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Teste: Chery QQ - muito barulho por quase nada

28/04/2011 20:00
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Compacto é um tanto ruidoso e o acabamento deixa a desejar, mas é o carro mais barato do Brasil


por Marcelo Cosentino
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A Chery acaba de lançar no Brasil seu subcompacto QQ, que chega às concessionárias da marca por R$ 22.990 e se torna o carro mais barato à venda no país. Considerado pela Chery como seu modelo mais "gracioso", o QQ (pronuncia-se Quiu Quiu) pretende conquistar o público com seu agressivo custo/benefício, aliado ao visual moderninho. O carro mais popular da marca em todo o mundo, o modelo é considerado um carro "fofo". QQ, em mandarim, significa objeto ou pessoa de muita graça, fofo, delicado.

Delicadezas à parte, o objetivo do Chery QQ no mercado nacional é travar uma briga acirrada com o veterano Fiat Mille. O carro da Fiat é um pouco mais caro que o modelo: parte de R$ 23.220 na versão duas portas e começa em R$ 25.050 variante quatro portas. Outros compactos despojados, como Chevrolet Celta e Renault Clio, também estão na "alça de mira" da marca chinesa.

Apesar de não haver discrepância em relação aos preços de QQ e Mille, a lista de equipamentos revela um abismo. É que o Mille sai de fábrica "pelado", apenas com itens de série como volante espumado e revestimento parcial do porta-malas. Na lista de opcionais do compacto da marca italiana estão até mesmo os apoios de cabeça do banco traseiro.



Já o Chery QQ traz uma variedade de itens muito interessante para um carro que se propõe custar pouco mais de R$ 20 mil. O subcompacto "made in China" é equipado com freios com ABS e EBD, ar-condicionado, direção hidráulica, airbag duplo, trio elétrico, sensor de estacionamento, rádio com MP3, entre outros. Um verdadeiro "milagre chinês", se considerado que o QQ, diferentemente do Fiat, paga as pesadas taxas de importação - pesados 35%. 

Rivalidades de lado, o carrinho de 890 kg é movido pelo motor Acteco 1.1 16V a gasolina. Esta unidade de força entrega para as rodas dianteiras 68 cv e 9,1 kgfm de torque entre 3.500 e 4 mil rpm. De acordo com a marca, o QQ leva 14 segundos para sair da inércia aos 100 km/h e atinge a velocidade máxima de 130 km/h. O câmbio é manual de cinco velocidades.
 
As dimensões do modelo chinês são realmente enxutas. O QQ mede apenas 3,55 metros de comprimento, 1,48 m de largura e 1,49 m de altura. A distância entre-eixos é de 2,34 metros e o porta-malas comporta apenas 190 litros.




Mercado


O Chery QQ é um passo importante para o crescimento da Chery no Brasil. Segundo a fabricante, o modelo completa a fase de "fixação da marca no Brasil" somando-se aos outros quatro produtos vendidos aqui: Tiggo, Face, Cielo hatch e sedã. A expectativa da marca é vender 25 mil carros em 2011, sendo o QQ responsável por 12 mil unidades. O número ganha expressão se comparado com as 7.800 unidades vendidas pela fabricante em 2010.

Os planos da Chery ainda envolvem a construção de uma fábrica, a partir de investimentos de US$ 400 milhões, na cidade de Jacareí, interior de São Paulo. A unidade, que deve ficar pronta até 2013, terá capacidade de produção de 150 mil veículos/ano. Na fase inicial serão fabricados os modelos A3 e S18.




Primeiras Impressões

O Chery QQ recebe as pessoas com um "sorriso na cara", impressão criada pela grade dianteira e pelos faróis arredondados. No entanto, ao entrar no gracioso carrinho chinês a "fofura" logo desaparece. Olhares mais atentos mostram rebarbas aparentes, peças mal encaixadas e logo vem uma inevitável sensação de fragilidade. A partir deste momento, fica muito claro que não existe milagre atrás do preço de R$ 22.900. Algo foi economizado. No departamento de controle de qualidade da montagem ou no isolamento acústico, por exemplo, pouco deve ser gasto.

Ao virar a chave na ignição é despertado o motor Acteco 1.1 16V, que bebe somente gasolina. Apesar de fornecer apenas 68 cv, a motorização se mostra eficiente em trajetos urbanos e garante alguma esperteza para o carrinho. O modelo se saiu bem ao encarar subidas íngremes, mesmo com quatro passageiros a bordo.

