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Teste: TGX leva as ambições gigantes da MAN

18/04/2012 10:45  - Fotos: Walter Malagrine/Divulgação
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Teste: TGX leva as ambições gigantes da MAN

Com o lançamento do TGX, o primeiro caminhão MAN brasileiro, MAN Latin America investe no segmento de extrapesados

por Luiz Humberto Monteiro Pereira
Auto Press


A MAN Latin America tornou-se lider no mercado brasileiro de caminhões há 9 anos – atualmente tem em torno de 30% das vendas. Em 2011, vendeu pouco mais de 72 mil caminhões da marca Volkswagen, que lidera os segmentos de leves, médios e pesados. Com o lançamento do TGX, o primeiro caminhão da marca MAN produzido no Brasil, a MAN Latin America finalmente entra de verdade na briga dos extrapesados, que hoje totalizam 16% dos caminhões vendidos no país. Um segmento extremamente competitivo e de alta lucratividade, atualmente liderado pela Volvo e onde também atuam Mercedes-Benz, Scania e Iveco. “Agora oferecemos modelos de 5,5 a 74 toneladas de peso bruto total combinado”, comemora Roberto Cortês, presidente da MAN Latin America.

Os cavalos mecânicos 28.440 6X2, 29.440 6X4 e 33.440 6X4, destinados a aplicações rodoviárias, serão os primeiros modelos MAN comercializados no país. Para rodar na América Latina, o TGX produzido na cidade fluminense de Resende – com uma linha exclusiva na fábrica de caminhões e ônibus da Volkswagen – sofreu 240 modificações técnicas em relação ao similar alemão. O design das cabines permanece o mesmo, com as características linhas frontais em forma de “V” e a vasta grade trapezoidal revestida em preto, que recebe em cima um largo friso cromado e ostenta as três letras MAN também cromadas. Abaixo delas, reluz a clássica logomarca com um leão de perfil dentro de um retângulo, herdada da Büssing – fabricante alemã de ônibus e caminhões incorporada à MAN em 1971.



O motor utilizado nos três cavalos mecânicos do TGX brasileiro é o MAN D26 Common Rail de 12 litros e 440 cavalos de potência, oferecidos entre 1.500 e 1.900 giros, e 97 kgfm de torque máximo, disponível em 1.400 rpm. Para atender às normas Euro 5/Proconve 7, o propulsor diesel utiliza a tecnologia SCR – redução catalítica seletiva – que adiciona o ARLA 32, uma solução aquosa à base de ureia, para tratar os gases da exaustão. A transmissão automatizada Tipmatic de 16 marchas é da alemã ZF – o câmbio manual é oferecido apenas como opcional. Também são da ZF os freios retarder secundários integrados na transmissão Intarder e a direção hidráulica integral com esferas recirculantes. Os freios são a tambor, com sistema auxiliar de freios EVBec de 400 cv e ABS de série.

Esse ano, o mercado brasileiro enfrenta uma retração da ordem de 10%. O fato dos novos modelos com padrões de emissões Euro 5/Proconve 7 terem preços entre 10% e 15% mais caros que os produzidos até dezembro certamente estimulou parte dos frotistas a anteciparem as compras para dezembro ou adiarem as compras desse início de ano.



Mas expectativas da MAN Latin America com o TGX são grandes. A marca espera comercializar 5 mil unidades do modelo no primeiro ano no Brasil, com preço base de R$ 420 mil por unidade. Em três anos, os diretores da empresa planeja atingir 30% de participação no segmento de extrapesados – e também a liderança do segmento. E os MAN “made in Brazil” ainda irão abastecer toda a América Latina.– México, Colômbia, Argentina e Chile serão os principais destinos das exportações da marca.

O nome MAN é a sigla para “Maschinenfabrik Augsburg-Nürnberg” ou fábrica de máquinas de Augsburgo-Nuremberg, cidades bávaras onde funcionavam as metalúrgicas que deram origem à empresa. É uma indústria de 254 anos, com sede em Munique e forte atuação no mercado europeu nos setores de caminhões, ônibus e motores diesel. Foi lá que Rudolf Diesel desenvolveu em 1897 o motor que leva o seu nome. Em 2009, a MAN adquiriu a divisão de caminhões e ônibus da Volkswagen, mas atualmente a MAN tem 75% de suas ações nas mãos do grupo Volkswagen AG.



Primeiras impressões

Brutamontes zen

Santos/SP - O local escolhido para a apresentação da linha brasileira de extrapesados da MAN Latin America foi a pista de pouso da base aérea da cidade de Santos, no litoral paulista. O TGX avaliado foi o 29.440 6X4 XLX – cabine avançada leito com teto alto –, atracado a um enorme bitrem de 28 metros lastreado com areia. Só o cavalo mecânico tem 3,58 metros de altura, 2,49 m de largura – sem contar os gigantescos espelhos – e 7,25 m de comprimento, com peso de 9.465 quilos. O modelo conta com dois tanques de combustível – um de 400 litros e outro de 375 litros, além de um tanque de ARLA de 75 litros. O peso bruto total combinado homologado para o 29.440 é de 74 toneladas. Ou seja, literalmente, um extrapesado.

A primeira “tarefa” é entrar na elevadíssima boleia – o piso dela fica a 1,30 metro de altura do solo. Felizmente há degraus e alças bem posicionados, que tornam a “escalada” menos árdua. Lá em cima, o ambiente é bem confortável. A cabine é tão ampla que mais parece uma sala de estar. Atrás dos bancos, a versão testada possuía duas espaçosas camas de solteiro, uma sobre a outra, que são rebatíveis e não ocupam espaço. O banco do motorista tem suspensão pneumática, com diversas opções de ajuste, assim como o amplo volante – que inclui comandos do computador de bordo e rádio.

Feitos os devidos ajustes de volante, bancos e dos imensos espelhos, é hora de ligar o caminhão. Depois, basta girar o seletor de câmbio para a posição Drive, soltar a alavanca do freio de estacionamento e acelerar, que o “monstrão” começa a se mexer e a ganhar velocidade de forma gradual e consistente, ao som grave do motorzão diesel de 12 litros. Evidentemente que um veículo desse porte requer algum planejamento prévio antes de qualquer manobra – embora o TGX até surpreenda por sua dócil reação aos comandos do volante, do acelerador e do freio. Com o devido espaço, dá para fazer curvas com um raio até pequeno para o tamanho do veículo. Tudo é muito suave, sem qualquer necessidade de aplicar força. Dirigir um caminhão desse porte não combina com estresse nem com afobação.

O câmbio automatizado sem dúvida aproxima os caminhões extrapesados modernos, em termos de dirigibilidade, dos automóveis de passeio. Além de proporcionar muito mais conforto a quem dirige, a MAN afirma que o uso da transmissão automatizada numa frota de caminhões padroniza o consumo de combustível dos veículos. Depois de uma segunda volta na pista de pouso, o motorista percebe que não é difícil coordenar e dominar os movimentos do cavalo mecânico e do bitrem. E não demora para se sentir à vontade no comando do MAN TGX.



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