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Por que a Saab faliu?

02/01/2012 19:50  - Fotos: Divulgação
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Por que a Saab faliu?

Entenda como a sueca chegou ao estado crítico que a levou a declarar falência

por Alyne Bittencourt
com AutoCosmos/Chile

Em dezembro de 2011, a Saab foi a um tribunal sueco e declarou falência. Segundo a matriz da Saab, a Swedish Automobile, não era possível assegurar a viabilidade econômica da montadora, que há três anos passa por problemas. O caso foi agravado quando a General Motors impediu que a sueca fosse comprada por empresas chinesas.

Com a falência declarada, a Saab iniciou as negociações para que, em primeiro de janeiro de 2012, a empresa começasse a ser liquidada. Mas o valor estimado dos bens da Saab Automobile – aproximadamente 3 milhões de coroas suecas, cerca de R$ 811.200 – equivale a menos da metade das dívidas da fabricante.



A esperança de recuperação da fabricante com a compra da Saab por empresas da China foi frustrada pela General Motors, antiga dona da sueca. A GM – antiga dona da Saab – ainda é proprietária de algumas tecnologias usadas pela montadora sueca, e a transferência dessas tecnologias para as chinesas poderia ser prejudicial para a norte-americana, que decidiu impedir a venda.

Victor Muller, diretor executivo da Swedish Automobile (SWAN) e da Saab sueca, disse em entrevista coletiva, que ainda há investidores interessados na marca e que poderiam tirá-la da falência. Apesar de acreditar que a Saab pode se reerguer, Muller disse que a SWAN não será parte do possível futuro da fabricante sueca.

Representantes sindicais e o governo da cidade de Trollhättan, onde fica a fábrica da Saab na Suécia, também acreditam nesse possível futuro e se prendem a essa crença para afastar a ideia do fim da empresa que emprega, direta e indiretamente, cerca de 10 mil pessoas.



O primeiro ministro sueco, Fredrik Reinfeldt, informou que o governo está pronto para lançar um pacote de medidas de apoio que garantirão, entre outras coisas, as garantias do fundo estatal que permitirão que os empregados cobrem os salários de novembro e dezembro.

Com a falência declarada, suspende-se o processo de reestruturação da fabricante sueca – a paralisação ou prolongação dessa reestruturação seria julgada no mesmo tribunal onde se deu a declaração de quebra da empresa. Esse mesmo tribunal havia autorizado, em 31 de outubro, a volta da reestruturação – que tinha passado por uma primeira interrupção – dias depois da SWAN formar um acordo com investidores chineses.

Com esse acordo, a Saab sueca seria vendida para os grupos Youngman e Pang Da por  100 milhões de euros – aproximadamente R$ 241 milhões. Por conta da intervenção da GM, o acordo acabou não indo à frente. Também pelo temor das consequências das tecnologias da Saab nas mãos dos chineses, a General Motors rejeitou a solução alternativa sugerida pela SWAN – que manteria o controle sobre a Saab, com um banco chinês como investidor.

Os chineses da Youngman e da Pang Da planejavam investir 610 milhões de euros – algo em torno de R$ 1.4 bilhão – a partir de 2012. Ainda seriam investidos mais de R$ 120 milhões que eram parte de um acordo para que a Saab chegasse a vender 200 mil carros em 2012, além de uma terceira leva de investimentos para uma fábrica na China.

Os chineses quase firmaram um acordo formando uma sociedade com a SWAN. Porém, a má condição das finanças da matriz da Saab acabou levando os chineses a optar pela compra ao invés da parceria.

Com os problemas financeiros, a Saab suspendeu os pagamentos dos funcionários. A primeira suspensão aconteceu em fevereiro de 2009, e a fabricante passou seis meses sob administração judicial. A Saab contraiu um empréstimo de 400 milhões de euros – mais de R$ 960 milhões – do Banco Europeu de Investimentos e recebeu injeções de capital, mesmo assim a situação continuou piorando.

Veja mais: Carros que deram adeus em 2011 – Parte 2
Veja também: General Motors assume garantias de carros da Saab


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