Já na hora de cair na estrada, o desempenho foi apenas modesto. Segundo a Chery, o QQ não passa dos 130 km/h. No percurso realizado no Rio de Janeiro foi possível chegar aos 113 km/h, quando já começou a faltar fôlego ao QQ. Neste ponto, o isolamento acústico, que em baixas velocidades já é limitado, parece quase inexistente. Todo o barulho do motor é transmitido para a cabine sem maiores cerimônias.

Nas curvas, em velocidades mais elevadas, o QQ "sacoleja" em excesso e não chega a transmitir segurança. A suspensão, molenga demais, prejudica o desempenho do carro e não filtra bem as irregularidades do piso. As freadas, no entanto, foram realizadas com aparente segurança – auxiliadas pelo freio com ABS e EBD. O desempenho dinâmico apenas razoável é mais uma evidência que o subcompacto é um carro pensado o uso urbano. Neste ponto, suas dimensões enxutas facilitam seu deslocamento pela cidade e o tornam bem prático para se manobrar.

O design "bonitinho" aliado às dimensões reduzidas – apenas 3,55 metros de comprimento – podem fazer com que o carro faça sucesso, principalmente com o público feminino. Apesar das falhas de acabamento e de isolamento acústico, o QQ pode se tornar uma opção para quem compra carro com foco no custo/benefício. Aos poucos, os carros chineses começam a mostrar que vieram ao Brasil para ficar.














  Veja mais: QQ - análise ponto a ponto do novo Chery

TRÂNSITO LIVRE

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Comentários

Existem 18 comentários
#1 - Sergio Sequeira Laurino
28/04/2011 - 21:57

O título da reportagem é típico de jornalista que não consegue segurar o leitor com um bom texto. O carro, conforme as próprias palavras do autor da reportagem, apresenta benefícios e peca em detalhes. Dessa forma, jamais seria muito barulho por quase nada. Ademais, se a intenção foi relacionar com o barulho do veículo, sinto dizer, mas, além de inverídico, foi o pior clichê que já li neste site.

#2 - Editoria MotorDream
28/04/2011 - 23:54

O título da reportagem foi uma maneira sintética e bem-humorada de destacar que o QQ é ruidoso (muito barulho), mas é efetivamente o carro mais barato do Brasil (por quase nada). O subtítulo (Compacto é um tanto ruidoso e o acabamento deixa a desejar, mas é o carro mais barato do Brasil) deveria ajudar a deixar bem clara a proposta do título, caso alguém não entendesse. O repórter Marcelo Cosentino avaliou os pontos positivos e negativos do modelo, como MotorDream se propõe a fazer com todos os veículos que testa. Pena que o leitor tenha achado o título "o pior clichê". Poderia ter sido usado um título do gênero "Chery lança QQ por R$ 22.900". Mas a decisão de dar preferência a títulos criativos e lutar para escapar do lugar-comum tem seus riscos. Um deles é eventualmente desagradar um ou outro leitor. MotorDream prefere correr esse risco e continuar a dar preferência aos títulos que tenham alguma originalidade, desde que sejam coerentemente justificados nas matérias. É o caso desse.

#3 - Flavio Vendimiatto
29/04/2011 - 10:26

O Mille é muito silenciono, né?

#4 - Fred Bacellar
29/04/2011 - 12:29

Achei a matéria muito legal. Agora, daqui a pouco os jornais e sites terão de colocar parênteses com explicações detalhadas sobre o que o título ou o que subtítulo querem dizer para leitores com capacidade mental desfavorável.

#5 - Thomas Yuri Nobre Mendes Feitosa
01/05/2011 - 12:00

A reportagem reflete o espirito "me engana que eu gosto" do brasileiro. Não bastasse o absurdo de se achar normal pagar R$ 23 mil reais por uma carroça ambulante projetada ha 30 anos (pra quem não lembra, ele é dos anos 80) como esse Fiat Mille, ou então 30 mil por um carro "pé de boi", ainda desfaz quando alguém tenta oferecer algo que prima por uma maior segurança, com itens como airbags e abs por esse preço. É ÓBVIO, que por esse preço ele vai ter rebarbas aparente (que realmente influenciam muito pouco no dia a dia do habitaculo do carro), é óbvio que não será uma Mercedes ou até mesmo um Corolla em termos de acabamento. O que revolta é essa passividade de aceitar os que essas 4 montadoras grandes querem fazer por aqui de oferecer um produto de baixíssima qualidade, basta ver a porcaria desses carros da GM que são feitos de plásticos, mas ninguém fala disso; o proprio Vectra ao longo das gerações teve seu acabamento "celtizado".

