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Números da indústria automobilística brasileira apontam tendência de crescimento ininterrupto

02/12/2011 12:30  - Fotos: Divulgação. Ilustração: Afonso Carlos/Carta Z Notícias
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Números da indústria automobilística brasileira apontam tendência de crescimento ininterrupto

Marcas apostam em crescimento acima do PIB para setor automotivo nos próximos anos

por Túlio Moreira
Auto Press


Com a crise econômica europeia, a lenta recuperação financeira dos Estados Unidos e o avanço maciço de montadoras chinesas, o Brasil será um dos focos da indústria automotiva em 2012. A previsão é de executivos das montadoras que participaram da 21ª edição do Congresso Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores), que aconteceu entre os dias 23 e 25 passados em São Paulo.

Não faltam motivos para isso. Como quinto maior mercado automotivo do planeta, atrás da China, Estados Unidos e Alemanha, o Brasil se mantém como um dos destinos mais atraentes para as fabricantes de veículos. Elas estimam um crescimento do segmento acima da expansão do PIB, que ficará em torno de 3,5% até o fim de dezembro. O ano de 2011 fechará com uma alta de emplacamento estimada em cerca de 6%  – ou uma variação de 3,5 milhões de veículos em 2010 para 3,7 milhões –, de acordo com a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). E a chamada nova classe média brasileira, que já engordou em 40 milhões de consumidores, contribuirá para que o volume chegue a 5 milhões de unidades a partir de 2015.

Por isso mesmo, as marcas estão de olho, sobretudo, nos chamados "carros de entrada". O segmento, na faixa de até R$ 35 mil, representa 40% do mercado nacional, o que não deve mudar tão cedo. Já a participação dos subcompactos, que representam apenas 3% dos carros de entrada atualmente, deve chegar a 11% em cinco anos. A Volkswagen irá atuar com o Up! e a Fiat já prepara um novo subcompacto de entrada para ser produzido na nova fábrica em Goiana, no estado de Pernambuco. Os dois modelos serão posicionados abaixo do Gol e do Uno. Certamente não vão competir sozinhos. A GM ainda não confirma, mas o Spark é sério candidato ao mercado brasileiro – o modelo já é oferecido em outros países da América do Sul, como Argentina e Chile.

“Em 2015, 22 das 27 megalópoles estarão localizadas em países emergentes. É um mercado cheio de possibilidades, que não pode ser desconsiderado pelas fabricantes de automóveis”, afirmou Philippe Varin, presidente mundial do grupo PSA Peugeot Citroën. O executivo observa uma mudança de interesses da indústria automobilística, da Europa para os países emergentes. A partir de 2015, o grupo francês quer ter 50% de seu faturamento fora do continente europeu – atualmente são 39% do faturamento em outros mercados.

A importância que o Brasil conquistou na indústria global também tem transformado o país em pólo de desenvolvimento de veículos globais, a exemplo do Chevrolet Cobalt, que foi projetado pelo Centro de Desenvolvimento da GM em São Caetano do Sul, no interior de São Paulo, e do próximo EcoSport, que está sendo construído em Camaçari, na Bahia. O objetivo é produzir veículos que atendam ao gosto do consumidor brasileiro, mas que também podem ser adaptados para outros países em desenvolvimento.

“A taxa de desemprego no país se estabilizou em 6%, enquanto que em países como Espanha e França alcança 22% e 10%. Se continuar empregado, o consumidor brasileiro permanecerá confiante para adquirir um veículo novo”, analisou Marcos de Oliveira, presidente da Ford do Brasil. O executivo acredita também que o consumidor se tornará mais exigente.

“O Brasil e os outros países do BRIC – Rússia, Índia e China – devem concentrar cerca de 45% do volume de vendas globais até 2016. Ou seja, há muito espaço para crescer no mercado brasileiro”, comemorou Jaime Ardila, presidente da GM América do Sul. Em 2012, o crescimento do mercado deve se manter entre 4% e 5%. O número um pouco menor que o deste ano não inibe a indústria automotiva. Espaço é que não falta. Enquanto os Estados Unidos e a Europa possuem uma média de 60 e 80 veículos para cada 100 habitantes, por aqui são apenas 16 para cada 100 pessoas.

Esse mercado em potencial promete tornar a concorrência mais acirrada. Em 2000, cerca de 15 marcas competiam no cenário nacional. Atualmente, os brasileiros podem escolher entre mais de 40 marcas. As fabricantes brasileiras estão conscientes das mudanças que serão impostas com a chegada de novos competidores chineses, que oferecem veículos com ampla oferta de equipamentos a preços competitivos, como o J3, da JAC Motors, e o QQ, da Chery, que alcançaram boas vendas em 2011. No ano que vem, além as igualmente chinesas Geely e BYD também chegam para dividir o bolo.

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