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Teste: Mini Roadster S, que chega esse mês, é nostalgia a céu aberto

08/03/2012 17:00  - Fotos: Divulgação
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Teste: Mini Roadster S, que chega esse mês, é nostalgia a céu aberto

Conversível de dois lugares chega ao Brasil este mês para diversificar ainda mais a gama de modelos da Mini

por Luis Guilherme
do AutoMotor/Portugal
exclusivo para MotorDream


Se há uma marca que tem convivido de forma saudável com a crise financeira, essa marca é a Mini. A marca inglesa, pertencente ao Grupo BMW, emplacou 285.060 unidades ao redor do planeta em 2011, com crescimento de 21,7% na comparação com o volume comercializado no ano anterior. Um dos segredos do sucesso é a estratégia de diversificar sua gama de modelos, que já conta com o Cooper, em versão fechada e conversível, a perua Clubman, o crossover Countryman, o Coupé e, agora, o Roadster. E parece que a marca conhecida pelo estilo retrô não vai parar por aí...

O Roadster será lançado este mês no mercado brasileiro. A versão S deve conquistar quem busca uma proposta cheia de estilo, sem se esquecer da vocação esportiva. O apelo principal do Roadster S é combinar a exclusividade da configuração de dois lugares da variante Coupé com o encanto adicional da ausência de capota, além do chamativo desempenho do motor turbinado.



Em relação ao Cabrio, versão conversível de quatro lugares, o Mini Roadster tem a seu favor um porta-malas com 115 litros a mais (240 litros no total), além de ser mil euros mais em conta, no mercado europeu. O valor, apesar de ser pouco significativo, pode ser convertido em alguns opcionais, já que a lista de equipamentos extras não é pequena. Para se ter uma ideia, o Roadster parte de 31.600 euros, mas pode chegar a 39.310 euros, como o modelo testado. A oferta vai de faixas pretas decorativas para a carroceria a um defletor de ar para o interior.

A céu aberto, o Mini Roadster S explora a potência de seu motor 1.6 turbo, com 184 cv, com a ajuda de tecnologias desenvolvidas pela marca inglesa para amenizar alterações aerodinâmicas causadas pela falta do teto fixo. Uma delas é o defletor traseiro, que se eleva a partir dos 80 km/h e se recolhe quando a velocidade cai para menos de 60 km/h. O desenho do para-brisas também ganhou melhorias, com o objetivo de proteger o habitáculo e permitir que, com os vidros subidos, os ocupantes consigam ouvir música e conversar sem transtornos.



Em relação à interatividade, a marca inglesa se concentrou no sistema Mini Connected, que pode ser adquirido como opcional. Este recurso permite estabelecer um diálogo entre o carro e seu usuário, por meio de duas vozes – uma masculina e outra feminina – que fazem os mais variados comentários relativos a tudo o que se passa com o Roadster. Além de emitir alertas para descansar ou observações bem-humoradas quando o motorista decide pegar mais pesado com o acelerador, o aplicativo chega até mesmo a sugerir a música adequada ao tipo de condução praticado.

Acima de tudo, o Mini Roadster mantém o intuito da marca inglesa em explorar ao máximo o contraste entre a alta tecnologia e o estilo retrô. Prova disso é o medidor de aceleração lateral e longitudinal. Tudo em sintonia com um iPhone, que também pode atuar como sistema de navegação. No final de 2011, a Mini comemorou cinco mil unidades vendidas no Brasil, após quase três anos de operações. Se depender do carisma de modelos como o Roadster S, a marca pode ir muito mais longe.



Impressões ao dirigir

Espírito livre

Lisboa/Portugal – Por dentro, o ambiente do Roadster é familiar, com tudo aquilo que faz do Mini um modelo sedutor. Dos comandos tipo switch – que se parecem com interruptores – no console ao velocímetro gigante no centro, o design é original e demonstra acabamento com requinte, mesmo que alguns plásticos façam o modelo perder pontos na avaliação da qualidade de construção.