#6 - Ivan Matos Gomes
03/05/2011 - 17:09

Recentemente, minha irmã que mora na França veio com sua família passar as férias no Brasil, como pretendia viajar para o Litoral Norte de São Paulo, antes do embarque alugou um sedan. Ao chegar em Cumbica, a locadora não tinha o carro disponível e foi obrigada a fazer um upgrade, o carro oferecido foi um Vectra. Antes de seguir viagem, hospedou-se em minha casa, na capital de São Paulo, enquanto faziamos planos para seguir viagem, comentou que o carro alugado não tinha nem um ano de uso, mesmo assim o veículo não inspirava segurança para prosseguir viagem e pensou em substituí-lo, pois apresentava muito barulho. Juro que fiquei impressionado pois tratava-se de um carro bem conceituado entre os consumidores brasileiros. Então, antes de estigmatizar o Chery QQ, como fizemos com o Gurgel BR-800, devemos tomar cuidado com essas matérias tendenciosas.

#7 - Antonio Carlos Cosentino
04/05/2011 - 11:55

É lamentável que os comentários de certos leitores não tragam nada de útil para acrescentar a reportagem sobre um carro que promete muita polemica em torno do seu lançamento. Buscam denegrir a seriedade que MotorDream e o jornalista usam para passar ao público suas reportagens modernas e com personalidade.

#8 - Francisco Pereira
05/05/2011 - 17:50

Quando o Fiat 147 chegou ao mercado, nos idos de não sei lá, dizia-se que ele capotaria com facilidade, era muito leve e o vento levaria. Daí veio o fiat Uno. Então, isso de falar de novos "bólidos" que chegam ao mercado não deve ser levado muito em conta, pelo menos por enquanto

#9 - FELIX ADOLFO
08/05/2011 - 07:00

Tenho um Fork KA 2010, e o infeliz faz uma barulheira total, além do alto consumo de 7,5 km/l (c/ ar), a concessionária aqui em Natal presta um péssimo serviço... Então, por que não um chinês? Há 30 anos, ninguém confiava nos hondas, toyotas e hinduays da vida. Os chineses vieram para mudar o conceito de carro "completo" no Brasil (ar, dh e trio eletrico), até a cor vc tem que pagar. Vamos aguardar o futuro.

#10 - WELINGTON GULHERME REZENDE
23/05/2011 - 19:47

Já andaram em um QQ? Eu achei otimo! Tenho um Ka e tudo nele é melhor! O espaço interno é ótimo! Sou alto e as pernas ficam folgadas na frente e atrás. No Ka, a direção fica no meio de minhas pernas. O ar condicionado dele e ótimo e refrigera rapidamente, Tenho um TIGGO hÁ 3 meses e estou adorando o carro. seu conforto é otimo e a sua estabilidade e segurança. QQ com o ar ligado matem sua performace inalterada. Vou comprar um para eu usar e de presente para esposa. Vá da uma olhada! Eu gostei muito!

#11 - Eduardo Quintao da Costa
11/06/2011 - 11:30

Não tem como não perceber que a matéria é tendenciosa! Falar que o carro guando chegou aos 113 km/h começou a faltar fôlego, este cara esta de brincadeira, com certeza não andou no carro.... Apesar de não haver discrepância em relação aos preços de QQ e Mille ( Apesar do Mille vir pelado )!! E os equipamentos de série? Não contam? Há muita discrepância Sim meu senhor !!! Andei no carro e fiquei surpreendido com sua agilidade, acabamento e itens de série ( e já olhei e andei em todos os carros 1.0 que temos no Brasil, e tenho um Mille), dá de 10 a 0 em todos que temos aqui. Tem de ver que o carro é projetado para cidade mesmo ( e seus vendedores deixam isso bem claro ) e que tem alguns intens para melhorar mesmo, mas quem não tem. É um novo conceito de carro que esta surgindo no Brasil ( na Europa tem vários ).

#12 - Décio Ferreira Cavalcante
25/06/2011 - 16:31

Parabéns a Chery por trazer um carro completo por preço justo. Defeitos todos tem é preciso buscar a melhoria. Porém os nacionais estão "comendo poeira" na qualidade e preço pelos itens disponíveis. Carros chineses: você ainda vai ter um dia...

