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Michelin Energy XM2 - Fricção científica

28/03/2012 21:44  - Fotos: Igor Macário/Carta Z Notícias
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Michelin Energy XM2 - Fricção científica

Michelin investe em tecnologia para melhorar desempenho do novo pneu Energy XM2

 
por Igor Macário
Auto Press
 
A Michelin definitivamente quer aumentar sua participação no mercado brasileiro. Para isso, ampliou sua fábrica em Resende, no interior fluminense, para começar a produzir o pneu Energy XM2. A novidade foi desenvolvida especificamente para mercados emergentes – o que inclui o Brasil –, levando em consideração as características dos veículos locais, assim como topografia e a recorrente má qualidade do asfaltamento. Segundo a Michelin, o pneu emprega tecnologias usadas pela primeira vez em produtos desse tipo e promete equilibrar resistência, durabilidade, performance e custo/benefício num produto mais abrangente. Com isso, a marca espera subir dos atuais 2% para 5% de participação no mercado brasileiro de reposição até 2013.
 
O Energy XM2 inaugura no Brasil o conceito Iron Flex que, de acordo com a Michelin, é a peça fundamental para os bons resultados obtidos pelo Energy XM2 nos testes antes do lançamento. A fabricante francesa investiu em flancos mais flexíveis, mas ainda assim fortes o suficiente para suportarem impactos. Os cabos de aço foram reforçados, mas mantiveram a flexibilidade, assim como a borracha utilizada tem um composto especialmente desenvolvido para o novo pneu. Ainda de acordo com a marca, a nova borracha se adapta às imperfeições microscópicas do asfalto e dá ao modelo uma melhor aderência. O Energy XM2 será fabricado em 42 medidas, entre aros 13 e 16 polegadas de modo a contemplar 96% dos carros vendidos no Brasil. 
 
Durante o evento de lançamento, realizado no kartódromo de Itu, no interior de São Paulo, a empresa francesa reafirmou as principais qualidades do produto através da simulação de testes dinâmicos em pista. Uma parte do circuito foi encharcado para a realização de frenagens de emergência no molhado, situação onde a Michelin avalia que o XM2 consegue parar um carro até 4,5 metros antes de um pneu similar da concorrência. Dois Citroën C3, um com o XM2 e outro com pneus Goodyear, frearam de 80 km/h a zero repetidas vezes. Na primeira bateria – com o piloto acompanhado de três jornalistas em cada carro –, a diferença média de fato chegou à casa dos quatro metros. Mas na segunda, com os pneus trocados de carro, os números se aproximaram e o Michelin parou somente 1,1 metro antes do pneu concorrente. Para os engenheiros da marca, a queda na performance se deu pelo desgaste dos pneus, após muitas frenagens de emergência.
 
Além disso, foi possível também dirigir um Peugeot 308 equipado com o Energy XM2 no travado circuito do kartódromo. Nas baixas velocidades empregadas na pista de kart, a novidade não alterou significativamente o comportamento dinâmico do carro, mas deixou o veículo sensivelmente mais macio, principalmente ao passar por cima das zebras nas curvas do traçado. A Michelin é conhecida pelo uso de borrachas menos duras, característica que faz um pneu cantar com certa facilidade em curvas fechadas de baixa velocidade, ainda que não apresente instabilidade ou insegurança. O carro contornou o circuito sem demonstrar tendências de sair de frente ou de traseira.
 
Para tentar confirmar os resultados apresentados nas simulações e palestras, a Michelin chamou a Fundação Vanzolini, responsável pela certificação dos testes de durabilidade do Energy XM2 e sua comparação com os concorrentes. Segundo o fabricante francês, durante 40 dias, sete carros – um com o novo pneu e os outros com pneus similares de outros fabricantes – percorreram diariamente, ida e volta, os 260 km que separam o bairro de Campo Grande, zona oeste da capital fluminense, e Itatiaia, na região do Vale do Paraíba. Segundo os resultados, o novo modelo obteve 26,9% menos desgaste na banda de rodagem em relação à média dos concorrentes após 16 mil quilômetros rodados no período. A Michelin informa que os dados foram comparados com pneus da Pirelli, Goodyear, Continental e Firestone, que cumpriram a mesma rotina.
 
Com a ampliação da fábrica de Resende,  o grupo francês espera ter volumes maiores de produção, ajudados pela ampla gama de aplicações da linha Energy XM2. Com o maior volume, acredita que também aumentará sua participação no fornecimento de componentes para fabricantes de automóveis, onde a presença da Michelin ainda é muito pontual. Atualmente, apenas alguns modelos da Citroën, Peugeot, Renault e Ford saem com pneus franceses de fábrica.
 
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