A posição de condução baixa é uma característica típica dos Mini. Aliada à eficiência da direção e do câmbio, ela faz com que o condutor consiga sentir prazer ao volante. Abrir a capota não é uma tarefa difícil, mas não deixa de ser totalmente manual. Ganha-se em peso aquilo que se perde em comodidade. No modelo vendido na Europa, é possível adquirir uma capota semi-automática, com um custo adicional de 790 euros.



Apesar do peso adicional do carro (20 kg), resultante dos reforços nas colunas do para-brisas e da menor rigidez estrutural típica dos conversíveis, este Mini continua a ser um exemplo de prazer de condução. A interação com o condutor é única e parte das boas sensações ao volante se deve à direção muito comunicativa e à caixa manual de seis velocidades tão precisa quanto fácil de manusear. Seria injusto não lembrar do motor, que consegue adotar um ritmo mais frenético facilmente.

Bem mais confortável do que o Coupé, este Roadster não deixa de oferecer um comportamento em curva eficaz e muito previsível. O eixo dianteiro se insere em curva com uma precisão notável e basta jogar com o acelerador para fazer a traseira escorregar e alinhar o Mini para uma saída em plena eficácia. Malabarismos nas curvas só são possíveis com o controle de estabilidade desligado. Caso contrário, a central eletrônica intervém de forma a dar prioridade à segurança e a um comportamento mais disciplinado, mas sem extinguir totalmente qualquer chance de diversão. E é este o maior argumento do Mini: qualquer que seja o grau de experiência do condutor, a emoção está sempre garantida.



Ficha técnica

Mini Cooper Roadster S

Motor: A gasolina, dianteiro, transversal, 1.598 cm³, quatro cilindros em linha, quatro válvulas por cilindro, cabeçote com duplo comando de válvulas com tempo de abertura variável e sobrealimentado por turbocompressor. Injeção direta de combustível e acelerador eletrônico
Transmissão: Câmbio manual de seis marchas a frente e uma a ré. Tração dianteira. Oferece controle eletrônico de tração.
Potência máxima: 184 cv a 5.500 rpm.
Aceleração 0-100 km/h: 7  segundos.
Velocidade máxima: 227 km/h.
Torque máximo: 24,5 kgfm de 1.600 rpm a 5 mil rpm.
Diâmetro e curso:
77,0 mm x  85,8 mm. Taxa de compressão: 10.5 : 1.
Suspensão: Dianteira independente do tipo triângulos sobrepostos. Traseira Multilink com barra estabilizadora. Oferece controle eletrônico de estabilidade.
Pneus: 195/55 R16.
Freios: Discos ventilados na frente e maciços atrás. ABS, EBD e assistente de frenagem de emergência.
Carroceria: Roadster em monobloco, com duas portas e dois lugares. Com 3,73 metros de comprimento, 1,68 m de largura, 1,39 m de altura e 2,46 m de distância entre-eixos. Oferece airbag frontais, laterais e de cortina.
Peso: 1.260 kg.
Capacidade do porta-malas: 240 litros.
Tanque de combustível: 50 litros.
Produção: Hams Hall, Inglaterra.
Lançamento mundial: 2011.
Itens de série da versão testada:
Seis airbags, direção elétrica sensível à velocidade, espelhos externos ajustados eletricamente, bancos esportivos, Controle de Distância de Estacionamento, assentos com altura ajustável, ar-condicionado e um sistema de áudio com aparelho de CD compatível com MP3 e conexão auxiliar.
Itens opcionais: Caixa do farol preta, faróis xenônio, controle climático automático, espelho retrovisor e espelhos externos com escurecimento automático, suporte de porta-bagagem traseiro, sistema de alto-falantes Hi-fi Harman Kardon, Bluetooth, USB. Mini Visual Boost ou sistema de navegação Mini e o pacote Mini Connected com rádio com conexão a Internet, serviços como Google local search e Google Send to Car e uso de redes sociais.
Preço da versão testada: 39.310 euros (R$ 92 mil).

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