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Mercedes-Benz promove duelo anunciado no mercado de caminhões

30/09/2011 15:30  - Fotos: Divulgação
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Mercedes-Benz promove duelo anunciado no mercado de caminhões

Mercedes-Benz renova a linha de caminhões, adota Euro 5 e vai em busca da liderança

por Túlio Moreira
Auto Press

A implantação do Proconve 7, a partir de janeiro de 2012, obriga os fabricantes de veículos comerciais no Brasil a reduzirem as emissões a níveis idênticos aos aplicados pela legislação europeia Euro 5. E para "dourar a pílula", que impõe custos de 6 a 10% maiores, todas as marcas apresentam novidades também em outros quesitos. No caso da Mercedes-Benz, a linha de caminhões 2012 inclui renovações visuais, novas opções de interior e carroceria, além da adequação da gama de motores. Os novos modelos serão apresentados oficialmente na 18º edição do Salão Internacional do Transporte – Fenatran –, entre 24 e 28 de outubro, em São Paulo. Além de atualizar os motores com a tecnologia batizada de BlueTec, a Mercedes acrescentou novos modelos à linha – que agora totaliza 30 versões, entre leves, semipesados e pesados.

Apesar do custo maior, a médio e longo prazo, o menor consumo de combustível vai compensar”, garante Jürgen Ziegler, presidente da marca alemã no Brasil. A tecnologia BlueTec – adotada na Europa desde 2004 – acompanha a redução de 80% do nível de emissões de material particulado e 60% do nível de óxido de nitrogênio, em relação aos níveis vigentes no Brasil até 31 de dezembro desse ano. A Mercedes optou pelo sistema de pós-tratamento dos gases de escape por redução catalítica seletiva (SCR), que adiciona a utilização do fluido Arla 32 no escapamento do veículo. O produto é uma solução de 32% de ureia em água desmineralizada e reage com os gases antes da catalisação.

Mas a grande novidade da marca é a linha Atron, que engloba modelos médios, semipesados e pesados e substitui a linha L, mais antiga. Os modelos têm a clássica configuração de cabine semiavançada, conhecida popularmente como “caminhão bicudo”. O carro-chefe da nova linha é o semipesado Atron 2324 6X2, substituto do L 1620 – um dos modelos mais vendidos na marca no Brasil. A linhagem Atron inclui ainda o médio 1319 4X2, sucessor do L 1318, o pesado 2729 6X4, que ocupa o lugar do 2726, e também o pesado 1635 4x2 cavalo mecânico, que aposenta o LS 1634.

Outra aposta da marca é a nova linha de caminhões leves Accelo, com grade frontal e conjunto ótico atualizados, acompanhando o padrão estético que também foi estendido aos demais modelos. Com o novo Accelo 815, a Mercedes se mantém no segmento de veículos leves – os representantes da fabricante alemã são popularmente conhecidos como “Mercedinhos”, presentes no mercado brasileiro desde 1972. Em 40 anos na categoria, a Mercedes estima já ter comercializado cerca de 185 mil caminhões leves. Além do design e do interior renovados, a novidade do Accelo 815 fica por conta da capacidade de carga. O modelo oferece 8.300 kg de peso bruto total – 1.600 kg a mais que o antecessor 710.

A gama de motores que passa a servir ao Atron e aos renovados Accelo, Atego, Axor e Actros conta com duas opções de 4 cilindros – OM 651 LA e OM 924 LA – e três propulsores de 6 cilindros – OM 926 LA, OM 457 LA e OM 501 LA –, com níveis de potência e torque aumentados – 36% nos quatro cilindros e 26% nos seis cilindros. Os modelos que chegam às 200 concessionárias da fabricante alemã em todo o Brasil a partir do próximo ano também têm outro objetivo. “Cada detalhe da nossa linha 2012 foi pensado para retomarmos a liderança no Brasil”, admite o presidente Jürgen Ziegler, citando o primeiro lugar perdido para o grupo MAN/Volkswagen há nove anos. O plano movimentou R$ 1,5 bilhão, investidos na ampliação da capacidade de produção das unidades no Brasil. Deste montante, R$ 400 milhões foram destinados à conversão da unidade industrial da cidade mineira de Juiz de Fora, originalmente destinada ao monovolume de passeio Classe A, para a fabricação de caminhões.

O próximo ano deve ser de transição, principalmente nos primeiros meses. Portanto, a Mercedes vislumbra retomar o primeiro lugar só em 2013”, avalia Joachim Maier, vice-presidente de vendas da marca. Outra meta da Mercedes é nacionalizar 60% do portfólio oferecido até 2014. As primeiras unidades do topo de linha Actros virão da Alemanha – o que acarretará a cobrança do IPI, aumentado em 30% pelo governo este mês. Mas o modelo pesado deve ser produzido na fábrica mineira logo em seguida.

 

 

 

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