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Teste: Fiat Palio Essence 1.6

08/01/2011 08:00
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Teste: Fiat Palio Essence 1.6

Fiat garante novo motor ao Palio antes do hatch ganhar sua nova geração

por Rodrigo Machado
de Auto Press
especial para MotorDream


Com as vendas do Palio cada vez mais baixas desde o lançamento do novo Uno, em maio de 2010, a Fiat resolveu tentar impulsionar um pouco o desempenho do seu veterano hatch compacto, lançado em 1996 e reestilizado em 2001, 2004 e 2008. Isso justifica a introdução no Palio do novo motor E.TorQ 1.6 16V – desde 2002 o compacto não recebia um propulsor 1.6. A expectativa é que a motorização ajude a estabilizar as vendas até o segundo trimestre de 2011, quando chega ao mercado uma geração completamente nova na linha Palio. E esse Palio de segunda geração, que estreará como modelo 2012, já tem definida uma versão movida pelo mesmo propulsor 1.6 16V, lançado no ano passado pela FPT.

Mecanicamente, a linha 2011 do Palio chega apenas com a adição do 1.6 16V – que só está disponível na configuração “top” Essence. Ele gera 115/117cv de potência a 5.500 rpm e 16,2/16,8 kgfm de torque a 4.500 giros. Além do E.TorQ, o Palio pode ser comprado com o 1.0 Fire de 73/75 cv e 9,5/9,9 kgfm de torque e o 1.4 Fire de 85/86 cv e 12,4/12,5 kgfm.

Em relação ao design, não foram feitas alterações – todas certamente reservadas para o modelo 2012. Na traseira, as lanternas continuam posicionadas baixas. A frente pelo menos tem um visual mais harmônico, depois de ganhar os faróis de dupla parábola do Siena no início de 2009. O único adereço que consegue trazer uma certa novidade ao Palio é o aerofólio traseiro, de série em todas configurações.

A versão equipada com o motor é a topo de linha Essence e sai de R$ 36.860 já com direção hidráulica, computador de bordo, vidros dianteiros e travas elétricas, faróis de neblina e volante com regulagem de altura. A unidade testada era completa e ainda adicionava ar-condicionado, rodas de liga leve de 15 polegadas, airbag duplo, rádio CD/MP3/USB, sensores de chuva e de luminosidade, volante em couro e apoios para braço do motorista. Com isso, o preço chega em salgados R$ 48.141. Ainda existe a opção do câmbio automatizado Dualogic por R$ 2.370 extras. Com pacotes de equipamentos semelhantes, rivais como Volkswagen Gol 1.6, Chevrolet Agile 1.4 e Ford Fiesta 1.6, custam R$ 45.345, R$ 45.744 e R$ 42.000, respectivamente.

Em quinto lugar no ranking de mais vendidos do país desde a chegada do novo Uno, o Palio hatch será o primeiro da linha a ganhar a segunda geração. Chega às concessionárias segundo trimestre de 2011 e, em seguida, virão o sedã Siena e, mais tarde, a pick-up Strada e a perua Weekend. A plataforma utilizada será uma versão alongada da que equipa o novo Uno. E a missão da nova geração do Palio será distanciar os dois modelos na briga entre os populares. Ou seja, fazer com que o Palio volte a representar uma opção de “upgrade” para quem tem um Uno e pretende comprar um carro um pouco maior, melhor e mais moderno – mais sem custar muito mais caro.




Impressões ao dirigir

Impulso na reta da chegada

Faltava ânimo ao veterano Palio. Se com os motores Fire e até com o antigo 1.8 de origem General Motors o hatch não empolgava, a introdução do E.TorQ amenizou de certa forma o problema. O 1.6 16V com 115/117 cv tem bom desempenho acima dos 2.300 giros e consegue levar o Palio a 100 km/h partindo da inércia em bons 10,7 segundos. Entretanto, o rendimento abaixo da marca das 2.300 rpm ainda é insatisfatório. O propulsor demora a encher e não empolga. Com isso, o motorista precisa fazer bastante uso do câmbio manual, que tem engates pouco precisos – um problema crônico do Palio, desde o seu lançamento.

No aspecto da dirigibilidade, o hatch continua a ser o que sempre foi –  um carro feito para a cidade. A suspensão é “mole” e privilegia o conforto. Na hora de superar os buracos das grandes cidades, o bom “jogo” da direção ajuda. Por outro lado, no momento de enfrentar curvas mais acentuadas, o Palio “rola” muito e não transmite muita confiança para o motorista. No interior, a versão testada contava com bancos com acabamento em veludo que também contribuem para o bem-estar a bordo. O ponto negativo ainda é a posição das saídas do ar-condicionado. Instaladas logo sob o rádio, é impossível mexer no sistema sem ser atingido pela rajada de vento. O acabamento interno também não é dos melhores e é possível encontrar rebarbas aparentes.



Ficha técnica
Fiat Palio Essence 1.6 16V

Motor: Dianteiro, transversal, 1.598 cm³, quatro cilindros em linha, duas válvulas por cilindro, comando simples de válvulas no cabeçote. Injeção eletrônica multiponto sequencial e acelerador eletrônico.

Transmissão: Câmbio manual com cinco marchas à frente e uma a ré. Tração dianteira.

Potência máxima: 115/117 cv a 5.500 rpm com gasolina e etanol.
Torque máximo: 16,2/16,8 kgfm a 4.500 rpm.
Diâmetro e curso: 77 mm X 85,8 mm. Taxa de compressão: 10,5:1.

Suspensão: Dianteira do tipo McPherson com rodas independentes, braços oscilantes inferiores transversais com barra estabilizadora. Traseira por eixo de torção com barra estabilizadora.

Freios: Discos ventilados na frente e a tambor atrás. ABS.

Pneus:
185/60 R15 em rodas de liga leve.

Carroceria:
Hatch em monobloco com quatro portas e cinco lugares. Com 3,84 metros de comprimento, 1,64 m de largura, 1,44 m de altura e 2,37 m de entre-eixos. Oferece airbags frontais.
Peso: 1.032 kg em ordem de marcha, com 400 kg de carga útil.
Capacidade do porta-malas: 290 litros.

Tanque de combustível: 48 litros.
Produção:
Betim
Lançamento: 1996














 

TRÂNSITO LIVRE

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