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Balança comercial de veículos está desequilibrada com México e Argentina

06/02/2012 18:20  - Foto: Divulgação
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Balança comercial de veículos está desequilibrada com México e Argentina

E quem sai perdendo é o Brasil

por Alyne Bittencourt
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Os números não mentem e revelaram que o Brasil estava em desvantagem no acordo automotivo bilateral firmado com o México em 2002. Outra relação na qual o país sai perdendo é na que mantém com a Argentina. As relações comerciais com o país vizinho são ditadas por acordos do Mercosul, mas a Argentina modificou recentemente algumas regras para a importação de produtos, o que tende a agravar o quadro atual.

O acordo de 2002 faz com que veículos produzidos no Brasil não paguem taxas de importação ao chegar ao México. Em contrapartida, os carros produzidos por lá, desembarcam aqui sem cobrança de imposto de importação e isentos do aumento do IPI determinado no ano passado. Segundo o jornal Valor Econômico, esse acordo será rompido, pois, desde 2009, ele se tornou negativo para o Brasil. Em 2011, foi registrado um déficit de quase US$ 1,7 bilhão de dólares na relação entre os dois países.

Já em relação ao país vizinho, se deu um aumento nas exigências do governo para a liberação das importações. Para Fernando Pimentel, ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, a medida, que começou a vigorar este mês, não gerou nenhuma crise entre as duas nações. O site Automotive Bussiness divulgou que em 2011, a relação entre Brasil e Argentina no segmento automotivo gerou um saldo negativo de US$ 739 milhões.

Agora, os importadores argentinos, além de apresentar declaração juramentada à Receita Federal, ainda precisarão enviar uma nota de pedido para o secretário de Comércio Interior, Guillermo Moreno, na qual constarão todos os detalhes da importação. Somente depois da aprovação dessa nota, que tem que ser enviada por e-mail, o importador poderá realizar a compra pretendida. Como a medida restritiva argentina entrou em vigor há poucos dias, ainda é não é possível mensurar seus efeitos na balança comercial entre os dois países.

Veja mais: Rompimento de acordo com México não tem volta, afirma Valor Econômico
Veja também: Países criticam aumento do IPI para importados na OMC

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