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Teste: Jeep Wrangler tem um nome a zelar

29/02/2012 13:00  - Fotos: Luiz Humberto Monteiro Pereira/Carta Z Notícias
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Teste: Jeep Wrangler tem um nome a zelar

Jeep Wrangler ganha motor mais potente e novo câmbio para levar adiante o carisma da marca

por Igor Macário
e Luiz Humberto Monteiro Pereira
Auto Press


Desde que foi lançado, em 1987, o Wrangler é reconhecido como “herdeiro natural” das tradições do bravo Jeep MB. Foi aquele robusto utilitário criado para as forças armadas norte-americanas em 1941 que “inventou” esse gênero de veículo que até hoje leva o seu nome – os jipes. O Wrangler deu novas roupagem ao tradicional estilo rústico e mantém há um quarto de século uma legião de clientes fiéis não apenas ao seu design, mas também às notórias capacidades off-road. Agora, o modelo 2012 acaba de trocar o antiquado motor V6 de 3.8 litros e 199 cv pelo moderno Pentastar, menor e mais eficiente. O visual externo é o mesmo desde 2007, quando o modelo passou pela última revisão nas linhas – o interior sofreu um discreto ”face-lift” no ano passado. Mas a implementação do novo trem de força é a prova de que sempre se pode ensinar novos truques a um velho guerreiro.

O Pentastar V6 de 3.6 litros com comando variável VVT nas 24 válvulas – que já equipa outros carros do grupo Chrysler, como o novo Chrysler 300, o Jeep Grand Cherokee e até o Dodge Journey – rende 284 cv e 35,4 kgfm de torque no Wrangler. Representa um importante salto não só pela força extra, mas também em termos de economia. Segundo a Jeep, ele consegue rodar até 9 km/l de gasolina na estrada. Ainda não transforma o Wrangler num veículo propriamente econômico, mas certamente se sai melhor do que os 7 km/l do antigo V6.



Além do motor, o câmbio também é novo. A nova caixa automática de cinco marchas gerencia de forma mais racional o Pentastar e ajuda a diminuir consumo e emissões. O conjunto envia força para as rodas traseiras ou para as quatro, através do sistema Trac-Loc, com diferencial de deslizamento limitado e reduzida. Esse é o único trem de força disponível para a linha Wrangler no Brasil – que compreende as versões Sport e Sport Unlimited, esta última com quatro portas, entre-eixos alongado e maior espaço para passageiros e carga.

Continuam lá a grade com as sete divisões verticais, ladeada pelos indefectíveis faróis redondos. A manutenção dos traços angulosos da carroceria deixa o carro praticamente o mesmo desde o lançamento, salvo ligeiros ajustes estéticos que pouco interferiram no desenho original. Há a opção por capota rígida – composta por lâminas de fibra removíveis – ou de lona rebatível, que quando aberta dá ao jipe de origem militar uma outra sedutora faceta: a de brinquedo grande para passeios descontraídos no fim de semana.



O interior é uma coleção de peças de outros Jeep, Dodge e Chrysler atuais. A intenção é dar ao Wrangler um pouco do conforto de um carro de passeio, com materiais de qualidade e boa dotação de equipamentos de série. O ar-condicionado é digital e há comandos para o som no volante, assim como toda a parafernália de segurança ativa e passiva inimagináveis em qualquer Jeep que desembarcou na Normandia na Segunda Guerra Mundial. No entanto, a concepção antiga – ainda que modernizada – se faz notar justamente no quesito segurança e restringe os airbags aos frontais. A tração integral pode ser selecionada através de uma alavanca no console, ao lado do câmbio automático. Na versão Sport, há espaço para apenas dois passageiros no banco traseiro e para exíguos 141 litros de bagagem no porta-malas. Quem precisar de mais deve partir para a versão Unlimited, de quatro portas e maior entre-eixos.

O Wrangler ainda é um carro de propostas muito específicas, voltado a um pequeno nicho no mercado brasileiro – apenas 207 unidades foram vendidas em 2011 e cerca de 80 até fevereiro desse ano. Os R$ 129.900 cobrados pela versão Sport de duas portas – a Unlimited Sport de quatro portas sai por R$ 138,900 – não são nenhuma barganha e deixam claro a decisão a ser feita na hora da compra. Por esses valores, é possível levar SUVs e crossovers mais versáteis e confortáveis que o Wrangler. Mas que certamente não ostentam a “história” evocada pelo clássico “veterano de guerra” norte-americano.