#13 - Luis Derieul
27/06/2011 - 18:15

Nem pensaria na hora da compra, é QQ na cabeça. Carrinho completo, custo beneficio excelente, projeto novo. O nosso valente mas combalido Mille já passou da hora da aposentadoria. E diga-se de passagem, fraquíssimo em acabamento e conforto. Segurança ? As portas parecem de papel, já tive três Mille (não por vontade própria), uma pequena batida na lateral dianteira e o carro jamais fica alinhado novamente. Parabéns à Chery e muito sucesso !!!

#14 - Higo da Cunha Freire
06/04/2012 - 23:57

Fiz um test drive no qq e achei o desempenho dele ótimo, n tive pena do carro, fiquei muito satisfeito com os itens de série. Tenho um ford ka e fiz um péssimo negórcio, comprei por 24,000 fora o emplacamento, 5.000 km depois voltei a Ford e eles avaliaram meu carro por 15.000 , absurdo.... Nem a Chery avaliou tão baixo! O QQ veio pra arrebentar esses carrinhos nacionais, o jeito vai ser baixar os preços ou incluirem acessórios para agradar clientes. Aqui em João Pessoa o carro é sucesso e até agora nenhuma reclamação!

#15 - Diego Corrêa de Souza
29/04/2012 - 08:49

O título da matéria é contraditório com o texto contido na mesma. Isso não representa a realidade do QQ, o acabamento do mesmo se confunde com carros de 30 a 40 mil reais. Nessa faixa de 20 a 30 mil Reais é a melhor opção, o que falta hoje é uma maior quantidade de peças de reposição. A maneira como o texto foi escrito transmite tendenciosidade, pois os pontos desfavoráveis devem ser comparados com veículos da mesma categoria, que são péssimos em acabamento, mas não acontece. Se é muito barulho por tão pouco o que dizer dos veículos "nacionais" ? Quem escreveu esse texto deveria ter vergonha por tê-lo publicado.

#16 - Paula Emanuella Frota Leitão
17/05/2012 - 19:38

EU TENHO UM QQ E DIGO UMA COISA: O CARRO É MUITO BOM!CLARO QUE TEM SUAS LIMITAÇÕES, A SUSPENSÃO TEM QUE SER UM POUCO POUPADA,SEU ACABAMENTO NAO É O DE UM CARRO QUE VALHA R$50.000,00,ETC.MAS VALE A PENA DEMAIS!!! ESSA MATÉRIA SÓ VEM A CONFIRMAR QUE É MUITO TENDENCIOSA...POIS ACREDITEM NA OPINIÃO DE QUEM NÃO FEZ SOMENTE UM TESTE,MAS QUE UTILIZA ESSE CARRO TODOS OS DIAS: VALE A PENA!!!!!!!!!!!! QUEM QUISER UM CARRO PARA O USO URBANO NÃO TEM OUTRA: É O QQ!!!

#17 - Carlos Barbosa
30/07/2012 - 21:22

Comprei um QQ para minha filha em dezembro de 2011. Sou acostumado com carros caros e automáticos. Mesmo assim, fiquei impressionado com a qualidade do QQ. O motor é fantástico, tudo nele funciona bem. O único desconforto é um pequeno barulha na suspensão quando passa em buracos das nossas ruas, porém na revisão dos 2.500 km isto melhorou bastante. O QQ é bem melhor que todos os populares que sempre tivemos como segundo ou terceiro carro. A assistência técnica aqui em Porto Alegre foi ótima na revisão dos 2.500 km. O carro está com 7.200 km e é só alegria. Além do mais faz mais de 10 km/litos só rodando na cidade. Estou comprando outro para o meu filho nesta semana. Recomendo.

#18 - roberto carneiro borges
21/11/2013 - 23:20

O chery qq é ótimo,o barulho existente vai ser corrigido na revisão dos 2.500 km,já comprovei de outros,quanto ao carro que falam mal são exatamente de quem não possui ou conhece o qq,seu estilo é de impressionar,é agil,completíssimo e alem de tudo muito econômico relativo a outros veículos 1.000,o qq é 1.1 e deixa qualquer outro véiculo para traz,até o momento ainda não tive nenhuma decepção e sim muitos elogios,o qq é realmente muito charme e beleza,podem comprar que vale a pena gastar o valor que ele merece.

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