrico se mostrou um carro muito competente dinamicamente. Os 280 kg das baterias foram espalhados para melhorar a distribuição do peso e o centro de gravidade ficou mais baixo e o carro ficou mais estável e seguro. Como se espera de um legítimo Volvo.



Veja mais: Série do FH com 100 unidades marca passagem da Volvo Ocean Race pelo Brasil
Veja também: Volvo quer ter fábrica no México ou EUA

 

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