Primeiras Impressões

Criatura da lama

por Luiz Humberto Monteiro Pereira
Auto Press

Barueri/SP - A tradição da marca Jeep se expressa no Wrangler nos mínimos detalhes. Lá estão as dobradiças e as travas do capô expostas, as caixas de rodas trapezoidais, a grade com sete frestas e os faróis redondos. Por dentro, uma elegante inscrição em baixo relevo na tampa do porta-luvas – “Since 1941” – cumpre a função de explicitar que o Wrangler é um veículo que se orgulha da própria idade que tem e, principalmente, das tradições que preserva. Tudo deixa claro que o mundo pode até ter mudado ao longo desses 71 anos desde que o primeiro Jeep MB “caiu na lama”, mas o Wrangler mantém o estilo rústico que o caracterizou desde o nascimento da marca. Essa fidelidade aos princípios originais ajuda fazer do modelo uma espécie de “objeto do desejo” entre muitos dos apreciadores do off-road.

Mas a ostensiva virilidade da versão 2012 do modelo da Jeep vai muito além das aparências e das sutilezas criadas pelos designers norte-americanos. O novo trem de força dá ao Wrangler um comportamento dinâmico arisco nas estradas, típico de quem tem força de sobra. O torque elevado do V6 Pentastar garante retomadas bastante vigorosas – que chegam a ser até surpreendentes para um jipe. Faz uma boa dupla com o novo câmbio automático, que agora é de cinco velocidades – é o mesmo da Grand Cherokee. Até os níveis de ruído e vibrações melhoraram. E, embora um tanto grandalhão, o Wrangler tem uma direção até suave e se mostra um veículo dócil.



Foi fora do asfalto, no pequeno circuito off-road instalado na periferia de Barueri – vizinha à capital paulista –, que o Wrangler teve a chance de exibir a sua consagrada capacitação para o off-road e até algumas de suas modernas tecnologias lameiras. Como a que permite que se desça pirambeiras sem que o motorista tenha de preocupar em freiar. Para facilitar a transposição dos obstáculos, a caixa de transferência Command Trac oferece três diferentes modos de tração: traseira, 4X4  e 4X4 reduzida.

Coerente com sua própria razão de existir e com suas tradições, o modelo se mostra bastante à vontade ao ultrapassar de valões colossais e lameiros escorregadios. Força não falta. Para tal desempenho no fora de estrada contribuem também os ótimos ângulos de entrada e saída de declives e aclives – respectivamente 36,4 graus e 25,8 graus. Tudo colabora para que o Wrangler cumpra bem sua função de “brinquedo de gente grande”.


 
Ficha Técnica

Jeep Wrangler Sport 3.6 V6 Pentastar

Motor: A gasolina, dianteiro, longitudinal, 3.605 cm , seis cilindros em V, quatro válvulas por cilindro e sistema de abertura variável de válvulas. Injeção eletrônica multiponto e acelerador eletrônico.
Transmissão: Câmbio automático com cinco marchas à frente e uma a ré. Tração traseira ou integral, com opção de reduzida. Oferece controle de tração.
Potência máxima:  284 cv a 6.350 rpm.
Aceleração de 0 a 100 km/h: 8,1 segundos.
Velocidade máxima: 180 km/h.
Torque máximo: 35,4 kgfm a 4.300 rpm.
Diâmetro e curso: 96,0 mm X 83,0 mm. Taxa de compressão: 10,2:1.
Suspensão:
Dianteira com eixo rígido, molas helicoidais e amortecedores a gás. Traseira com eixo rígido, molas helicoidais e amortecedores a gás. Barras estabilizadoras na frente e atrás. Oferece controle eletrônico de estabilidade.
Pneus: 247/70 R17.
Freios:  Discos ventilados na frente e sólidos atrás. ABS, EBD, assistente de frenagem de emergência e controle de frenagem em curvas.
Carroceria: Jipe em carroceria e chassi separados, com duas portas e cinco lugares. Com 4,22 metros de comprimento, 1,87 m de largura, 1,84 m de altura e 2,42 m de distância entre-eixos. Airbags frontais, laterais, para os joelhos dos ocupantes dianteiros e do tipo cortina.
Peso: 1.413 kg.
Capacidade do porta-malas: 141 litros.
Tanque de combustível: 70 litros.
Produção: Toledo, Estados Unidos.
Lançamento mundial: 1987
Lançamento no Brasil: 1997. Reestilização interna: 2011. Novo motor e câmbio: 2012
Itens de série: Ar-condicionado, direção hidráulica, trio elétrico, computador de bordo, volante multifuncional, rádio/CD/MP3/Aux, bancos dianteiros com ajuste de altura, airbags frontais, controle de estabilidade e de tração, ABS com EBD, assistência de frenagem de emergência, rodas de 17 polegadas.
Preço: R$ 129.900 (frete não incluso)

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TRÂNSITO LIVRE

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